ANOTA
6.11.2025 | por Teatrojornal
Foto de capa: Guto Muniz
Seis meses após a estreia do espetáculo (Um) Ensaio sobre a cegueira no Galpão Cine Horto, o centro cultural que mantém na mesma rua de sua sede, na zona leste de Belo Horizonte, o Grupo Galpão chega ao Estado de São Paulo com duas turnês da adaptação do romance de José Saramago (1922-2010), escrita e dirigida por Rodrigo Portella, em parceria inédita com o artista fluminense notabilizado por trabalhos como Ficções, As crianças e Tom na fazenda. São duas semanas de temporada no Sesc Santo André, a partir de 6 de novembro, e quatro no Sesc 24 de Maio, na capital, a começar dia 20, sempre com sessões de quinta a domingo.
O livro Ensaio sobre a cegueira foi lançado em 1995, portanto há 30 anos, e versa, assim como a peça, sobre uma epidemia de cegueira que assola uma cidade, privando seus habitantes de enxergar o mundo como antes. Tudo começa com um homem no trânsito, repentinamente cego. Logo a condição se espalha e coloca à prova a moral, a ética e as noções de coletivo. Três anos depois, em 1998, o escritor venceu o Prêmio Nobel de Literatura, ele “que, com parábolas portadoras de imaginação, compaixão e ironia torna constantemente compreensível uma realidade fugidia”, segundo comunicou a Academia Sueca. Em 2008, estreou a versão para cinema do diretor Fernando Meirelles, filme com título igual ao do livro, rodado nas ruas paulistanas e protagonizado por artistas como a dupla estadunidense Julianna Moore e Mark Ruffalo e a brasileira Alice Braga.
O comunicado do Nobel de Literatura também pontuou sobre o romance em foco, na ortografia de Portugal: “O autor omnisciente leva-nos numa horrenda viagem através da interface que é formada pelas percepções do ser humano e pelas camadas espirituais da civilização. A riqueza efabulatória, excentricidades e agudeza de espírito encontram a sua expressão máxima, de uma forma absurda, nesta obra cativante”. E citou um trecho: “Queres que te diga o que penso, Diz, Penso que não cegamos, penso que estamos cegos, Cegos que veem, cegos que, vendo, não veem.”
Para mim, a obra é a alegoria, quase satírica, de uma sociedade mergulhada numa espécie de produtivismo capitalista que o próprio Saramago chama de mal branco. Não é sobre não poder ver, como uma deficiência visual, é sobre não enxergar o que se vê
Rodrigo Portella, diretor e adaptador
De volta ao teatro, Galpão e Portella propõem uma experiência em que a imaginação do público assume papel central. No espaço cênico despojado, sem cenário ou artifícios, os próprios atores manipulam objetos, luz e som, e constroem diante da plateia as imagens e situações da narrativa.
A encenação aposta na teatralidade explícita e na sugestão em lugar da representação literal, um convite a completar o que não se mostra. Em determinados momentos, o público é integrado à ação: pessoas são vendadas e inseridas na cena como novos grupos de cegos que chegam ao manicômio, o que modifica a relação entre quem assiste e o que é encenado, aproximando ficção e realidade.
Em tempo: essa participação é definida como “ingresso experiência”, categoria na qual 14 participantes do público poderá vivenciar a peça de maneira imersiva e sensorial, sob orientação do elenco. Para tanto, essas pessoas, maiores de 18 anos, devem aceitar as condições informadas, como detalhado abaixo. A compra do ingresso experiência será on-line, individual (única e intransferível).
Paralelismos
Contada por meio da prosa ensaística de Saramago, a história sobre a “cegueira branca” que se espalha em diversas partes do mundo não é apenas uma meditação sobre a perda e a fragilidade humanas, mas, também, uma potente alegoria acerca dos frágeis limites éticos que nos separam da barbárie. “A obra revela o modo como, em um mundo despojado das aparências, enxergamos, realmente, quem somos e o que, em essência, significa ser humano”, diz o diretor, para quem a narrativa do escritor português se revela repleta de paralelismos: “A cegueira pode ser uma metáfora da perda de sentido e do senso de humanidade, assim como de nossa capacidade de enxergar além do que se vê”.
Ator e uma das pessoas fundadoras do Galpão, Eduardo Moreira ressalta que a parceria com Portella e o projeto de adaptação do romance representam mais um importante capítulo da trajetória de experimentação e teatro de pesquisa do grupo. “Em 43 anos de atividade contínua, sempre pautamos nossa prática pela busca de novas e desafiadoras experiências, que nos fizessem refletir sobre a natureza do teatro e de como ampliar e diversificar nossos conhecimentos e perspectivas”, afirma.

Segundo Moreira, a arte do Galpão está sempre em construção. “Nós nos colocamos como aprendizes, nessa perspectiva, num processo profundamente libertador, que revela nossos limites, ao mesmo tempo em que nos convida a viver novas experiências de risco e experimentação, não só entre nós, mas, também, na comunhão com o público, que sempre foi e continua sendo parte essencial do nosso trabalho”. A questão central de todo o processo ligado a (Um) Ensaio sobre a cegueira está na elaboração de um ator formulador, que constrói permanente dialética entre narrativa e drama, a partir da obra de Saramago. “A natureza de ensaio, de algo construído no calor do aqui e do agora, na busca por um frescor permanente do acontecimento teatral, foi o impulso primordial da adaptação proposta por Rodrigo Portella, ao abordar a fábula da distopia de um mundo dominado pela metáfora de uma ‘cegueira branca’.”
Também para Moreira, a ideia de um mundo em que “não cegamos”, mas onde “estamos cegos” – “cegos que veem”, “cegos que, vendo, não veem” – garante a exata dimensão da extraordinária atualidade da obra de Saramago e de sua capacidade de dialogar com as grandes questões e mazelas do nosso tempo. “É um convite para que possamos fechar os olhos e, finalmente, ver”, afirma.
Na opinião de Portella, em Saramago, vê-se algo como o ofuscamento do saber ou a representação da ignorância, da curiosidade e do interesse genuíno no coletivo. “Para mim, a obra é a alegoria, quase satírica, de uma sociedade mergulhada numa espécie de produtivismo capitalista que o próprio Saramago chama de mal branco. Não é sobre não poder ver, como uma deficiência visual, é sobre não enxergar o que se vê”, analisa. “Estamos cegos diante de tanta imagem, perdemos a capacidade de ler o mundo em camadas mais complexas. Quando vou a um museu muito turístico, constato uma cegueira geral. Poucas pessoas veem, de fato, as obras. A maioria, ao contrário, não as enxerga, pois perdeu a capacidade de ler, observar e reter. Elas estão distraídas com suas selfies ‘instagramáveis’, perdidas numa espécie de automatismo.”
Saramago escreve: “Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara”. Para o diretor da peça, o verbo “reparar” pode, aqui, tanto significar a possibilidade de acessar as camadas mais profundas da visão: “Talvez, Saramago esteja propondo uma epidemia de cegueira como forma de nos proporcionar algum aprendizado. Passar por toda a privação da autonomia, de serviços básicos, ter que lutar pelo alimento, experimentar o medo irracional, o horror da banalidade do mal, para, enfim, dar-se conta da necessidade de reparar, mudar, ajustar o sistema, retornar ao essencial; como se toda a jornada na escuridão fosse um caminho de evolução em relação à consciência e à necessidade de reafirmação e reiteração do pacto civilizatório.”
No que diz respeito ao processo de trabalho de (Um) Ensaio sobre a cegueira, Fernanda Vianna, atriz do grupo, destaca a “cegueira branca” de Saramago como uma “cegueira moral da indiferença, do egoísmo, da tirania e da covardia, de nossa impotência diante das guerras, dos que têm fome. É uma oportunidade ímpar poder falar sobre isso neste momento”.
A direção musical do espetáculo é do violoncelista, produtor e compositor Federico Puppi, italiano radicado no Brasil, parceiro de Portella em outros trabalhos e atuante também em produções para o cinema e a música propriamente dita. Para ele, trabalhar com o Galpão é como compor “para um instrumento com timbre próprio — cheio de história, personalidade e alma”. Afinal, continua ele: “Cada ator, cada gesto, carrega uma sonoridade única, como se o grupo inteiro vibrasse em harmonia. Criar música para o Galpão é dialogar com essa memória viva, ouvindo o que a cena pede e respondendo com afeto e escuta. Não é apenas música: é ressonância. É esculpir a sonoridade da cena a partir da riqueza evocativa que o grupo propõe, somando a minha identidade.”
A peça como um ensaio
Certa liberdade e uma espécie de diálogo entre autor e leitor – que também encontra espaço aberto a seus comentários – são características latentes dos ensaios. No contexto do romance, a ideia de um ensaio aproxima a ficção do mundo real, uma vez que o autor é, de fato, um autor, e se coloca como tal na obra. No romance Ensaio sobre a cegueira, tudo isso é evidente. Afinal, Saramago parece atravessar, com fluidez, o limite entre realidade e ficção: “Sou um ensaísta, sou alguém que escreve ensaios com personagens”, destaca o próprio escritor, em entrevista ao jornalista Humberto Werneck publicada na revista Playboy, em 1998.
Ao partir de tal premissa, o Grupo Galpão buscou expandir o conceito de ensaio à montagem, acrescentando, à obra teatral, outras camadas, para além da ficção. Trata-se do próprio ato da representação, da possibilidade de assumir, na cena, um espaço de construção da própria cena, além de um espaço pessoal de percepção e conversa com a obra, com suas alegorias e seus paralelismos. Neste sentido, o distanciamento da fábula põe o ator num lugar de jogo, que não se restringe à representação do papel. O desafio é atuar nas duas camadas, sem que elas estejam apartadas uma da outra. A ideia é fundi-las, ao criar um fluxo de atuação semelhante ao que Saramago usa em sua prosa, na qual o limite entre narrativa e diálogo é sutilmente esfumaçado: quem fala, agora, o performer ou a personagem?

Assim como no ensaio de Saramago, no qual não há intermediários, na peça não há personagens intermediando a relação entre ator e espectador. O próprio ator fala e joga com as personagens do livro. Isso nos afasta de uma representação literal da ficção criada pelo escritor português, ao abrir espaços de interlocução entre artistas brasileiros do século XXI e questões por ele propostas no livro. Nesse sentido, os atores não estão submetidos às personagens e suas motivações. Ao contrário: as personagens estão a serviço do jogo e das motivações dos atores, do dramaturgo e diretor.
A peça já circulou por cidades como Porto Alegre (RS), Rio de Janeiro (RJ) e Uberlândia (MG).
Sobre o Galpão
O Galpão é um dos grupos teatrais mais conhecidos do Brasil, tanto por seus 43 anos de atividade contínua quanto por sua pesquisa de linguagem. Criado por cinco atores, em 1982, a partir da montagem da peça A alma boa de Setsuan, do dramaturgo alemão Bertolt Brecht, conduzida por diretores do Teatro Livre de Munique, da Alemanha, que ministraram workshop na capital mineira, o Galpão se valeu dessa rica experiência para se lançar numa proposta de construção de um teatro de grupo, com raízes ligadas à tradição do teatro popular e de rua.
Ao montar espetáculos dirigidos por diferentes pessoas convidadas – como Eid Ribeiro, Gabriel Villela, Cacá Carvalho, Paulo de Moraes, Paulo José, Yara de Novaes e Marcio Abreu, além dos próprios integrantes, que também dirigem criações do grupo –, o Galpão desenvolve um teatro que alia rigor e investigação de linguagens, com um repertório com grande poder de comunicação com o público.
Seus trabalhos dialogam com o popular e o erudito, a tradição e a contemporaneidade, o teatro de rua e o palco, o universal e o regional brasileiro.
Os números do grupo
Fundado em novembro de 1982
27 espetáculos
15 projetos audiovisuais
2.000.000 espectadores
100 prêmios brasileiros
+ de 3.400 apresentações
300 cidades
18 países
+ de 80 festivais internacionais
+ de 210 festivais nacionais
[Este conteúdo tem apoio do Sesc São Paulo]
Serviço – Sesc Santo André
(Um) Ensaio sobre a cegueira
Grupo Galpão
De 6 a 16 de novembro de 2025.
Quinta a sábado, 19h, domingo, 17h.
140 minutos | 16 anos | 302 lugares.
Sesc Santo André – Teatro (Rua Tamarutaca, 302, Vila Guiomar, tel. 11 4469-1200).
Ingresso: R$ 50,00 | R$ 25,00 | R$15,00.
Disponível para compra on-line pelo link: https://www.sescsp.org.br/programacao/espetaculo-um-ensaio-sobre-a-cegueira/, no site centralrelacionamento.sescsp.org.br, através do aplicativo Credencial Sesc SP ou direto nas bilheterias das unidades.
Ingresso experiência – Válido para maiores de 18 anos, 14 pessoas por sessão. A compra é única e intransferível. Inclui participação guiada pelo elenco, com locomoção no palco, de olhos vendados, durante cerca de 60 minutos da peça. O primeiro ato a pessoa assiste ao espetáculo da plateia e, o segundo ato, vendada em cima do palco. É necessário chegar com 30 minutos de antecedência para orientações — atrasos inviabilizam a participação, mas o espetáculo poderá ser assistido normalmente. Use roupas e calçados confortáveis. A experiência aborda temas sensíveis e inclui indicação de violência sexual. Ao participar, você autoriza o uso de sua imagem pelo Grupo Galpão mediante assinatura de termo.
Ingresso experiência: R$ 70,00 | R$ 35,00 | R$ 21,00.
Disponível para compra on-line pelos sites sescsp.org.br/santoandre e centralrelacionamento.sescsp.org.br; aplicativo Credencial Sesc SP; ou direto nas bilheterias das unidades.

Serviço – Sesc 24 de maio
(Um) Ensaio sobre a cegueira
Grupo Galpão
De 20 de novembro a 14 de dezembro de 2025.
Quinta a sábado, 19h, domingo, 17h.
140 minutos | 16 anos | 245 lugares.
Sessões com acessibilidade em libras às quintas e domingos.
Sessões com audiodescrição aos domingos.
Sesc 24 de Maio – Teatro (Rua 24 de Maio, 109, República, tel. 11 3350-6300)
Ingresso: R$ 50,00 | R$ 25,00 | R$15,00.
Disponível para compra on-line a partir de 11/11 nos sites https://www.sescsp.org.br/unidades/24-de-maio/ e centralrelacionamento.sescsp.org.br, através do aplicativo Credencial Sesc SP ou direto nas bilheterias das unidades, a partir de 12/11.
Ingresso experiência – Válido para maiores de 18 anos, 14 pessoas por sessão. A compra é única e intransferível. Inclui participação guiada pelo elenco, com locomoção no palco, de olhos vendados, durante cerca de 60 minutos da peça. O primeiro ato a pessoa assiste ao espetáculo da plateia e, o segundo ato, vendada em cima do palco. É necessário chegar com 30 minutos de antecedência para orientações — atrasos inviabilizam a participação, mas o espetáculo poderá ser assistido normalmente. Use roupas e calçados confortáveis. A experiência aborda temas sensíveis e inclui indicação de violência sexual. Ao participar, você autoriza o uso de sua imagem pelo Grupo Galpão mediante assinatura de termo.
Ingresso experiência: R$ 70,00 | R$ 35,00 | R$ 21,00.
Disponível para compra on-line pelo link https://www.sescsp.org.br/programacao/experiencia-um-ensaio-sobre-a-cegueira-2/; site centralrelacionamento.sescsp.org.br; aplicativo Credencial Sesc SP; ou direto nas bilheterias das unidades.
Ações formativas
Durante a temporada na capital paulista, no Sesc 24 de Maio, o Galpão promove quatro oficinas gratuitas presenciais ministradas por integrantes e profissionais da equipe técnica e de gestão do grupo. As atividades abordam diferentes dimensões do fazer teatral — da criação em grupo e da trajetória artística à prática dos bastidores e à elaboração de projetos culturais.
São 30 vagas por atividade, todas com interpretação em libras. Haverá envio de certificado digital às pessoas participantes. Inscrições via plataforma Sympla, https://www.sympla.com.br/produtor/grupogalpao, a partir de 11/11.
.:. Palavra presença, com Eduardo Moreira
A oficina focaliza o estudo do texto e a emissão da palavra através de estímulos vocais e corporais, leituras de textos e poemas, propondo ao ator uma investigação sobre o entendimento daquilo que conecta o trabalho em sala ao momento da cena, desenvolvendo princípios como o jogo e a polifonia, de maneira que o participante possa desenvolver sua atenção, escuta, disponibilidade e concentração.
18/11, terça, 16h às 20h, Sala Multiuso, 4º andar.
Público-alvo: atores, estudantes, educadores e pessoas interessadas em teatro. + 18 anos. Orientações: usar roupas confortáveis (camisetas e moletons), que permitam exercícios físicos, e trazer caderno ou bloco de anotações. Leve sua garrafinha de água. Qualquer imprevisto que implique a desistência de participação da oficina deve ser informado para nossa equipe.
.:. Gestão de projetos culturais, com Alba Martinez
Gestão de Projetos Culturais, com Alba Martinez: A Oficina de Gestão de Projetos Culturais é uma ação formativa que busca introduzir os principais aspectos do processo de elaboração de projetos culturais e utilização de mecanismos de incentivo para sua viabilização, bem como abordar pontos importantes para uma gestão eficiente do projeto junto à equipe interna e parceiros externos do projeto.
25/11, terça, 16h às 20h, Sala Multiuso, 4º andar.
Público-alvo: artistas, produtores e pessoas interessadas no modo de produzir teatro. + 18 anos. Trazer caderno ou bloco de anotações. Qualquer imprevisto que implique a desistência de participação da oficina deve ser informado para nossa equipe.
.:. O ator e o trabalho em grupo, com Júlio Maciel
Propõe um mergulho em algumas práticas de trabalho e experiências de criação desenvolvidas pelo Galpão junto a artistas e parceiros/criadores ao longo de 43 anos de trabalho. A busca da escuta coletiva, a ampliação da atenção e presença serão trabalhados através de exercícios em grupo, além da exposição de alguns encontros com diretores que foram fundamentais para a formação da história do grupo.
Público-alvo: atores, estudantes, educadores e pessoas interessadas em teatro. + 18 anos. Material: participantes devem usar roupas confortáveis (camisetas e moletons), que permitam exercícios físicos, bem como trazer caderno ou bloco de anotações. Qualquer imprevisto que implique a desistência de participação da oficina deve ser informado para nossa equipe.
.:. Tecnologia da cena, com Beatriz Radicchi e Rodrigo Marçal
A oficina é uma ação formativa que visa a apresentar o universo dos bastidores do teatro através de quatro das inúmeras áreas que envolvem o backstage: iluminação, sonorização, cenotécnica e produção técnica. Ministrada pelo ator e iluminador Rodrigo Marçal e pela jornalista e produtora Beatriz Radicchi, o curso tem por objetivo apresentar elementos introdutórios e essenciais da prática profissional dos bastidores do teatro, a partir dos processos de trabalho desenvolvidos pelo Galpão.
Público-alvo: atores, estudantes, educadores e pessoas interessadas em teatro. + 18 anos. Material: trazer caderno ou bloco de anotações. Qualquer imprevisto que implique a desistência de participação da oficina deve ser informado para nossa equipe.
Ficha técnica
(Um) Ensaio sobre a cegueira
Grupo Galpão
Elenco: Antonio Edson, Eduardo Moreira, Fernanda Vianna, Inês Peixoto, Júlio Maciel, Luiz Rocha, Lydia Del Picchia, Paulo André e Simone Ordones
Direção e dramaturgia: Rodrigo Portella
Diretores assistentes: Georgina Vila Bruch e Paulo André
Direção musical, trilha original e paisagem sonora: Federico Puppi
Cenografia: Marcelo Alvarenga (Play Arquitetura)
Figurino: Gilma Oliveira
Interlocução dramatúrgica: Bianca Ramoneda
Iluminação: Rodrigo Marçal e Rodrigo Portella
Adereços: Rai Bento
Visagismo: Gabriela Dominguez
Desenho sonoro, programação e mixagem: Fábio Santos
Assistência de direção: Zezinho Mancini
Assistência de figurino: Caroline Manso
Assistência de cenografia: Vinícius Bicalho
Construção cenário: Artes Cênica Produções
Costuras: Danny Maia
Fotos: Igor Cerqueira e Mateus Lustosa
Registro e cobertura audiovisual: Luiz Felipe Fernandes
Comunicação: Letícia Levia e Fernanda Lara
Projeto gráfico: Filipe Lampejo e Rita Davis
Consultoria de acessibilidade: Oscar Capucho
Operação de luz: Rodrigo Marçal
Operação de som: Fábio Santos
Técnico de palco: William Bililiu
Assistente técnico: William Teles
Assistente de produção: Zazá Cypriano
Produção executiva: Beatriz Radicchi
Direção de produção: Gilma Oliveira
Produção: Grupo Galpão
Produção local em São Paulo: Lindsay Castro Lima e Mariana Mantovani – Híbrida Arte e Cultura
Assessoria local em São Paulo: Canal Aberto – Márcia Marques, Daniele Valério e Flávia Fontes
Lei Federal de Incentivo à Cultura | Mantenedora: Petrobras | Patrocínio Máster: Vale | Patrocínio: Cemig | Apoio: Laranjinha do Itaú | Realização: Sesc São Paulo, Ministério da Cultura, Governo Federal, Do lado do povo brasileiro.
Grupo Galpão
Atores e atrizes: Antonio Edson, Arildo de Barros, Beto Franco, Chico Pelúcio, Eduardo Moreira, Fernanda Vianna, Inês Peixoto, Júlio Maciel, Lydia Del Picchia, Paulo André, Simone Ordones e Teuda Bara.
Conselho executivo: Beto Franco, Eduardo Moreira, Fernando Lara, Gilma Oliveira e Lydia Del Picchia
Gerente Executivo: Fernando Lara
Coordenadora de produção: Gilma Oliveira
Coordenadora administrativa: Wanilda D’Artagnan
Coordenadora de planejamento: Alba Martinez
Coordenadora de comunicação: Fernanda Lara
Coordenador técnico e técnico de luz: Rodrigo Marçal
Produtora executiva: Beatriz Radicchi
Técnico de Som: Fábio Santos
Técnico de Luz: William Bililiu
Supervisor administrativo: Cláudio Augusto
Assistente de planejamento: Duda Carmona
Assistente de comunicação: Lucy Ribeiro
Assistente administrativo: Caroline Martins
Assistente de produção: Zazá Cypriano
Assistente técnico: William Teles
Serviços gerais: Danielle Rodrigues
Design gráfico: Cíntia Marques
Assessoria de imprensa: Personal Press – Polliane Eliziário
Comunicação digital: Rizoma Comunicação & Arte – Letícia Leiva e Matheus Carvalho
Assessor contábil: Wellington D’Artagnan
Gestora financeira de projetos: Artmanagers