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“Bando de Teatro Olodum"

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“Bando de Teatro Olodum"

Artigo

Para usar um termo corrente no meio audiovisual, a série Cena inquieta transmite uma sensação de delay. O efeito acústico atrasado em relação à imagem é lembrado porque o poder transformador da arte que emana de vozes e corpos nos dois primeiros episódios destoa do presente de um país em decomposição. A falta de sincronia não é gerada pelos idealizadores e realizadores dos 26 documentários em exibição no canal SescTV, desde a semana passada, mas pelo fracasso de parte da sociedade civil e dos representantes políticos em colocar de pé um sistema nacional de cultura, em sentido estrito, como previsto na Constituição de 32 anos atrás, ou ao menos não desmanchar o que as gestões de Gilberto Gil estruturaram minimamente no extinto Ministério da Cultura.

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Reportagem

Um recorte da pesquisa em artes cênicas praticada (e pensada) hoje na Bahia pode ser acompanhado nas cidades de São Paulo e Bauru (região noroeste) até o dia 20 de setembro. Com nove espetáculos na programação, a etapa paulista do Festival do Teatro Brasileiro (FTB) entrecruza gerações como a do diretor Marcio Meirelles, com o Bando de Teatro Olodum; Fábio Vidal, com o Território Sirius Teatro; Meran Vargens, com o Grupo Toca de Teatro; além dos trabalhos recentes em dança ou teatro da Cia. Operakata, do Núcleo Afrobrasileiro de Teatro de Alagoinhas (NATA); da Companhia Tribo; e dos criadores João Sanches, Dejalmir Melo e Edu O. Leia mais

Artigo

A filosofia dos grupos

5.5.2014  |  por Valmir Santos

As artes cênicas são, por natureza, gregárias. Sincronizam a respiração no ato ao vivo entre os artistas que ocupam palco, galpão, picadeiro ou espaço público e os espectadores instigados a embarcar nessa nau milenar. Nas tradições orientais e ocidentais, uma das bases da convivência no teatro e na dança diz respeito ao caráter coletivo por trás de cada criação. Em um monólogo dramático ou em um solo coreográfico haverá sempre a interlocução direta ou indireta de uma equipe ancorando as palavras, os gestos, os silêncios e as variantes sensoriais no coração da cena. Leia mais

Crítica

Quando a historiografia oficial encontra ou impõe dificuldades para ler as letras sulcadas na folha de papel, o que dirá de imagens, pensamentos e atitudes inscritos na memória ancestral da fala e do corpo do indivíduo e da coletividade? O Teatro Popular de Ilhéus percebe o silogismo em 1789, uma lupa sobre os registros de sua cidade-certidão a desvelar uma daquelas tomadas de consciência pública das quais se faz vistas grossas no retrovisor: a sublevação de centenas de escravos do Engenho de Santana no século XVIII, atual distrito Rio do Engenho, na mesma zona rural. Leia mais