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“El hombre venido de ninguna parte"

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“El hombre venido de ninguna parte"

Crítica

O Festival de Teatro de Curitiba escolheu uma peça de rua para fazer sua abertura na noite da última terça-feira. Mas a opção por colocar a chilena El hombre venido de ninguna parte entre as quatro paredes do Expo Renault Barigui trouxe perdas à apresentação. A última sessão programada para hoje à noite, na Praça Santos Andrade, na região central, deverá ser mais autêntica em relação à proposta do grupo La Reyneta, um dos principais do Chile e interessado em investigar o teatro “callejero”, de rua. Leia mais

Nota

Cerca de 2.500 pessoas participaram ontem, dia 24, da abertura da 23ª edição do Festival de Curitiba. A cerimônia, realizada na Expo Renault do parque Barigui, reuniu representantes dos patrocinadores do evento, o diretor do Festival, Leandro Knopfholz, além de autoridades dos governos federal, do Estado e do município. Em meio aos discursos de praxe, que saudaram a longevidade do Festival e sua representatividade nacional, houve o anúncio de uma nova política pública para o teatro local. Marcos Cordiolli, presidente da Fundação Cultural de Curitiba, lançou o programa Casa Cheia, um incentivo para que o público frequente as mostras em cartaz. Quem assistir a um espetáculo paranaense, ganha no ato da compra do ingresso R$ 10 de desconto. O repasse de recursos, garante Cordiolli, irá diretamente para os artistas envolvidos.

Após as formalidades, foi apresentado o espetáculo El hombre venido de ninguna parte, da cia. chilena La Reyneta. A partir de restos de materiais, como ferro e madeira, o grupo cria uma série de artifícios para contar a história de um homem que viaja no tempo. Após sofrer um acidente, o dono de um restaurante é levado a outras épocas, nas quais encontra amores e enfrenta batalhas. Quase sem diálogos, a peça possui apenas um breve monólogo do protagonista, que foi devidamente traduzido para o português.

Obra perdeu nuances em espaço fechadodivulgação

Obra perdeu nuances em espaço fechado

A simplicidade e a precisão dos recursos utilizados na montagem são seu maior atrativo. Um mesmo compartimento de metal pode se transformar em cápsula do tempo, em navio que atravessa tempestades no mar ou em automóvel.

Concebido para ser apresentado na rua, o espetáculo foi prejudicado pelo espaço fechado em que ocorreu a abertura. Ficou a impressão de que ganharia corpo se encenado em um espaço público, sujeito às intervenções e ao contato com a plateia.

As sessões para o público, gratuitas, acontecem hoje, dia 26, e amanhã, na Praça Santos Andrade, às 21h30.