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contracena

O cena em transe de Frank Castorf [entrevista]

27.9.2010  |  por Valmir Santos

O diretor alemão já adaptou pelo menos cinco obras do russo Fiódor Dostoiévski para o teatro. Ele fez chegar duas delas também ao cinema: Os demônios e O idiota, esta de 2006. Foi para exibi-las que estava no Brasil em dezembro de 2009, quando conversou com a revista Camarim, da Cooperativa Paulista de Teatro. Colaborei nesta entrevista, ao lado de Alessandra Perrechil e Maurício HIroshi. Castorf prospecta a linguagem como discurso político, o desejo pela recepção instável do espectador que o acompanha, o trânsito pelo audiovisual e a sua perspectiva histórica do lendário espaço no qual é diretor artístico há 18 anos, o Voksbühne, ou Teatro do Povo, em cena desde 1914 na Berlim que era uma antes e virou outra depois da queda do Muro.

 

(27 de setembro de 2010)

 

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Crítico e repórter no site Teatrojornal – Leituras de Cena, que edita desde 2010. Publicou em periódicos como Folha de S.Paulo, Valor Econômico, Bravo! e O Diário, de Mogi das Cruzes (SP). Autor de livros ou capítulos afeitos à memória e à história do campo teatral. Formado em Comunicação Social, habilitação jornalismo. Cursou doutorado e mestrado pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da Escola de Comunicações e Artes da USP, com pesquisas em crítica e teatro de grupo, e especialização em jornalismo cultural pela PUC-SP. Colabora em curadorias, consultorias ou comissões para mostras e festivais em iniciativas públicas e privadas, bem como elabora textos para enciclopédias e catálogos. Fez parte da fase amadora do Grupo Pombas Urbanas, no bairro de São Miguel Paulista.

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