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Reportagem

Cena de imersão

1.12.2020  |  por Teatrojornal

Foto de capa: Divulgação

O Cena Contemporânea – Festival Internacional de Teatro de Brasília, que abre hoje, e o Brasil Cena Aberta, festival em São Paulo convertido em ato, a partir de amanhã, vêm à luz no nono mês da pandemia com edições especiais. Acontecem online e emanam a mesma atitude que os moviam em tempos presenciais nas respectivas gerações, o primeiro na casa dos 25 anos e o segundo em seu ano 2.

Afinal, qual a extensão de um ato? Setenta e duas horas? Onze dias? Um átimo?

Ato, substantivo masculino, “exercício da faculdade de agir ou o seu resultado; aquilo que se faz ou se pode fazer”, “procedimento, conduta”, “exercício de um direito ou dever”, situa o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. Ato também designa “cada uma das partes em que se divide uma peça de teatro, uma ópera, um balé etc.”.

Essa “ação guiada por uma consciência livre e consciente” é prima da atitude, “maneira como o corpo (humano ou animal) está posicionado; pose, posição, postura”. Nas artes, ela traduz ‘postura e expressão que os artistas plásticos dão às figuras que representam” ou ainda a “posição do balé clássico em que o corpo repousa sobre uma só perna esticada, enquanto a outra é dobrada para trás e um braço (ou os dois) é erguido”.

O Cena Contemporânea e o Brasil Cena Aberta podem ser aproximados para além do conectivo óbvio. Estão inscritos no campo da reinvenção permanente de quem organiza esses certames em diferentes Estados e desde meados desta década enfrenta obstáculos de toda ordem. Festivais de artes cênicas tiveram significativa diversidade geográfica e conceitual desconfigurada por crises financeiras, no que o isolamento social em consequência da covid-19 tornou o cenário ainda mais agudo.

É por isso que são saudadas como tão resilientes quanto as edições online do Festival de Curitiba e do Porto Alegre em Cena – Festival Internacional de Artes Cênicas, por encararem o mesmo desafio com dignidade e iluminação, assim como a próxima edição do Festival Internacional Latino-Americano de Teatro da Bahia, o FilteBahia, entre outros.

Kathryn D Studios Os artistas estadunidenses Paul Lazar e Bebe Miller em ‘Cage shuffle’, escalado para o Cena Contemporânea

Inscrito na história dos festivais brasileiras pelo idealizador Guilherme Reis, que o coordenou por muitos anos, assim como Alaor Rosa, função que atualmente cabe a Michele Milani, sob curadoria de Carmem Moretzsohn e Mariana Soareso, o Cena Contemporânea celebra o aniversário de um quarto de século realimentando o imaginário dos públicos e dos artistas de Brasília.

Para tanto, visita sua memória convidando cúmplices de sua trajetória a revisitá-la criativamente. O objetivo é proporcionar um mosaico de recordações afetivas e criativas que atravessem as obras selecionadas. Registros de espetáculos e depoimentos de artistas que estiveram em anos anteriores serão exibidos em vídeos curtos antes da programação diária.

O Cena acolhe propostas especialmente concebidas para o ambiente digital, como Cage shuffle: a digital duet, com os estadunidenses Paul Lazar e Bebe Miller, sob partitura coreográfica inspirada numa série de histórias de um minuto escritas por John Cage (1912-1992), pioneiro da música aleatória e da música eletroacústica, e obras inéditas criadas para o festival por grupos como o Lagartijas Tiradas al Sol, do México, com Cada vez que alguém diz isso não é teatro se apaga uma estrela, trabalho reflexivo sobre como a pandemia produziu condições inéditas para pensar o teatro.

Este tem duração de 15 minutos e será exibido na transmissão de abertura, às 21h30. “Durante alguns meses, todos os teatros do mundo fecharam as portas e nós, pessoas que nos dedicamos à cena, fomos aceitando que as características de contágio do vírus convertessem nosso espaço de trabalho em local de risco. A vulnerabilidade diante do vírus nos obriga a olharmo-nos como parte da natureza, nos recorda que somos animais. Enfatiza que fazemos parte de uma espécie que compartilha características. Isso nos leva a pensar em nós mesmos como um todo”, afirmam os artistas mexicanos. “Essa mesma sensação ocorre, algumas vezes, no teatro. Muitos de nós reunidos nos reconhecemos como parte de um conjunto de indivíduos. E na escuridão da sala, às vezes, sentimos que temos algo em comum com os demais, ainda que seja por uns breves instantes, antes que aflorem todas as desigualdades.” A companhia Lagartijas Tiradas al Sol foi fundada em 2003, por Luisa Pardo e Lázaro Gabino, e já esteve no Cena com El rumor del incêndio, em 2012, e Tijuana, em 2018, esta montagem fruto de uma pesquisa sobre a vida dos imigrantes que vivem na fronteira entre EUA e México.

Na sequência, é exibido The silent burn project (Projeto o silêncio queima), da Akram Khan Company, sediada na Inglaterra. Trata-se de uma versão de 45 minutos de seu mais recente trabalho que mescla e desafia os limites da dança contemporânea e da dança kathak indiana. A companhia foi criada há 20 anos pelo dançarino e coreógrafo que lhe dá nome. Akram Khan inspira-se nas palavras da ativista paquistanesa Malala Yousafzai: “Nós compreendemos a importância das nossas vozes somente quando estamos silenciados”. O material é um registro do processo de criação e de ensaios, com trechos de performances filmadas ao ar livre. The silent burn project. A AKC tem por característica reunir artistas das mais variadas origens e nacionalidades, e quer propor uma pausa para revisitar o passado e melhor projetar o futuro.

Divulgação Adriana Nunes em ‘Aquilo que não podem demolir’, com o grupo Teatro do Concreto, direção de Francis Wilker: a partir de oficina mecânica que também era teatro e a casa de José Perdiz

Durante 11 dias, até 11 de dezembro, o Cena apresenta ainda trabalhos da França, Espanha, Moçambique e Alemanha, mais produções de Brasília e de múltiplos Estados, como o inédito Processo Julius Caesar, registro da etapa de criação do novo espetáculo da Companhia dos Atores, do Rio de Janeiro, previsto para estrear em janeiro de 2021; Aquilo que não podem demolir enquanto eu puder falar, obra dirigida por Francis Wilker, do grupo Teatro do Concreto, que trata da matéria fantasma dos espaços; La Codista_BR, adaptação para o Brasil de texto original escrito pela holandesa Marleen Scholten, com direção de César Augusto, integrante da mesma Companhia dos Atores; e o lançamento do canal Bebelume, o primeiro do Brasil dedicado a bebês de 0 a 5 anos de idade, exibindo oito episódios da série Grão Jeté, com direção de Clarice Cardell. O festival ainda vai exibir sete mini-performances criadas por coletivos locais que integram a Rede GARRA – Grupos de Artistas em Rede Associada.

Destacam-se ainda Birdie, da Agrupación Señor Serrano (Espanha); Hibridity, da Cocoondance (Alemanha); Clã_Destin@: uma viagem cênico-cibernética, do Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare (RN); Baque, da Andaime Cia. de Teatro (DF); Juntoseseparados 5, da Anti Status Quo Cia. de Dança (DF); Parasite, da Cie. Kilaï (França); Começa a ficar tarde e Último berro – Corpo em estado de emergência, ambas criações de Ídio Chichava (Moçambique); e Poema/confinado, da Agrupação Teatral Amacaca, direção de Hugo Rodas (DF).

Além do módulo online exibido gratuitamente por meio do canal do YouTube do Cena, a 21ª edição deve ganhar um segundo módulo entre 25 de maio e 6 de junho de 2021, “com uma programação que irá mesclar propostas possíveis de serem realizadas ao vivo, como quem ama o teatro e a dança merece e aguarda, e outras criadas para o ambiente virtual, priorizando propostas locais e ibero-americanas”. Em tempo: cada espetáculo poderá ser visto por mais três dias depois da sessão online, em qualquer horário, “com raras exceções” que serão indicadas no site.

Entre as atividades pedagógicas, o artista multidisciplinar argentino Matías Umpierrez vai ministrar a oficina “Clínica de obsessão”, que propõe a reflexão sobre a obra dos artistas participantes e sua passagem para outros dispositivos. E na oficina “Uploading the rhythm”, o moçambicano Idio Chichava promete trabalhar a fisicalidade e a imaginação até o limite, mantendo contato com influências das danças tradicionais de seu país.

Já os Encontros do Cena – Espaço Internacional de Intercâmbio e Cooperação Cultural, atividade regular do festival, agora em sua 10ª edição, propõe uma reflexão aprofundada sobre a criação artística, estimulando o diálogo entre criadores, redes, festivais e instituições em tempos de incertezas e insegurança para todo o setor de artes cênicas. Serão discutidos temas como a criação em tempos de virtualidade, o desafio que se apresenta para a curadoria dos festivais, o papel da arte como espaço de reflexão no futuro pós-pandêmico e as expressões poéticas do corpo negro e sua representação na arte contemporânea.

São Paulo

Durante três dias, de 2 a 4 de dezembro, o Brasil Cena Aberta, cuja primeira edição aconteceu em 2019, se autodeclara um ato e diz ter por missão “facilitar o encontro entre os principais agentes nacionais e internacionais das artes cênicas (artistas, produtores, técnicos, programadores, gestores, curadores etc.)”, bem como exibir espetáculos de teatro e dança. Os organizadores adotaram como slogan a frase “Porque somos fortes e vingativos como o jabuti”. A intenção é demonstrar o desejo de toda a cadeia produtiva das artes cênicas de continuar produzindo mesmo depois de meses parada.

Paula Ramos Cena de ‘O QUE MANCHA’, trabalho de Beatriz Sano e Eduardo Fukushima no Brasil Cena Aberta

Em texto publicado no site do evento, a diretora geral e coidealizadora Andrea Caruso Saturnino verifica as latências. “A arte foi conclamada a entreter as pessoas em isolamento, mas foi também deixada de lado das conversas sérias, das decisões ministeriais, dos assuntos empresariais, das reflexões importantes impressas nos ilustres jornais. Ou melhor dizendo, no nosso caso específico, foi bravamente atacada e, como toda a área cultural, sofreu um desmonte institucional jamais visto, na calada do dia…. Fomos solapados em nome de desvarios de toda sorte”, afirma.

“Fato é que o fantasma da geração perdida volta a nos atormentar, visto tudo o que temos a reconstruir pela frente. Carece de coragem. Nesse contexto, a arte aponta caminhos, cria possíveis, nos conecta uns aos outros, toca no essencial. Nada de novo nisso e, portanto, seguimos. Como possível, dentro de nossos limites e com a convicção de sempre. Nesse sentido, nada mudou.”

Continua Andrea: “Não é uma edição do festival/encontro profissional, mas uma ação fruto de uma rede que vem se consolidando rapidamente. De uma parte, graças à grande adesão dos artistas, com mais de 400 projetos inscritos na chamada aberta para apresentação de espetáculos no que seria a segunda edição do Brasil Cena Aberta; do engajamento de 29 programadores internacionais que não hesitaram em colaborar com nosso experimento (…), dos produtores e curadores João Carlos Couto e Celso Curi; e dos representantes da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, Sônia Sobral e Julio Doria”. 

Segundo a diretora geral do evento, a programação conta com sessões de transmissão de espetáculos gravados, integradas a conversas ao vivo dos artistas com o público. Cada pessoa que acompanha escolhe quanto pode pagar e a totalidade da renda será revertida aos respectivos artistas.

“O espetáculo Dilúvio, da coreógrafa Joana Ferraz,  teve sua temporada interrompida pela pandemia e terá uma sessão de streaming ao vivo, transmitida pelo nosso canal do YouTube. Teremos ainda a estreia de Ôma, um ex-petáculo, uma criação da companhia ultraVioleta_s, desenvolvida durante a quarentena, em formato de videogame, que segue em temporada até o dia 7 de dezembro. Esperamos encontrá-los virtualmente nas salas de difusão, para rever ou conhecer os trabalhos de Beatriz Sano e Eduardo Fukushima, Jessé Batista, Alexandre Dal Farra, Focus Cia de Dança, Companhia de Teatro Heliópolis, Renata Carvalho, Zanzibar Vicentino, Grupo Três Em Cena, Coletivo Calcâneos, Grupo Galpão, Cia. Livre de Teatro, Loretta Pelosi, Nalini Cia. de Dança, Girino e Cristina Moura”.

As mediações das conversas com o público serão feitas por aprendizes da Escola Livre de Teatro de Santo André, no caso do teatro, e do Instituto de Artes da Unicamp, no caso da dança. “Essa parceria com duas importantes instituições de ensino das artes reforça nosso compromisso com a renovação do pensamento e a inserção dos mais jovens na programação”, diz Andrea.

Muitos desses espetáculos de teatro e dança, que já cumpriram temporadas, serão mostrados por vídeo direto do palco do Teatro Cacilda Becker, no bairro da Lapa.

Mayra Azzi O espetáculo de dança ‘Dilúvio’, de Joana Ferraz: o único espetáculo que se apresenta no formato live streaming

Ao todo, o Brasil Cena Aberta Ato 2020 conta com dez espetáculos de dança e sete de teatro, cada um deles com transmissão seguida por bate-papos com os artistas. O único trabalho que se apresenta no formato live streaming é o espetáculo de dança Dilúvio, de Joana Ferraz. A este, juntam-se as criações em dança R.A.L.E. – Realidade Apropriada Libera Evidência, de Jessé Batista; O QUE MANCHA, de Beatriz Sano e Eduardo Fukushima; Still Reich, da Focus Cia de Dança; Paradoxo, de Zanzibar Vicentino; Desvios tático-estratégicos para sobreviver à vida urbana, do Grupo Três em Cena; Filhxs – da – Po##@! TODA, do Coletivo Calcâneos; d o l o r e s, de Loretta Pelosi; Titiksha, de Nalini Cia de Dança; e Ägô, de Cristina Moura.

Já as peças de teatro são: Refúgio, de Alexandre Dal Farra; (In)justiça, da Companhia de Teatro Heliópolis; Manifesto Transpofágico, de Renata Carvalho; Outros, do Grupo Galpão; Desmonte, de Girino; e Os uns e os outros, da Cia. Livre de Teatro.

A programação soma ainda um ciclo de encontros sobre técnica e tecnologia na construção da cena, workshops, apresentação de novos projetos e outros bate-papos. Todas as atrações que envolvem convidados internacionais terão tradução simultânea.

“Não poderíamos deixar de ressaltar que vivemos um grande momento em junho deste ano, com a aprovação da lei emergencial de auxílio à cultura, a Lei Aldir Blanc, que liberou  3 bilhões de reais do Fundo Nacional de Cultura para minimizar os impactos da pandemia no setor. Essa experiência, fruto de uma inédita mobilização de profissionais do norte ao sul do país, mostra a importância e o potencial de ações bem articuladas para a promoção de nossas causas e chama a atenção para o advocacy, ferramenta pouco usada na área cultural no Brasil, mas bastante difundida em outros setores e países. Para falar sobre esse assunto, organizamos a mesa ‘Advocacy para as artes’, com mediação da especialista em gestão pública Claudia Toni recebendo convidadas do Brasil para compartilhar suas experiências bem-sucedidas de advocacy, como no caso da Coalizão Negra por Direitos e membros do Americans for the Arts contando sobre a ação fundamental do advocacy no campo das artes nos Estados Unidos”, pontua Andrea.

Como se percebe, novos caminhos a desbravar no modus operandi online do Brasil Cena Aberta Ato 2020 e do 21º Cena Contemporânea – Festival Internacional de Teatro de Brasília. No livro O que é ação cultural (Brasiliense, 1989), o professor e curador Teixeira Coelho, coordenador do grupo de estudos em culturas e humanidades computacionais do Instituto de Estudos Avançados da USP, ressalta: “O que é vital à ação cultural é a operação com os princípios da prática em arte, fundados no pensamento divergente e no pensamento organizado, e movido pela possibilidade, pelo vir a ser. É esse na verdade o tipo de pensamento que altera os estados, transforma o estado em processo, questiona o que existe e o coloca em movimento na direção do não conhecido?”.

Renato Mangolin Em ‘Ägô’, a coreógrafa e intérprete Cristina Moura questiona o que se passa no mundo hoje enquanto um corpo se move ou dança

Serviço:

21º Cena Contemporânea – Festival Internacional de Teatro de Brasília, módulo online

Quando: 1º a 11 de dezembro de 2020

Onde: www.cenacontemporanea.com.br e canal do YouTube do Cena. Cada espetáculo poderá ser visto por mais três dias depois da sessão online, em qualquer horário, “com raras exceções” que serão indicadas no site.

Horários e classificação indicativa: ver programação.

Equipe

Coordenação geral: Michele Milani

Direção artística: Carmem Moretzsohn

Coordenação de produção: Clara Nugoli

Coordenação atividades paralelas: Mariana Soares

Curadoria: Carmem Moretzsohn e Mariana Soares

Apresentação de vídeos: Ada Luana e Ellen Oléria

Direção de Vídeo: Ronaldo Duque

Programação visual: JJBZ

Pasqual Gorriz O grupo espanhol Agrupación Señor Serrano em ‘Birdie’, inspirado no clássico filme ‘Os pássaros’, de Hitchcock, para refletir sobre a situação dos imigrantes na Europa

Serviço:

Brasil Cena Aberta Ato 2020

Quando: 2 a 4 de dezembro

Onde: Encontros profissionais, apresentação de novos projetos e workshops: Por streaming (via Zoom). http://www.brasil-cenaaberta.org/ 

Espetáculos: por streaming, via Zoom: R$ 10 a R$ 40.

Espetáculo Dilúvio (no Teatro Cacilda Becker, via streaming ao vivo); gratuito no canal de YouTube do Brasil Cena Aberta

Para profissionais da área: encontros e apresentação de novos projetos: R$ 35  Inscrição pelos site.

Workshops profissionais (gratuitos para profissionais inscritos no evento)

Encontros e lançamentos de livros (programação da feira Página Aberta): canal de YouTube do Brasil Cena Aberta (programação gratuita)

Equipe:

Direção geral: Andrea Caruso Saturnino

Direção de projetos e comunicação: Ricardo Muniz Fernandes

Direção técnica: André Boll

Coordenação de projetos e cooperação internacional: Aline Olmos e Lara Bordin

Produção executiva: Mariana Mastrocola e Lara Bordin

Coordenação de streaming: Rodrigo Gava

Assistentes de direção técnica: Luana Gouveia e Cauê Gouveia

Montagem e assistência de iluminação: João Carlos de Jesus Almeida e Emílio Melo de Souza

Técnico de palco: Rafael Alcântara

Equipe de streaming: Alexandre Pereira de Oliveira, André Chagas dos Santos, Diego Everson Kuhnen, Luiz Pereira de Oliveira Júnior, Tulio Vagner da Silva e Weslhem Barbosa da Costa

Tradução simultânea: Laura Mortara | Sincronia

Web design: Julio Dui | Mono

Programação do site: Vitor Marinho dos Santos

Design gráfico: Gabriela Fernandes

Assessoria de imprensa: Pombo Correio

Redes sociais: Gabriel Godoy

Assessoria contábil: Service Keep

Assessoria jurídica: Talita Young

Curadoria geral compartilhada: Andrea Caruso Saturnino, Ricardo Fernandes, André Boll, Aline Olmos e Lara Bordin

Pré-seleção dos espetáculos: Lara Bordin, Ricardo Fernandes, Aline Olmos + os parceiros Celso Curi e João Carlos Couto e os representantes da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, Sônia Sobral e Julio Doria.

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