23.2.2026 | por Valmir Santos
Tarde da noite. Descer do ônibus no ponto próximo de casa logo após uma passageira, desconhecida, fazer o mesmo – ela caminha à frente. Diminuir os passos e mudar de calçada ao intuir a apreensão dela. No trajeto silencioso, há trechos em que copas de árvores encobrem a iluminação pública. A situação descrita é uma fresta da tensão cotidiana de violência contra a mulher, não importa a cidade, e ainda que os tipos prevalentes de agressão (física, psicológica, moral, sexual e patrimonial) ocorram no seio da família. O espetáculo Manifesto de uma mulher de teatro refere as dores reflexas das origens escravista, patriarcal e falocêntrica da sociedade que repisa desigualdades há 525 anos e as enfrenta com valentia na atuação solo de Tânia Farias em criação com a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, de Porto Alegre.
Leia mais3.7.2018 | por Valmir Santos
Com pesquisa e autoria do jornalista e crítico teatral Fábio Prikladnicki, o livro Tânia Farias: o teatro é um sacerdócio (2018) homenageia a atuadora, pesquisadora e encenadora há 25 anos umbilicada à Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, que cruza os 40 anos. A obra é o 8º volume da coleção Gaúchos em Cena, iniciativa do Porto Alegre em Cena – Festival Internacional de Artes Cênicas, sob patrocínio da Braskem e apoio institucional da Prefeitura de Porto Alegre. Desfecho da publicação, o texto a seguir é um ensaio crítico de mesmo título a partir da prática e do pensamento artístico da atriz. Leia mais