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“Fran Teixeira"

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“Fran Teixeira"

Crítica

O mito grego de Antígona orienta a criação do oitavo espetáculo do grupo Teatro Máquina com dez anos de atuação em Fortaleza. Com estreia e curta temporada no Sesc Pompeia, em São Paulo, Nossos mortos modula a tragédia de Sófocles, escrita no século V, com dados históricos de um dos massacres ordenados pelo Estado brasileiro contra movimentos populares sociorreligiosos que despontaram no Nordeste, entre os séculos XIX e XX. Leia mais

Reportagem

Quando um escritor estimado deixa algum texto inacabado, pode ter certeza de que muita gente irá se concentrar nele. A curiosidade em torno do que aquilo poderia ter sido estimula adaptações, como acontece com a peça sem desfecho conhecida como Material Fatzer, escrita em fragmentos entre 1926 e 1931 por Bertolt Brecht. Entre outros, o conceituado dramaturgo Heiner Müeller fez uma versão que completa a obra, que ele chamou de O declínio do egoísta Johann Fatzer. Leia mais

Crítica

Nem é necessário ir até Fortaleza para saber o quanto a capital cearense tornou-se um celeiro incrivelmente fértil de humoristas de tônus popular. Tantos, mas tantos profissionais assim, que muitos transbordaram do extenso mercado local dedicado ao humor para os palcos do país afora. Também prosperou por lá, sobretudo ao longo da última década, um teatro menos circunscrito ao riso. Fenômeno semelhante se registrou em outras grandes cidades nordestinas, onde jovens artistas se estabeleceram em grupos e buscaram viver do que fazem. Exemplos do Piollim, de João Pessoa; do Clowns de Shakespeare, de Natal; do Bagaceira, também de Fortaleza; e do Magiluth, de Recife. Leia mais

Nota

O grupo Teatro Máquina, de Fortaleza, faz curta temporada gratuita neste fim de semana no CIT-Ecum de São Paulo com o espetáculo Ivánov, de Anton Tchekhov (1860-1904). A peça escrita em 1897 conta a história de um homem ensimesmado com seus conflitos interiores. Exposto ao amor da esposa doente e à paixão fulminante por uma jovem, o protagonista, inerte e sem fé, se ocupa com descrições frias dos acontecimentos. Conversas vazias e diálogos sobrepostos criam o clima de não-comunicação e renúncia que deflagram a decadência da aristocracia rural e antecipam a atmosfera revolucionária russa da virada do século XIX. Leia mais

Crítica

Ao arremedo de fábula que Georg Büchner (1813-1837) aplica em Leonce e Lena para desconstruir convenções românticas, políticas e sociais o Teatro Máquina deita seus próprios dispositivos espaciais, visuais e sonoros sem eclipsar o antienredo palaciano do autor alemão. Como ele, o grupo investe na comicidade crítica e, livre associação, contrapõe-se à voga do riso oco e autômato, uma pandemia do momento brasileiro. Leia mais