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Folha de S.Paulo

Manifesto de grupos teatrais pede lei de fomento ao setor

8.12.2006  |  por Valmir Santos

São Paulo, sexta-feira, 08 de dezembro de 2006

TEATRO 

VALMIR SANTOS
Enviado especial a Campinas 

Nascida há três anos, a Redemoinho (Rede Brasileira de Espaços de Criação, Compartilhamento e Pesquisa Teatral) passa a atuar como movimento de representação política. Foi o que decidiram 55 grupos reunidos durante três dias em Campinas, entre segunda e anteontem. O documento do terceiro encontro nacional bate na principal lei de incentivo fiscal do país, a Rouanet, de 1991, que permite às empresas patrocinar por meio de dinheiro público (dedução no IR).

Segundo o texto, “por atender a interesses privados, norteados pelos departamentos de marketing das empresas, a lei se mostra concentradora de renda e submete a esfera da produção simbólica aos interesses mercantis”.

Entre as reivindicações, a mais imediata é pela aprovação do projeto de lei federal Prêmio de Fomento ao Teatro Brasileiro. Também foram sugeridos programas de circulação de grupos e de cessão de espaços. A Redemoinho (www.redemoinho.org) elegeu conselho nacional com integrantes do Galpão (MG), Ói Nóis Aqui Traveiz (RS), Teatro Vila Velha (BA), Ensaio Aberto (RJ), Folias d’Arte (SP), Engenho Teatral (SP) e Barracão Teatro (Campinas) 

Jornalista e crítico fundador do site Teatrojornal – Leituras de Cena, que edita desde 2010. Escreveu em publicações como Folha de S.Paulo, Valor Econômico, Bravo! e O Diário, de Mogi das Cruzes. Autor de livros ou capítulos afeitos ao campo, além de colaborador em curadorias ou consultorias para mostras, festivais ou enciclopédias. Doutor em artes pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, onde fez mestrado pelo mesmo Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas.

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