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Reportagem

O ano Bob Wilson no Brasil

13.8.2012  |  por Valmir Santos

Foto de capa: Valmir Santos

Vem aí uma sequência de criações de Bob Wilson no país, com passagens confirmadas por São Paulo e Porto Alegre.

De 14 a 20 de abril ele apresenta no Sesc Belenzinho o solo A última gravação de Krapp (2009), atuando como o velho septuagenário de Samuel Beckett a reboboniar seu passado – mesma idade do artista norte-americano. Escrevi aqui quando assisti em Bogotá, em 2010.

E novembro será o mês de extraordinária concentração de obras assinadas pelo encenador.

A companhia alemã Berlliner Ensemble traz dois espetáculos para o Sesc Pinheiros: A ópera dos três vinténs, de Brecht (7 a 11/11), que o coordenador do Porto Alegre em Cena, Luciano Alabarse, também confirma como extensão do festival naquele mês; e Lulu, de Wedekind.

Segundo a Gerência de Ação Cultural do Sesc-SP, A ópera dos três vinténs abriu a temporada de teatro de 2011 do Brooklyn Academy of Music (BAM), em Nova York, e Lulu fez parte do disputado programa de outono do Théâtre de la Ville, em Paris. Será a primeira vez que ambos os espetáculos poderão ser vistos consecutivamente numa mesma cidade.

E para arrematar o novembro wilsoniano, o Teatro Municipal de São Paulo anunciou a ópera Macbeth, versão da peça de Shakespeare composta por Verdi (23 a 30/11), sob sua direção cênica e regência de Abel Rocha, como Irineu Franco Perpetuo escreveu na Folha.

Foi o mesmo Municipal que introduziu Bob Wilson no país em 1974, com a encenação de A vida e a época de Joseph Stálin durante o Festival Internacional de São Paulo então coordenado por Ruth Escobar. À época, sob censura militar, o nome do ditador soviético foi substituído por “Dave Clark”.

Crítico e repórter no site Teatrojornal – Leituras de Cena, que edita desde 2010. Publicou em periódicos como Folha de S.Paulo, Valor Econômico, Bravo! e O Diário, de Mogi das Cruzes (SP). Autor de livros ou capítulos afeitos à memória e à história do campo teatral. Formado em Comunicação Social, habilitação jornalismo. Cursou doutorado e mestrado pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da Escola de Comunicações e Artes da USP, com pesquisas em crítica e teatro de grupo, e especialização em jornalismo cultural pela PUC-SP. Colabora em curadorias, consultorias ou comissões para mostras e festivais em iniciativas públicas e privadas, bem como elabora textos para enciclopédias e catálogos. Fez parte da fase amadora do Grupo Pombas Urbanas, no bairro de São Miguel Paulista.

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