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“Beto Bruel"

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Crítica

Ser brasileira e sentir-se estrangeira em seu próprio país, dentro de sua própria língua, mais precisamente na plateia de um teatro. São dois os motivos para essa experiência de estranhamento ao assistir ao início de Língua brasileira, peça de Felipe Hirsch e do coletivo Ultralíricos, que teve primeira temporada no Teatro Sesc Anchieta do Sesc Consolação, entre janeiro e março deste ano.

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Artigo

[Artigo publicado originalmente na Conjunto – revista de teatro latinoamericano, editada pela Casa de las Américas, de Cuba, nº 187, abril-junho 2018, pp. 19-23, traduzido para o castelhano por Vivian Martínez Tabares]

Arte por natureza efêmera, o teatro vive subvertendo os próprios desígnios ao não perecer graças à memória das mulheres e dos homens que lhe dão vida. Quando os pilares humanos de um espetáculo de meio século atrás são os mesmos a alicerçá-lo nos dias de hoje, esses artistas elevam sua criação à quinta-essência. A coragem reacendida no presente, em 2017, é feita da matéria dos sonhos de 1967, e vice-versa. É desse ponto de vista que observamos os entrelaçamentos do tempo histórico e do tempo cênico na remontagem da peça O rei da vela, de Oswald de Andrade (1890-1954), pela Companhia Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona. Leia mais

Crítica

A compilação em prosa, poesia, conto, letra e até HQ faz com que tudo seja processado como texturas cênicas em A tragédia brasileira, navegação ficcional do diretor Felipe Hirsch e dos criadores do coletivo Ultralíricos pela realidade da América Latina e Caribe. E como qualquer expressão que valoriza o pensamento em arte e a intervenção crítica, a literatura pode constituir valiosa bússola. Leia mais

Crítica

Há sete anos ampliando as percepções da prática e do pensamento críticos por uma mediação vertical e nem por isso menos horizontal com artistas, público e pesquisadores, a Questão de Crítica vem gerando alteridades também na cultura de prêmios. A revista eletrônica de críticas e estudos teatrais consegue subverter as convenções da distinção em arte e cutucar a sociedade atual que insiste em mitificar a competitividade e torná-la glamorosa. Leia mais

Reportagem

Fátima Ortiz deve ser uma pessoa que controla muito bem a ansiedade – característica desejável para uma atriz. Aos 43 anos de carreira, ela deixou a negociação sobre a participação de sua próxima estreia, que ocorre durante o Festival de Teatro, nas mãos da equipe de sua empresa, Pé no Palco. Só soube da inserção de Ensaio para um adeus inesperado como único exemplar curitibano na mostra oficial pela Gazeta do Povo, em matéria do dia 8 de fevereiro. “Quiseram me fazer uma surpresa”, contou à reportagem durante um ensaio. Leia mais

Crítica

Passional até a medula, o irlandês Oscar Wilde (1854-1900) teria muito a transgredir em relação aos embates sujeito-desejo nas sociedades globalizadas e por vezes tão conservadoras como aquelas surgidas em parte da Europa após a Revolução Industrial no século 19. O desencantamento com o falso moralismo jamais o impediu de viver o amor até as últimas consequencias. Estivesse presente, o autor de romance único (O retrato de Dorian Gray), nove peças e muitos contos e poemas brandiria sua pena diante das reações ainda violentas, arcaicas e caretas no campo das preferências sexuais. Leia mais

Reportagem

O sonho do compositor Octávio Camargo de levar atores curitibanos para encenar toda a Ilíada na Grécia em 2016 fica mais tangível à medida que os capítulos ficam prontos e estreiam, pouco a pouco. De quinta-feira a domingo (29/1 a 1º/2) é a vez do Canto 15, na voz, corpo e paixão de Regina Bastos. Convidada para substituir outra atriz, ela abraçou há meio ano o desafio de interpretar uma parte do catatau. Durante 40 minutos de monólogo, ela precisa dar conta de 16 personagens, cada um com feição e voz particulares. Leia mais