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“J.C. Serroni"

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ANOTA

Vinte e cinco anos separam a primeira montagem de Morte e vida severina pela Companhia Ensaio Aberto, do Rio de Janeiro, então uma coprodução luso-brasileira estreada em Lisboa, em 2000, da temporada paulista da remontagem em cartaz no Teatro Paulo Autran do Sesc Pinheiros até 18 de janeiro de 2026.

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Artigo

Busco falar a partir do processo de criação do espetáculo Foi Carmen, de 2005, concebido e dirigido por Antunes Filho. No início tínhamos como referências a dança-teatro da alemã Pina Bausch, o universo do butoh do japonês Kazuo Ohno e, como tema, a expressividade da artista luso-brasileira Carmen Miranda. Os apontamentos a seguir rememoram o interior desse caminho.

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Artigo

Maria Coragem

4.6.2020  |  por Valmir Santos

Na sessão de estreia de Mãe coragem e seus filhos no 11º Festival de Curitiba, em 22 de março de 2002, Maria Alice Vergueiro tropeçou no tablado e caiu na cena final. Era o momento em que a personagem puxa a carroça cenográfica, dessa vez sozinha, pois perdeu os três filhos para a guerra, sendo a caçula morta havia poucos minutos. Pragmática, Anna Fierling segue no encalço do próximo regimento para exercer o seu comércio ambulante de comida e bebida junto aos soldados. Assim que as cortinas do Teatro Guairinha se fecharam, a atriz foi acolhida por pessoas do elenco e da equipe que a acompanharam a um hospital. “Até que ficou bem a Coragem caída naquele momento”, brincou no trajeto. Ela deslocou o ombro direito, sentiu dores, mas não recuou do compromisso da apresentação na noite seguinte.

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Reportagem

“Um amontoado de perguntas”. Foi assim que Francisco Medeiros traduziu sua sensação por e-mail dois dias após a roda de conversa realizada no Teatro Cacilda Becker, em São Paulo. Em 25 de outubro de 2016 ele trocou ideias com as atrizes Eloisa Elena, Miriam Rinaldi e Yara de Novaes, mais o dramaturgo Alexandre Dal Farra e este jornalista a propósito das presenças, autonomias e transformações nos processos criativos que envolvem as artes da cena. À época, o diretor lidava com os ensaios de On love, do inglês Mick Gordon, que estreou em 2017, nova parceria com a Cia. Barracão Cultural, a mesma de Facas nas galinhas (2012), do escocês David Harrower.

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Crítica

Em Curitiba

Talvez a cena mais emblemática na segunda noite de Extinção, no Festival de Curitiba, no mês passado, tenha sido a dos aplausos. Denise Stoklos vai à boca de cena ladeada por dez profissionais. Entre eles o codiretor Francisco Medeiros, numa extremidade da fila formada no palco, com quem trabalha pela primeira vez, e o cenógrafo J.C. Serroni, noutra ponta, que colaborou em um dos seus espetáculos nos anos 1980. Medeiros e Serroni são da mesma geração da atriz e versados em processos criativos verticais em equipe. Ela passou quase 40 dos 50 anos de carreira centrada em solos nos quais, em regra, controla funções-chave. Dirige, escreve e atua sozinha no que nomeia Teatro Essencial, buscando sistematizar atitude, pesquisa e treinamento em voz, corpo e memória. Leia mais

Resenha

Em artigo publicado no catálogo de uma exposição voltada à obra do paulistano Flávio Império (1935-1985), no final da década de 1990, o milanês Gianni Ratto (1916-2005) prospectava como seria interessante escrever uma história do teatro brasileiro analisada sob a ótica de seus cenógrafos. Radicado no país desde 1954, ele questionava até que ponto a “grafia da cena” influenciou os processos criativos como a dramaturgia o fez na evolução da nossa modernidade dos palcos – e da qual ele foi um dos protagonistas. Cioso do texto como epicentro, legado de sua geração na Europa, não escondia o ceticismo da falta de correspondência qualitativa no caso brasileiro porque “muitas vezes a dramaturgia teria sido muito melhor servida se seus textos tivessem sido apresentados vestidos somente da esplêndida nudez de suas palavras”. Leia mais

Nota

A mesa-redonda Cenografia brasileira em debate reúne o diretor Antunes Filho, os cenógrafos José de Achieta e José Dias e a diretora de arte Vera Hamburger na noite desta quarta-feira no Sesc Anchieta, em São Paulo, a partir das 19h. O diálogo é estimulado pelo livro Cenografia brasileira – Notas de um cenógrafo, de J.C. Serroni, também participante do encontro. A obra lançada há pouco pelas Edições Sesc São Paulo, de 374 páginas, pode ser adquirida na ocasião por R$ 69, já com desconto de 30%.

Desde os anos 70, áreas muito díspares têm caminhado pela atividade cenográfica. Esses novos agentes provocaram o alargamento das fronteiras da cenografia. A fragmentação gerou uma pulverização da atividade do cenógrafo, e uma consequente crise de identidade. A junção de práticas cenográficas tão diferentes com o velho e o novo leva à procura pela definição da profissão do cenógrafo, quais são os novos limites para a criação e qual seria o espaço ideal para a encenação teatral nos nossos dias. Estes, entre outros assuntos, serão abordados no debate.

O rio-pretano J.C. Serroni, criador e pesquisador

O livro de Serroni condensa conhecimento e experiências acumulados em mais de quatro décadas de ofício. A obra é focada na documentação da profissão a partir da montagem de Vestido de noiva, em 1943. O arquiteto criou cenários e figurinos para o teatro e trabalhou durante 11 anos no Núcleo de Cenografia do Centro de Pesquisa Teatral (CPT), coordenado por Antunes Filho no Sesc Consolação.

A partir de textos e imagens resultantes de ampla pesquisa, o livro traça um panorama da história da cenografia brasileira e discorre sobre épocas de raros relatos da produção, entre o início do século 20 e os dias atuais, destacando o perfil de 31 dos seus pares de profissão, entre eles Flávio Império, Luiz Carlos Mendes Ripper, Gianni Ratto e Gabriel Villela.

Serviço:
Cenografia brasileira em debate
Quando: quarta-feira, dia 26, às 19h
Onde: Teatro Anchieta – Sesc Consolação (Rua Dr. Vila Nova, 245, Vila Buarque, São Paulo, tel. 11 3234-3000).
Quanto: Grátis. Retirar ingresso na bilheteria com 1 hora de antecedência.