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Publicações com a tag:

“Valmir Santos"

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Crítica

Os quatro amigos escudeiros do cachaceiro-pai da ralé assumem o leme do narrador da novela A morte e a morte de Quincas berro d´água, de Jorge Amado, esgarçando ainda mais as contradições entre o homem de passado burguês e aquele que gozava a malandragem em grande estilo. Adaptado e dirigido por Daniel Porpino, o espetáculo Quincas (2012), do Grupo de Teatro Osfodidário, de João Pessoa, emerge aspectos arquetípicos do subúrbio soteropolitano e receptivos no imaginário nacional. Leia mais

Nota

As transformações nos modos de produzir, de criar e de pesquisar em teatro de grupo sob parâmetros inéditos de políticas públicas são flagrantes na vigência do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo (Lei nº 13.279, de 8 de janeiro de 2002). Percepção refletida ao longo de nove textos e uma cartografia no livro Fomento ao Teatro: 12 anos (Imprensa Oficial do Estado). O lançamento acontece na segunda-feira (1º/12), às 19h, na Praça das Artes, região central, com direito a distribuição gratuita de exemplares e apresentação da banda da Companhia do Tijolo (do espetáculo Cantata para um bastidor de utopias). Leia mais

Nota

Cidade-sede do mais significativo festival nacional de teatro no país, há 22 anos, Curitiba abriga nesta semana iniciativa dedicada a pensar o lado estruturante das artes cênicas: a produção, vértice da relação entre criadores e espectadores, e a cultura, condicionante social e político para que a arte aflore sem rédeas. Leia mais

Crítica

Representante única da produção peruana no Mirada – Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas de Santos, Criadero serve-se do formato da autoficção e supera as armadilhas dessa escolha quando envolve o universo feminino próximo dos 40 anos triscando os lugares-comuns da autoajuda. Não é o caso. O conteúdo testemunhal de duas atrizes centra na condição de ser mãe enquanto uma terceira ainda não teve filho, mas congelou os embriões para quem sabe. A dramaturgia e direção de Mariana de Althaus – aliás, ela não veio ao Brasil por conta da gravidez – toma esse material colaborativo pelas mãos e o transforma numa experiência convincente de quem quer contar boas histórias em primeira pessoa e enreda o outro – o espectador – de maneira inspirada. Leia mais

Reportagem

Cidade-sede de grupos como Piollin, Teatro Bigorna, Quem Tem Boca É Pra Gritar, Ser Tão Teatro, Alfenin e Osfodidário, entre outros, a capital paraibana abriga até 21 de setembro sua primeira Mostra Internacional de Teatro. Dois coletivos da Argentina, um do Chile e outro envolvendo artistas da Espanha e da Polônia somam-se aos 17 núcleos vindos de diferentes estados brasileiros, além da dezena de trabalhos de João Pessoa. Leia mais

Crítica

Circum-navegar a palavra

14.9.2014  |  por Valmir Santos

O grupo chileno Teatro en el Blanco crava em La reunión o poder da retórica que enfeixa ator e voz no domínio técnico assim como, no plano das ideias, atrita história e ficção ao jogar com avatares dos processos de colonização. As figuras da rainha Isabel e do navegador Cristovão Colombo são catapultadas de cinco séculos atrás para uma arena expositiva das seduções do e pelo poder aplicáveis aos sistemas políticos de todas as épocas. Leia mais

Crítica

Em La imaginación del futuro, o diretor Marcos Layera e a Compañía de Teatro La Resentida revolvem uma passagem trágica do Chile: o golpe militar e consequente morte do presidente Salvador Allende, que teria cometido suicídio em 11 de setembro de 1973 sob bombardeio do Palácio La Moneda, no centro de Santiago (outra versão diz que ele foi assassinado por soldados). Não falta adrenalina ao espetáculo que abriu o 3º Mirada – Festival Ibero-Americana de Artes Cênicas de Santos, seja pela expressão física das atuações ou pela ousadia dessa jovem geração que está em cena, criou a dramaturgia em colaboração e maneja esse material explosivo incorrendo em riscos no exercício de dialogar com o mito e dessacralizar o estadista que influenciou o destino da nação. Leia mais

Artigo

Duas cenas curtas balizam a identidade artística do grupo espanca! construída ao longo de sua primeira década.

Em 2004, Por Elise, título homônimo do espetáculo desdobrado no ano seguinte, surpreende e encanta pela exposição de um sistema cênico aparentemente simples ancorado em requintada elaboração das escritas de texto, de cena e de atuação. Essa rara conjunção, almejada por todo criador atilado, finca raízes sob as mãos e pensamentos de moças e rapazes que, intuímos, não pactuam de largada a ambição de revolucionar a morfologia do teatro. Antes, jogam abertamente com os rastros existenciais, as inspirações artísticas embrionárias de suas escolas livres ou formais e a sincronia de época com outros pares inclinados à pesquisa permanente na capital mineira ou alhures. Condensação estilística e moldura poética inatas fixam a inquietação como princípio. Leia mais

Reportagem

O espectador brasileiro conhece os talentos cômicos de Hugo Possolo para as artes do circo e do teatro. Há cerca de 30 anos ele aprendeu as técnicas de palhaço no Picadeiro Circo Escola, em São Paulo. E há 23 anos estava entre os fundadores do Grupo Parlapatões, dos mais profícuos da produção teatral da cidade. Mas a face de agitador cultural ganhou outras definições nos bastidores do trabalho de encantar ou provocar as pessoas pelo riso. Possolo mostrou tino para administrar o Espaço Parlapatões, a um só tempo teatro, bar, café e sede prestes a completar oito anos de atividade na praça Franklin Roosevelt, no centro paulistano. Também abraçou a militância por políticas públicas para os artistas circenses, muitas vezes menosprezados pelas autoridades culturais. Leia mais

Crítica

A peça Cuarteto del alba (2013), ou Quarteto do alvorecer, numa tradução livre, emenda falas, sentimentos, sensações, pensamentos, tempos e lugares como num plano sequencia que poderia se passar na cabeça de uma pessoa. O ato rememorativo que o barcelonês Carlos Gil Zamora deseja tornar presente no teatro vem modulado por quatro vozes multifacetadas. Elas são o dínamo de uma narrativa de extrações lírica e pungente. Leia mais