5.12.2013 | por Valmir Santos
Em 2007, reporto para a Folha de S.Paulo a estreia de Chorinho na cidade, texto que Fauzi Arap escreve no ano anterior e chega ao palco pelas mãos do diretor Marcos Loureiro. Claudia Mello e Caio Blat contracenam em diálogos evocativos de Dois perdidos numa noite suja, de Plínio Marcos, e Zoo story, do norte-americano Edward Albee. Leia mais
1.12.2013 | por Valmir Santos
Ao arremedo de fábula que Georg Büchner (1813-1837) aplica em Leonce e Lena para desconstruir convenções românticas, políticas e sociais o Teatro Máquina deita seus próprios dispositivos espaciais, visuais e sonoros sem eclipsar o antienredo palaciano do autor alemão. Como ele, o grupo investe na comicidade crítica e, livre associação, contrapõe-se à voga do riso oco e autômato, uma pandemia do momento brasileiro. Leia mais
1.12.2013 | por Valmir Santos
Os sujeitos de Metrópole antagonizam o ensimesmar-se e a extroversão. Eu e mundo. Afeto e dilaceração. Casa e cidade. Íntimo e urbano. Os movimentos da vida que há anos separaram os irmãos agora despontam invertidos. Caetano, o ressentido com o teatro, recebe em sua toca a visita de Charles, o jovem ator que o incita a obstinar como d’antes. Em vão? Leia mais
1.12.2013 | por Valmir Santos
Travestir é verbo teatral por excelência. O ator, diretor e dramaturgo Silvero Pereira faz o prólogo com vestido vermelho e salto alto. Em seguida, despe-se do gênero, troca o calçado por botas e coloca roupa preta base. Camisa regata e calça. É com elas, mais o cabelão comum, que entrelaça sua condição à de outros travestis e transformistas com os quais comunga na estrada da vida. O figurino enlutado dá margem às dores físicas e imorais que rondam a narrativa assim como pode servir às exigências do desempenho corporal nos momentos solares. Leia mais
15.10.2013 | por Valmir Santos
O quarto espetáculo do Grupo 3 de Teatro constitui prato cheio para os criadores habituados a transformar tudo em ação: a palavra, o gesto, o espaço, a luz, a sonoridade e tudo mais que estimule o jogo de cena. Desde o ventre de seu nome, Contrações, a peça do inglês Mike Bartlett já sinaliza as potencialidades físicas e faladas. Os diálogos enxutos, a codependência de quem comanda e é comandado, o rumor do assédio moral e a circunscrição de um ambiente corporativo são algumas das possibilidades formais e temáticas operadas pela diretora Grace Passô e pelas atrizes Débora Falabella e Yara de Novaes. Leia mais
4.10.2013 | por Valmir Santos
Se o espectador experimentar fechar os olhos em algum momento da sessão de Myrna sou eu notará mais a fundo o quanto o trabalho de voz de Nilton Bicudo é matricial nos modos de escuta e apropriação do folhetim de Nelson Rodrigues. Leia mais
2.10.2013 | por Valmir Santos
O 14ª Festival de Cenas Curtas, cuja principal etapa terminou na noite de domingo e desdobra-se até o próximo fim de semana, proporcionou a quatro grupos convidados criar obras de até 15 minutos dentro do espírito do teatro de pesquisa que pauta as respectivas trajetórias, bem como os 15 anos do encontro organizado pelo centro cultural Galpão Cine Horto. São eles o Armazém Companhia de Teatro, 26 anos, do Rio; o grupo Clowns de Shakespeare, 20 anos, de Natal; a Companhia Brasileira de Teatro, 14 anos, de Curitiba; e o Grupo Espanca!, 9 anos, de Belo Horizonte, a cidade-sede do encontro. Leia mais
28.9.2013 | por Valmir Santos
Acompanhando o Festival de Cenas Curtas pela segunda vez (a primeira foi em 2011), no Galpão Cine Horto, nos convencemos do quão a experiência qualifica o olhar e a escuta do espectador. É um projeto sensibilizador. A maioria dos 200 lugares é ocupada por gente ligada ao universo teatral de Belo Horizonte e de outras regiões mineiras. Notam-se também os cidadãos comuns curiosos pelos experimentos que virão a cada noite. A entrada é franca e o ambiente, francamente festivo. Leia mais
25.9.2013 | por Valmir Santos
Como muitos de sua geração, que viveu em cena a modernização dos procedimentos de criação e de produção, Renato Borghi, de 76 anos, 55 deles pisando o palco ou o chão não convencional, transformou seu nome em sinônimo de teatro. Foram poucas as incursões pela televisão e cinema do cofundador do Oficina, em 1958, núcleo amador em que cravou sua veia cênica na fase profissional de 1961 a 1972. Leia mais
23.9.2013 | por Valmir Santos
Um extraterrestre amante do teatro ficaria iludido com as proximidades não só geográficas, mas culturais, diante da sequência de autores sul-americanos em cartaz em São Paulo neste setembro. Ao chileno Marco Antonio de La Parra e ao argentino Daniel Veronese, encenados na cidade ao longo do mês, soma-se o peruano Eduardo Adrianzén. O autor nascido em 1964 chega ao país por meio de Azul resplendor. Leia mais