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Crítica

A Revolução Francesa e a industrial estabeleceram as bases estruturais do mundo contemporâneo. Tendo como fundamento teórico o pensamento iluminista, esses dois eventos singulares da História baseavam-se na então suposta capacidade da Razão colocar ordem no mundo e de iniciar uma era de progresso que levaria bem-estar e justiça para todos. O fracasso dessa crença foi evidente em todo o século XX e, hoje, vivemos suas consequências mais indesejáveis. É nessa longa duração de um mesmo processo histórico que se desenvolve Ça ira, do francês Joël Pommerat com Leia mais

Crítica

Há 44 anos, Jesus Cristo superstar estreava na Broadway com ares de rebeldia. No reduto mundial do teatro musical mainstream, a ópera-rock de Andrew Lloyd Webber e Tim Rice chocava com a nudez e a estética hippie usada para contar a bíblica história da vida de Jesus Cristo, homem-mito em torno do qual se erigiu a cultura ocidental, tão central que dividiu o calendário em antes e depois de seu nascimento. Um Cristo humanizado e sintonizado com as mudanças pós-maio de 1968. Leia mais

Crítica

O horário é pouco provável para uma sessão de teatro adulto, quatro da tarde em uma quinta-feira. Na entrada do teatro, a fila impressiona. Cabelos brancos são comuns. Bolachas e chás são oferecidos enquanto o saguão do Teatro Frei Caneca, em São Paulo, lota. Essa cena tem se repetido desde a estreia de A última sessão, texto e direção de Odilon Wagner, com um elenco muito particular. Leia mais

Nota

Após mais um ano de pesquisa, a Companhia Estelar Teatro deve estrear em São Paulo no próximo mês de maio a obra Frida Kahlo – calor e frio. Antes, nos dias 7 e 8 de fevereiro, o trabalho, ainda em processo, teve duas sessões especiais na Casa Azul, onde Frida Kahlo viveu na Cidade do México. Frida Kahlo – calor e frio conta fragmentos da vida da pintora mexicana e de seus ilustres companheiros (Diego Rivera, León Trotsky, Antonin Artaud, Serguei Eisenstein, entre outros). A dramaturgia é da atriz Viviane Dias e a direção de Ismar Rachmann, que também atuam no espetáculo.

divulgação

Peça foi encenada no México

Crítica

Na esteira das produções que homenageiam os grandes nomes da música brasileira, Gonzagão – A lenda destaca-se por remeter mais ao imaginário popular nordestino que aos conflitos pessoais ou às curiosidades da indústria de entretenimento. Talvez seja esse, justamente, o segredo da longevidade do espetáculo que estreou no Rio de Janeiro em 2012, ano do centenário do nascimento de Luiz Gonzaga, depois fez temporada em São Paulo e em Salvador, regressou para o Rio e agora se encontra em turnê por Ceará, Rio Grande do Norte, Bahia e Sergipe. Leia mais

Crítica

Para o bem e para o mal, Memória roubada é um espetáculo contemporâneo, híbrido e globalizado. Em cartaz na Sala Jardel Filho do Centro Cultural São Paulo, trata-se de uma coprodução que reúne os grupos brasileiros Linhas Aéreas e Solas de Vento com o diretor australiano Mark Bromilow e os atores canadenses Michel Robidoux e Yves Dubé (da Companhia Les Deux Mondes, de Montreal). A princípio, chama a atenção pelo impacto das imagens e pela forma singela que trata temas densos como a velhice e a perseguição política. Parte da trama se passa em Bali, outras em um quarto de hospital, um circo e uma sala de tortura da ditadura militar no Brasil (1964-1985). Leia mais

Crítica

O público desce a escada do Teatro Pequeno Ato, antigo Ivo 60, na região central de São Paulo, e Andrei (Jones de Abreu) recebe as pessoas como se fossem seus convidados. Nessa cena inicial da peça Eros impuro, de Sérgio Maggio, ele é um artista plástico esperando um garoto de programa que será modelo para sua pintura. No caso, a própria plateia faz as vezes de objeto a ser retratado. Esse procedimento lembra outros, de artistas que colocaram o espectador como parte da obra. É o caso do espanhol Diego Velázquez com o quadros Las meninas (1656),  do holandês Rembrant com O sindicato dos alfaiates (1662) ou do francês Claude Manet em Um bar no folies-Bergère (1882). Leia mais