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Autoria

Jornalista e produtor cultural, com passagens pelo Teatro Oficina e Ágora Teatro, entre outros. Doutor em Sociologia com tese sobre o teatro paulista na década de 1960. Professor nas áreas de História e Teoria do Teatro na Universidade de São Paulo. Diretor do Teatro da USP. Coordenador de Cooperação Cultural entre a USP, a Universidade Nacional Autônoma do México e a Universidade de Buenos Aires. Coordenador Acadêmico do Programa Nascente/USP. Pesquisador do Laboratório de Informações e Memória do Departamento de Artes Cênicas, CAC/USP. Realizou pesquisas sobre a produção cultural em países da América Latina (Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e México) e do Oriente Médio (Turquia e Irã). Além da área de produção em artes cênicas, trabalha com questões relacionadas a gênero e sexualidade no teatro. No momento, coordena a pesquisa “Teatralidade e performatividade na produção de corpos abjetos no teatro brasileiro contemporâneo”.

Crítica

Foto: Elisabeth Carecchio

A dialética política de Pommerat

18 de março 2016 |
por Ferdinando Martins • São Paulo

A Revolução Francesa e a industrial estabeleceram as bases estruturais do mundo contemporâneo. Tendo como fundamento teórico o pensamento iluminista, esses dois eventos singulares da História baseavam-se na então suposta capacidade da Razão colocar ordem no mundo e de iniciar uma era de progresso que levaria bem-estar e justiça para todos. O fracasso dessa crença foi evidente em todo o século XX e, hoje, vivemos suas consequências mais indesejáveis. É nessa longa duração de um mesmo processo histórico que se desenvolve Ça ira, do francês Joël Pommerat com Leia mais

Crítica

Foto: João Caldas

A rebeldia perdida de ‘Jesus Cristo superstar’

24 de março 2014 |
por Ferdinando Martins • São Paulo

Há 44 anos, Jesus Cristo superstar estreava na Broadway com ares de rebeldia. No reduto mundial do teatro musical mainstream, a ópera-rock de Andrew Lloyd Webber e Tim Rice chocava com a nudez e a estética hippie usada para contar a bíblica história da vida de Jesus Cristo, homem-mito em torno do qual se erigiu a cultura ocidental, tão central que dividiu o calendário em antes e depois de seu nascimento. Um Cristo humanizado e sintonizado com as mudanças pós-maio de 1968. Leia mais

Crítica

Foto: João Caldas

Elenco compensa texto precário de ‘Última Sessão’

22 de março 2014 |
por Ferdinando Martins • São Paulo

O horário é pouco provável para uma sessão de teatro adulto, quatro da tarde em uma quinta-feira. Na entrada do teatro, a fila impressiona. Cabelos brancos são comuns. Bolachas e chás são oferecidos enquanto o saguão do Teatro Frei Caneca, em São Paulo, lota. Essa cena tem se repetido desde a estreia de A última sessão, texto e direção de Odilon Wagner, com um elenco muito particular. Leia mais

Cia. Estelar apresenta vida de Frida Kahlo

20 de fevereiro 2014 |
por Ferdinando Martins • São Paulo

Após mais um ano de pesquisa, a Companhia Estelar Teatro deve estrear em São Paulo no próximo mês de maio a obra Frida Kahlo – calor e frio. Antes, nos dias 7 e 8 de fevereiro, o trabalho, ainda em processo, teve duas sessões especiais na Casa Azul, onde Frida Kahlo viveu na Cidade do México. Frida Kahlo – calor e frio conta fragmentos da vida da pintora mexicana e de seus ilustres companheiros (Diego Rivera, León Trotsky, Antonin Artaud, Serguei Eisenstein, entre outros). A dramaturgia é da atriz Viviane Dias e a direção de Ismar Rachmann, que também atuam no espetáculo.

divulgação

Peça foi encenada no México

Crítica

Foto: Silvana Marques e Marcelo Rodolfo

‘Gonzagão’ remexe lenda com questão de gênero

19 de fevereiro 2014 |
por Ferdinando Martins • São Paulo

Na esteira das produções que homenageiam os grandes nomes da música brasileira, Gonzagão – A lenda destaca-se por remeter mais ao imaginário popular nordestino que aos conflitos pessoais ou às curiosidades da indústria de entretenimento. Talvez seja esse, justamente, o segredo da longevidade do espetáculo que estreou no Rio de Janeiro em 2012, ano do centenário do nascimento de Luiz Gonzaga, depois fez temporada em São Paulo e em Salvador, regressou para o Rio e agora se encontra em turnê por Ceará, Rio Grande do Norte, Bahia e Sergipe. Leia mais

Crítica

Foto: Paulo Barbuto

‘Memória roubada’ não alinha tempo e imagem

29 de outubro 2013 |
por Ferdinando Martins • São Paulo

Para o bem e para o mal, Memória roubada é um espetáculo contemporâneo, híbrido e globalizado. Em cartaz na Sala Jardel Filho do Centro Cultural São Paulo, trata-se de uma coprodução que reúne os grupos brasileiros Linhas Aéreas e Solas de Vento com o diretor australiano Mark Bromilow e os atores canadenses Michel Robidoux e Yves Dubé (da Companhia Les Deux Mondes, de Montreal). A princípio, chama a atenção pelo impacto das imagens e pela forma singela que trata temas densos como a velhice e a perseguição política. Parte da trama se passa em Bali, outras em um quarto de hospital, um circo e uma sala de tortura da ditadura militar no Brasil (1964-1985). Leia mais

Crítica

Foto: Claudia Ferrari

Ambiguidade do desejo é tônica de ‘Eros impuro’

28 de outubro 2013 |
por Ferdinando Martins • São Paulo

O público desce a escada do Teatro Pequeno Ato, antigo Ivo 60, na região central de São Paulo, e Andrei (Jones de Abreu) recebe as pessoas como se fossem seus convidados. Nessa cena inicial da peça Eros impuro, de Sérgio Maggio, ele é um artista plástico esperando um garoto de programa que será modelo para sua pintura. No caso, a própria plateia faz as vezes de objeto a ser retratado. Esse procedimento lembra outros, de artistas que colocaram o espectador como parte da obra. É o caso do espanhol Diego Velázquez com o quadros Las meninas (1656),  do holandês Rembrant com O sindicato dos alfaiates (1662) ou do francês Claude Manet em Um bar no folies-Bergère (1882). Leia mais

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