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Publicações com a tag:

“Carlos Morelli”

Crítica

Foto: Leekyung Kim

O desencanto regurgitado

26 de junho 2017 |
por Valmir Santos • São Paulo

O ascensorista de Refluxo, Dário, pode ser lido como uma síntese do camponês e do guarda da parábola Diante da lei, que Franz Kafka escreve na forma de conto e depois incorpora ao romance O processo. Ao transcrever a obra ao cinema, Orson Wells transformou a parábola em prólogo. Leia mais

Crítica

Foto: Cacá Bernardes

Um ato de profanação ronda o poder

28 de março 2014 |
por Beth Néspoli • São Paulo

No programa do espetáculo Abnegação, o espectador pode ler um trecho de Elogio à profanação, um artigo do filósofo Giorgio Agambem que critica a análise etimológica da palavra religião como termo derivado de religare e, consequentemente, com o sentido de ligação, união, elo. Para ele religião deriva de relegere, cujo campo semântico abarca eleger, escolher e, portanto, tem significado oposto: tornar sagrado é separar (o divino) da esfera do humano. Assim, enquanto o rito religioso reforça a distinção entre planos, o ato de profanação é aquele que ignora tal separação ao fazer uso particular e utilitário de um objeto de culto que, por acordo cultural de uma coletividade, estaria reservado apenas ao uso ritualizado em campo sagrado. Leia mais

Crítica

Foto: Cacá Bernardes

A falha enquanto linguagem

28 de março 2014 |
por Valmir Santos • São Paulo

Em Abnegação, os atos de fala são privados, mas incidem frontalmente na vida pública. Fala-se muito e grosso nesse circuito fechado do negócio da política partidária encruada no poder. No entanto, tudo que esses sujeitos botam da boca para fora soa espasmódico. A interjeição “opa” é recorrente nesses enunciados tensos e quebradiços. A dramaturgia de Alexandre Dal Farra tem suas potencialidades multiplicadas quando o espectador, no caso, dá menos importância ao expressado verbalmente e deixa-se pautar pelo inaudito. A falha como linguagem projeta-se enquanto realidade da cena. Com ela, afloram o caráter de quatro homens e uma mulher que corrompem a própria palavra em sua ambição desmedida. Os cochichos ao pé do ouvido são reveladores do conluio. Leia mais

Reportagem

Foto: Jonas Tucci

Tablado expõe bastidores do poder partidário

14 de fevereiro 2014 |
por Maria Eugênia de Menezes • São Paulo

Diariamente, os jornais divulgam as declarações que os políticos consentem em tornar públicas. Mas sobre o que eles falam quando estão a salvo dos gravadores e das câmaras? Abnegação, novo espetáculo do grupo Tablado de Arruar que estreia no CCSP, parte desse pressuposto. “Nunca vamos saber o que eles discutem de verdade. É algo intangível. E foi isso que nos interessou”, comenta Clayton Mariano, que divide a direção do espetáculo com Alexandre Dal Farra. Leia mais

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