Crítico e repórter no site Teatrojornal – Leituras de Cena, que edita desde 2010. Publicou acerca de arte e cultura em periódicos como Folha de S.Paulo, Valor Econômico, Bravo! e O Diário, de Mogi das Cruzes (SP). Autor de livros ou capítulos afeitos à memória e à história no campo do teatro. Formado em Comunicação Social, habilitação jornalismo. Cursou doutorado e mestrado pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da Escola de Comunicações e Artes da USP, com pesquisas em crítica e teatro de grupo. E especialização em jornalismo cultural pela PUC-SP. Colabora em curadorias, consultorias ou comissões para mostras e festivais em iniciativas públicas e privadas, bem como elabora textos para enciclopédias e catálogos. Fez parte da fase amadora do Grupo Pombas Urbanas, no bairro de São Miguel Paulista.
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textos
dessa ação >
13.1.2017 | por Valmir Santos
Segundo sábado de propaganda gratuita no rádio e na televisão, aquecimento da campanha para as eleições municipais de 2016. Na feira do Jardim Colonial, na zona sul de São José dos Campos, carros de som e cabos eleitorais (em sua maioria contratados) aproveitam a manhã movimentada para vender seu peixe. Foi ali que o Grupo Pombas Urbanas (SP) ligou a parabólica do teatro de rua para pensar a democracia à luz da realidade. Em sua premissa fabular, Era uma vez um rei destila crítica sobre os projetos de poder – um pleonasmo à esquerda, à direita ou ao centro de qualquer sistema de governo, mas também no nível interpessoal de todo cidadão. Leia mais
7.1.2017 | por Valmir Santos
Num poema que costuma acompanhar as edições da peça Rasga coração (1974), intitulado Somos todos profissionais, Oduvaldo Vianna Filho, o Vianinha, riscou o chão em versos: “Viemos aqui cumprir nossa missão/ a de artistas/ não a de juízes de nosso tempo/ a de investigadores, a de descobridores/ ligar a natureza humana à natureza histórica”. O grupo Teatro Imaginário Maracangalha, de Campo Grande (MS), pratica esta filosofia com precisão no espetáculo de rua Tekoha – Ritual de vida e morte do Deus Pequeno (2010). Leia mais
27.12.2016 | por Valmir Santos
Quando da primeira edição, em 1605, O engenhoso fidalgo Dom Quixote de la Mancha era mais ouvido que lido. O romance alcançava grandes auditórios em vez do cume calmo dos olhos. Afinal, a maioria dos cidadãos era analfabeta. Uma voz mediava o imaginário segundo as páginas de Miguel de Cervantes. A alusão ao contexto barroco da prosa do século XVII vem do prazer em fruir a inteligência cômica popular impressa no solo O incansável Dom Quixote, parceria do ator Maksin Oliveira com o diretor Reynaldo Dutra, numa produção da Magnífica Trupe de Variedades (RJ). Leia mais
16.12.2016 | por Valmir Santos
A primeira edição do Festival Internacional de Máscaras do Cariri, o Fimc, de 7 a 11 de dezembro, corresponde a novo capítulo de arte e de cultura na região do sul cearense delineada por 32 cidades. Numa delas, a do Crato, fica o endereço da Beatos, organização não governamental idealizadora do evento.
Cidadã cratense, Dane de Jade é gestora cultural articuladora da ONG formalizada em 2010. A inspiração para criar um encontro com esse perfil veio do Canadá, via Festival Internacional de Máscaras de Quebec Leia mais
1.12.2016 | por Valmir Santos
Observador atento da realidade no ato de rebelar-se contra ela, desde a primeira hora, o Grupo Folias D’Arte estabelece em Solidão um produtivo estranhamento na sua trajetória de quase duas décadas. Aqui os conflitos sociopolíticos estão submersos nas águas maternais do obscuro. Os artistas potencializam o inconsciente e vão beber direto na fonte do boom literário latino-americano das narrativas que exprimem o realismo gravitando o maravilhoso ou o mágico. Leia mais
12.11.2016 | por Valmir Santos
Na contracorrente da desvalorização do pensamento crítico em boa parte das sociedades, o “Idiomas – Fórum Ibero-Americano de Crítica de Teatro” marca importante tento. Em plena Curitiba, epicentro das tramas judiciais da Lava Jato , mas também um dos corações da resistência de estudantes e professores ante as truculências estaduais e federais. Leia mais
24.10.2016 | por Valmir Santos
Evocando os mortos – Poéticas da experiência é um ponto fora da curva na história da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz. A atriz e produtora Tânia Frias enfeixa o caminho da individuação artística ao avançar em procedimento inaugural para ela e para os parceiros: a desmontagem. Trata-se de uma contradição aparente, mas indicativa da maturidade do grupo de Porto Alegre: há 38 anos imbuído da prática da criação coletiva. Leia mais
18.8.2016 | por Valmir Santos
Em Goiânia
Nestes dias e horas do “pra frente Brasil” olímpico, com atletas batendo continência nos pódios – 31% deles são oficiais das Forças Armadas –, o III Congresso Brasileiro de Teatro proporcionou um tempo e espaço diversos da onda de retrocessos sob a bandeira do “ordem e progresso” do governo interino. O encontro aconteceu em Goiânia, de quinta a domingo passados. A discussão sobre a crise política institucional e a luta por políticas públicas para as artes e a culturas não ignoraram ações propositivas na esfera da criação propriamente dita e feita. A instância poética foi levada em conta nos debates e nos documentos gerados coletivamente. Leia mais
8.8.2016 | por Valmir Santos
Escrito por Paulo Santoro e dirigido por Eric Lenate, O teste de Turing é um espetáculo de códigos duais. Matemática e linguagem, realidade e aparência, cérebro e máquina, inteligências artificial e emocional. Assim avançam as variáveis racionais e sensíveis, como se indagassem o quão compatíveis podem soar nos campos da arte, da ciência e da filosofia. Leia mais
19.7.2016 | por Valmir Santos
O segundo volume de Fotografia de palco absorve o campo molecular da cena. A escala das fisionomias e das materialidades recua um bocado no caráter espetacular, hegemônico no volume inicial, de 2008, e dota a nova antologia de imagens de Lenise Pinheiro de generosas doses de sinestesia. Leia mais