Crítico e repórter no site Teatrojornal – Leituras de Cena, que edita desde 2010. Publicou acerca de arte e cultura em periódicos como Folha de S.Paulo, Valor Econômico, Bravo! e O Diário, de Mogi das Cruzes (SP). Autor de livros ou capítulos afeitos à memória e à história no campo do teatro. Formado em Comunicação Social, habilitação jornalismo. Cursou doutorado e mestrado pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da Escola de Comunicações e Artes da USP, com pesquisas em crítica e teatro de grupo. E especialização em jornalismo cultural pela PUC-SP. Colabora em curadorias, consultorias ou comissões para mostras e festivais em iniciativas públicas e privadas, bem como elabora textos para enciclopédias e catálogos. Fez parte da fase amadora do Grupo Pombas Urbanas, no bairro de São Miguel Paulista.
Leia os 72
textos
dessa ação >
20.6.2016 | por Valmir Santos
Na noite em que completou 86 anos, em 12 de dezembro passado, Antunes Filho foi ao teatro vestindo camiseta branca. Estampava no peito palavras de Fernando Pessoa, leia-se Álvaro de Campos, em Tabacaria: “Tenho em mim todos os sonhos do mundo”. Na ocasião, já ensaiava Blanche, que entraria em cartaz dali a 103 dias. Leia mais
17.6.2016 | por Valmir Santos
Um procedimento criativo de que lançou mão há 25 anos retorna feito bumerangue à cena de Antunes Filho. Substituir da boca dos atores o idioma corrente do espectador brasileiro por uma fala ininteligível, sob a alcunha de fonemol, foi o risco que ele assumiu em Nova velha estória, em 1991, relativizando o sistema de representação e o maniqueísmo no conto de fadas de Chapeuzinho Vermelho. Seria imprudente colar à obra sexagenária desse artista o gesto de repetir-se em Blanche Leia mais
30.5.2016 | por Valmir Santos
Com a colaboração de Beth Néspoli
Na série de ocupações de espaços públicos vinculados ao Ministério da Cultura, iniciada há 17 dias e logo espalhada pelas 27 unidades federativas, a de Curitiba transcorria em precárias condições de alojamento até sábado, dia 28, quando as barracas de camping foram reforçadas ou mesmo substituídas por lonas pretas doadas pelo Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra, o MST. Leia mais
27.5.2016 | por Valmir Santos
Que flecha é aquela no calcanhar daquilo?
Leminski, no Catatau
Almas femininas mediadas pela arte do teatro, Joelma e Jacy plantaram suas histórias na Bahia e no Rio Grande do Norte. Cirandaram por outras terras, mas foi nas respectivas cidades em que foram literalmente criadas, Ipiaú, no sul baiano, e Natal, a capital, que cumpriram o eterno retorno. Joelma é transexual, adjetivo e substantivo de dois gêneros. Jacy é a mulher. Joelma pressupõe ficção e pende ao documentário. Jacy flerta com o documental e tem um pé na ficção. Leia mais
28.4.2016 | por Valmir Santos
Em suas pedras angulares para uma filosofia da fotografia, o tcheco Vilém Flusser (1920-1991), que viveu mais de três décadas no Brasil, compreende imagem como superfície sobre a qual circula o olhar. O espetáculo Pessoas sublimes, da Companhia de Teatro Os Satyros, faz da mediação imagética o seu “chão de circularidade”, abertura flusseriana para o eterno retorno. Leia mais
2.4.2016 | por Valmir Santos
Daqui a cinco anos, quem sabe, a 25ª edição do Festival de Teatro de Curitiba poderá ser lida como aquela em que os abalos político-econômicos do momento brasileiro lhe fizeram algum bem. As sacudidas que quase cancelaram o evento por falta de recursos, a cinco meses da abertura, também empurraram os organizadores da presumida zona de conforto. Leia mais
14.3.2016 | por Valmir Santos
A compilação em prosa, poesia, conto, letra e até HQ faz com que tudo seja processado como texturas cênicas em A tragédia brasileira, navegação ficcional do diretor Felipe Hirsch e dos criadores do coletivo Ultralíricos pela realidade da América Latina e Caribe. E como qualquer expressão que valoriza o pensamento em arte e a intervenção crítica, a literatura pode constituir valiosa bússola. Leia mais
5.3.2016 | por Valmir Santos
Qual a extensão do poder da arte? Ela se manifesta ancestral, no caso do músico e compositor Neo Muyanga. Ou presume o calor da hora, a urgência, segundo a performance poético-política assim definida e concebida pelo DJ e ator-MC Eugênio Lima com mais de uma dezena de atuadores. Leia mais
25.2.2016 | por Valmir Santos
Uma narrativa sobre o Teatro de Grupo na América Latina, como convida a presente edição da Cavalo Louco [ver nota de rodapé], talvez pudesse ser traçada por meio da memória dos espetáculos vivenciados por este espectador, à maneira de acenos de um panorama transcorrido desde o final da década de 1980 até os dias de hoje. Leia mais
16.2.2016 | por Valmir Santos
A organização da terceira Mostra Internacional de Teatro de São Paulo apresenta similaridade com a primeira ao ser condicionada pela medida do possível. A pressão cronológica que em 2014 não frustrou em qualidade, agora, sob aperto de ordem financeira, tampouco deve decepcionar na escolha das obras. Leia mais