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“Elis Regina"

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“Elis Regina"

Artigo

O ano de 2014 foi pródigo em atos evocativos do golpe que implantou a ditadura civil-militar no Brasil. A trágica lembrança dos 50 anos daquela guinada antidemocrática e suas sequelas na vida de todos os cidadãos mereceu análise da Comissão Nacional da Verdade e de suas correlatas em níveis municipal e estadual. Infelizmente, o relatório final trazido a público em dezembro não mobilizou o país em termos de consciência crítica como as sociedades civis da Argentina, Chile, Uruguai e Peru o fizeram ao tocar e reconhecer suas feridas. O debate ainda não irradiou firmemente na nação. Leia mais

Resenha

Será sempre um erro de perspectiva explicar a vida de um poeta pelos seus versos. Ou vice-versa, pondera o crítico literário pernambucano Álvaro Lins (1912-1970). A premissa também vale para homens e mulheres que passam décadas apreciando determinada manifestação artística e fundem-se à mesma. Na travessia das 1.224 páginas de Amor ao teatro: Sábato Magaldi (Edições Sesc) divisamos a condição primeira do espectador indissociável da prática e do pensamento do crítico obcecado pela racionalidade em seu instrumental de análise. Leia mais

Crítica

Num plano mais evidente, o monólogo Eu não dava praquilo, atualmente em cartaz no Teatro I do Centro Cultural Banco do Brasil, é uma homenagem à atriz Myrian Muniz, lembrada por sua trajetória teatral: a formação na Escola de Arte Dramática, o contato com o cenógrafo Flávio Império, o acúmulo de experiências no Teatro de Arena, o ingresso na companhia de Dulcina de Moraes, a fundação do Teatro Escola Macunaíma, a direção do show Falso brilhante, da cantora Elis Regina. Entretanto, Muniz é trazida à tona como símbolo do sentido genuíno do ofício do ator, sintetizado numa passagem: “No teatro, você vê que pode fazer o outro. Quando você percebe o outro, se percebe também. Quando descobre o outro, se descobre também”. Talvez seja o momento em que mais sobressaia o comprometimento de Scapin não “só” com Muniz, mas com a sua profissão. Leia mais

Crítica

Celebrando o centenário de nascimento de Lupicínio Rodrigues (1914–1974), o espetáculo Lupi, o musical – Uma vida em estado de paixão estreou neste fim de semana no Theatro São Pedro, em Porto Alegre. Escrita e dirigida por Artur José Pinto, a peça se estrutura em dois planos entrelaçados. No tempo presente da narrativa, Lupicínio (Juliano Barreto) e seu parceiro Alcides Gonçalves (Lucas Krug) esperam por uma entrevista consagradora no auge da fama. Em um segundo plano, episódios da vida de Lupi (aqui interpretado por Gabriel Pinto) são recontados, da infância ao sucesso [a foto no alto traz Pinto na juventude e Barreto na maturidade]. Leia mais

Artigo

O que devemos guardar do pródigo teatro musical feito no Brasil das décadas de 1960 e 70? Penso ser possível extrair, daquelas peças e espetáculos, uma teoria do teatro – de matriz local, mas de vocação universal.

Apresento a seguir trechos da introdução de ‘Com os séculos nos olhos’: teatro musical e político no Brasil dos anos 1960 e 1970, livro que deverá ser publicado nos próximos meses pela Editora Dulcina. O livro procede da tese de doutorado que defendi em literatura brasileira, na Universidade de Brasília, em 2006. Leia mais

Nota

O Prêmio Molière deve ser reeditado no segundo semestre. No mês passado, o departamento de marketing de um dos maiores bancos do país avaliava a possibilidade de ser um dos patrocinadores. O principal articulador desse projeto redivivo é o diretor artístico da Maison de France no Rio de Janeiro, Cédric Gottesmann, há mais de década sonhando com a volta do prestigioso prêmio. Sua vigência, de 1963 e 1991, foi patrocinada pela Compagnie Nationale Air France. A empresa está disposta a voltar à carga mediante outros parceiros. Os contemplados terão direito a viajar a Paris, como dantes, “ponte aérea” decisiva na formação de alguns diretores e atores. Resta saber se o novo Molière captará o crescimento e a diversidade de ideias e formas da produção brasileira nos últimos anos. E se o tapete vermelho circunscreverá apenas a praça carioca. Durante pelo menos dez anos o ator, cantor e compositor Luiz Carlos Miele foi o apresentador oficial do Molière. Ouça aqui o inspirado esquete que ele protagoniza com Elis Regina durante cerimônia de entrega de 1970, não se sabe exatamente se no Municipal do Rio ou de São Paulo, palcos que revezavam a festa.

Escultura de Jean-Baptiste Poquelin (1622-1673) Escultura de Jean-Baptiste Poquelin (1622-1673)

Crítica

O solo Eu não dava praquilo se sobressai ao historiar a vida de Myrian Muniz (1931-2004) e, com ela, rememorar personalidades e situações indicativas da modernização do teatro brasileiro em seu período essencial de consolidação nas décadas 1960 e 1970.

Cassio Scapin, na atuação e coautoria do roteiro, e Elias Andreato, na direção, evitam os tons saudosista ou didático. Vão direto ao ponto: simplesmente dão passagem ao pensamento humanista e à arte que a atriz paulista tomava por sagrada. Leia mais