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“Fauzi Arap"

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“Fauzi Arap"

Resenha

Será sempre um erro de perspectiva explicar a vida de um poeta pelos seus versos. Ou vice-versa, pondera o crítico literário pernambucano Álvaro Lins (1912-1970). A premissa também vale para homens e mulheres que passam décadas apreciando determinada manifestação artística e fundem-se à mesma. Na travessia das 1.224 páginas de Amor ao teatro: Sábato Magaldi (Edições Sesc) divisamos a condição primeira do espectador indissociável da prática e do pensamento do crítico obcecado pela racionalidade em seu instrumental de análise. Leia mais

Nota

Ao longo desta primeira quinzena de dezembro o Projeto Fauzi Arap ocupa o Teatro Popular do Sesi e o Espaço Mezanino, ambos no Centro Cultural Fiesp, em São Paulo, com montagens e leituras de peças do dramaturgo e diretor morto em 5 de dezembro de 2013, aos 75 anos. Leia mais

Nota

Aos 18 anos, completados neste 2014, a Cia. Teatro do Incêndio luta por demarcar território em São Paulo. Poucos meses após fechar as portas de sua primeira sede, “por conta do alto valor do aluguel, já que não conta com nenhum subsídio governamental no momento”, nas palavras do ator, diretor e dramaturgo Marcelo Marcus Fonseca, reencontra esperanças e condições mínimas para abrir nova casa, dessa vez no número 1.219 da rua da Consolação, em frente ao teatro Comunne e ao lado do Ateliê Compartilhado Casa Amarela, este fruto do Movimento de Ocupação de Espaços Ociosos. Leia mais

Crítica

Mário Bortolotto comete alguns espetáculos surpreendentemente adoráveis. São 22h de domingo, última sessão do espetáculo e do Fringe naquela noite. Palquinho de um auditório escolar. A garrafa de uísque (cênico?) em punho. Enésima citação jocosa a um best-seller (sobrou para Paulo Coelho). Desprezo por uma banda ou cantor de época (dos aos 80, no caso). Adoração pelo blues e pelo rock na trilha, música na veia do também vocalista. A codependência das histórias em quadrinhos. O andar balangante (dessa vez pés no chão, o coturno ficou na coxia). E ainda assim, ou por tudo isso, o espectador afeito ao trabalho do Grupo Cemitério de Automóveis sai de Whisky e hambúrguer (título difícil de engolir) com a plena sensação de que o teatro acontece, aconteceu naquela uma hora. Leia mais

Reportagem

Em 2007, reporto para a Folha de S.Paulo a estreia de Chorinho na cidade, texto que Fauzi Arap escreve no ano anterior e chega ao palco pelas mãos do diretor Marcos Loureiro. Claudia Mello e Caio Blat contracenam em diálogos evocativos de Dois perdidos numa noite suja, de Plínio Marcos, e Zoo story, do norte-americano Edward Albee. Leia mais

Reportagem

Morreu o dramaturgo e diretor Fauzi Arap. Nome marcante do teatro brasileiro, ele tinha 75 anos e enfrentava um câncer de bexiga. Familiares informam que o artista morreu em casa, dormindo.

Símbolo da contracultura dos anos 1970, Fauzi começou sua trajetória ainda na década de 1950, quando estreou como ator amador no Teatro Oficina. Formado em engenharia, logo trocou de profissão para assumir seu lugar nos palcos. Leia mais