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Publicações com a tag:

“FIT Rio Preto"

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“FIT Rio Preto"

Crítica

Numa situação hipotética, daqui a cem anos pesquisadores passarão a espátula no quadro da produção cênica desta segunda década do século 21 e chegarão às camadas constitutivas de Domínio público. À luz da ciência, resplandecerá um contra-argumento sutil à sordidez, ao falso moralismo, à cultura de linchamento, ao elogio da mediocridade como estratégia distorciva, vide a que culminou em obscurantismo no cenário do país.

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Crítica

Ao definirem seu Romeu e Julieta como uma intervenção sobre o texto do final do século XVI, os criadores do grupo boliviano Kiknteatr fazem da peça de Shakespeare uma plataforma para falar de si enquanto sujeitos, artistas e cidadãos de um país onde sabem o quanto as desigualdades de classe, gênero e raça determinam o futuro das crianças e jovens, vide os congêneres sul-americanos.

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Crítica

Nem o apito de trem intermitente distensionou a relação do público com duas performances ao ar livre dentre as três que a artista Va-Bene Fiatsi, de Gana, mostrou na edição dos 50 anos do Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto, no mês passado. A sonoridade noturna da linha férrea, ao contrário, tornou as imagens poeticamente mais lancinantes.

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Crítica

Nem em Estado de sítio, que estreou onze dias após a eleição do 38º presidente da República do Brasil, em 2018, o diretor Gabriel Villela tinha se permitido tocar a chapa quente da realidade como o faz desbragadamente em Auto da Compadecida.

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Crítica

No final da peça Eles não usam black-tie (1958), Romana, a mãe, chora e separa feijões sobre a mesa. O filho acabou de deixar a casa. O pai é líder operário, foi preso algumas vezes por defender os direitos de sua classe e articula mais uma greve. Empregado na mesma fábrica, o primogênito fura o movimento com medo do futuro. A namorada engravidou, o casamento vem aí. Pai e filho rompem ideológica e moralmente. A ação se passa num morro carioca dos anos 1950. Finalmente a condição dos trabalhadores é posta em relevo na dramaturgia brasileira por meio da peça de Gianfrancesco Guarnieri (1934-2006).

Corta para Buraquinhos ou O vento é inimigo do picumã. Um menino negro de 12 anos narra sua jornada “pelo mundo” na tentativa de escapar da intolerância de um policial em seu encalço. Na perseguição que perdura quase todo o texto, o militar atira dezenas de vezes, decompondo o corpo dele enquanto a mente voa longe na capacidade de invenção. A fábula-denúncia de Jhonny Salaberg dança por entre a engenhosa construção do imaginário e um apurado senso de observação da “realidade sólida”, segundo o narrador.

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Crítica

O corpo manifesto

26.7.2017  |  por Daniel Schenker

Em São José do Rio Preto

Espetáculo aberto a múltiplas possibilidades de interpretação, And so you see… – assinado pela coreógrafa sul-africana Robyn Orlin e mostrado na última edição do Festival Internacional de São José do Rio Preto – é um trabalho de natureza política. Leia mais

Crítica

Em São José do Rio Preto

A necessidade de abordar a realidade inflamada de maneira direta parece nortear duas montagens de rua apresentadas na recém-encerrada edição do Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto: Tekoha – Ritual de vida e morte do Deus Pequeno, do Teatro Imaginário Maracangalha, de Campo Grande (MS), e Terra abaixo, rio acima, da Cia. Cênica, de Rio Preto (SP). Leia mais