Menu

Publicações com a tag:

“João Pessoa"

Assine nossa newsletter

Publicações com a tag:

“João Pessoa"

Crítica

Para aqueles que se dirigem ao ponto da Lagoa do Parque Sólon de Lucena, no centro da capital paraibana, previamente avisados, o acercamento territorial dos intérpretes-criadores da Cia. Domínio Público é um capítulo à parte. Lembra o ritual de acasalamento, como o das aves que dão sinais e posicionam-se elegantemente na hora de fazer a corte. O enamoramento espacial implica o espalhamento alhures do quarteto em si, ilhas flutuantes que circulam ou atravessam perpendicularmente o epicentro que avistam de longe, formado por bancos de praça, barracas de doces e salgados, ponto de ônibus, enfim, o fluxo mais intenso do pedaço. Aos poucos, o observador privilegiado já consegue enquadrar num mesmo campo de visão as duas moças e os dois rapazes de figurinos de cores terracota, azul, verde e amarelo. Eles harmonizam os passos dissonantes e agora já estão no vácuo da intervenção urbana, aquela que não manda bilhete e se insinua sem rede, pegando no pulo os companheiros anônimos de jornada, os pedestres de turno, em pleno meio de tarde em que o sol pega leve e os gestos e movimentos murmuram. Leia mais

Crítica

O que nos resta do experimento apresentado pelo Coletivo de Teatro Alfenim (PB) sobre fragmentos da obra de Machado de Assis é dizer que o romance Quincas Borba é mais atual do que a própria realidade. Apresentado durante o festival O Mundo Inteiro É um Palco, em Natal, o Ensaio sobre o humanitismo revela um Machado irônico, contestador e, sobretudo, sarcástico. Estivesse hoje entre nós, provavelmente o patrono da Academia Brasileira de Letras estaria escrevendo sobre as mesmas contradições de um país hipócrita e bonito por natureza. Leia mais

Crítica

Os quatro amigos escudeiros do cachaceiro-pai da ralé assumem o leme do narrador da novela A morte e a morte de Quincas berro d´água, de Jorge Amado, esgarçando ainda mais as contradições entre o homem de passado burguês e aquele que gozava a malandragem em grande estilo. Adaptado e dirigido por Daniel Porpino, o espetáculo Quincas (2012), do Grupo de Teatro Osfodidário, de João Pessoa, emerge aspectos arquetípicos do subúrbio soteropolitano e receptivos no imaginário nacional. Leia mais

Crítica

O teatro de rua se alimenta da cultura popular para expor as vísceras e contradições de um Brasil, geralmente a partir do Nordeste. Na visão dessa dramaturgia, o nordestino é essencialmente um pobre coitado e ingênuo que sobrevive do que o destino lhe reserva, levando em conta a querência de um Deus que castiga. A bravura e a resistência surgem invariavelmente como contrapontos sustentados, na literatura, pelo pensamento euclidiano que funciona quase que como uma sentença: “o sertanejo é, antes de tudo, um forte”. Na esteira dessa peleja do homem contra seu destino, o humor apimenta o maniqueísmo de um bem e um mal retratados de forma alegórica. E o espetáculo apresenta seu juízo final a partir da consciência de seus protagonistas. Leia mais

contracena

 milagrebrasileirocapaedi

 

contracena  Crítica de Milagre brasileiro e Quebra-quilos

 

Nascido há quatro anos em João Pessoa, o Coletivo de Teatro Alfenim criou dois espetáculos que aprofundam as pesquisas do diretor, dramaturgo e cofundador Márcio Marciano, ex-Companhia do Latão, da qual as influências conceituais são patentes. O encontro com artistas locais potencializa uma trajetória vertical e contínua em território paraibano no qual radicar a cultura de teatro é desafio permanente: extrair beleza e consciência crítica do precário.

leia mais » 

revistas

 simoneminaapartevaleeste

 

estudo Uma reflexão sobre a década teatral paulistana sob o impacto da Lei de Fomento

 

A convite da aParte XXI – Revista do Teatro da Universidade de São Paulo – uma publicação histórica nascida em 1968, quando o órgão era dirigido pelo cenógrafo Flávio Império, e retomada agora pelo TUSP –, analiso o primeiro decênio paulistano do século sob a perspectiva dos oito anos da Lei de Fomento. Relaciono a política pública transformadora com as noções de continuidade e pesquisa embrionárias em Antunes Filho pré-Macunaíma (1978), daí a formalização do CPT apoiada pelo Sesc-SP. E anoto a paradoxal corrida frenética dos grupos aos projetos em prejuízo da experiência vide o cúmulo da sessão única semanal.

leia mais >>