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“Mário Bortolotto"

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“Mário Bortolotto"

Crítica

Em uma das peças menos conhecidas de Mário Bortolotto, À queima-roupa , escrita em 1993, Cardan é um homicida que deixa a cadeia após cumprir 12 anos de pena. Em poucos dias na rua, assassina mais dois homens. À bala, em assalto a um professor. E por enforcamento, ao terceirizar uma vingança: o irmão de seu melhor amigo “roubou” a namorada deste. Em diferentes partes da história, um mendigo  aborda o ex-detento para manifestar sua fome, mas não angaria a caridade alheia. Até o desfecho, quando pede um pedaço de cachorro quente que ele está comendo. Ato contínuo, o protagonista abocanha o restante do lanche e, mastigando, coloca um revólver na mão do pedinte que, atônito, aos poucos se recompõe, empunha a arma e mira a plateia. Blecaute seco. A leitura de À queima-roupa traz as digitais da desenvoltura com que Bortolotto dirige Barrela, seu primeiro Plínio Marcos em cerca de 40 anos de dramaturgia. As afinidades eletivas vão além da superfície quando se trata de sujeitos marginalizados pela sociedade ou entranhados na marginalidade.

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Reportagem

Há 12 anos o grupo e ao mesmo tempo site Teatro Para Alguém desbravou terreno em torno da pesquisa, fusão e concreção da mídia digital em interface com as fontes tradicionais do teatro. À mediação oceânica com a qual o planeta das artes cênicas teve de se haver nas telas e transmissões via internet, no enfrentamento da pandemia do vírus SARS-CoV-2, o TPA desfruta de memória respeitável carregada pela experiência dos seus idealizadores, a diretora e atriz Renata Jesion e o diretor de fotografia Nelson Kao.

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Artigo

Drama do endereçamento

16.6.2020  |  por Valmir Santos

Nova ação do Centro Cultural São Paulo revela mais uma face de como a arte presencial busca maneiras de se reinventar na crise humanitária da Covid-19. Treze pessoas que escrevem para teatro foram convidadas a endereçar textos curtos não para a cena, dessa vez, mas para alguém de livre escolha que também tenha praticado o ofício. A maioria dos destinatários da série 13 cartas imaginadas morreu, exceção a duas, uma delas filha da ficção.

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Crítica

Uma lua negra paira suspensa sobre a cena de Fantasmas, novo espetáculo da Companhia Club Noir adaptado do clássico homônimo de Henrik Ibsen. Leia mais

Nota

Não é um grupo de teatro, mas de autores. O Centro de Dramaturgia Contemporânea (CDC) acaba de lançar a série Palavras para teatro – sete vezes dramaturgia, coleção da editora Patuá composta por igual número de livros com peças inéditas ou em processos de montagem assinadas por Denio Maués (Escandinavos, Em caso de emergência quebre o vidro e Espera); Drika Nery (Um sol cravado no céu da boa e Esboço para uma quase paisagem); Fabio Brandi Torres (A chance de uma bola de neve no inferno e Da natureza de fronhas e lençóis); Luis Eduardo de Sousa (Ás de copas e Pretérito imperfeito); Luís Indriunas (Eik tu, o que é que aconteceu e Um coração real); Marcos Gomes (Luz fria); e Paula Autran (Nos países de nomes impronunciáveis). Todos vinculados ao CDC. Leia mais

Reportagem

Passou a Copa do Mundo, as eleições se aproximam, mas o calendário avisa que o segundo semestre é tempo do maior evento de teatro da capital dos gaúchos. A 21ª edição do Porto Alegre em Cena irá dominar os palcos locais entre os dias 4 e 22 de setembro. No início da semana, no lançamento oficial, foi conhecida a grade de espetáculos para este ano. Leia mais

Crítica

Radicado em São Paulo há muitos anos, onde já foi agraciado com um Prêmio Shell pelo conjunto de sua obra teatral, Mário Bortolotto é um dos muitos artistas de diversas áreas que nasceram em Londrina (PR) e se tornaram inter/nacionalmente notáveis. Como Arrigo Barnabé, Paulo de Moraes, Domingos Pellegrini, Patrícia Selonk, Rodrigo Garcia Lopes, Itamar Assumpção (de Arapongas, cidade vizinha, mas nutrido artisticamente em Londrina), dentre outros. Leia mais