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“Mostra Latino-Americana de Teatro de Grupo"

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“Mostra Latino-Americana de Teatro de Grupo"

Crítica

Intercâmbio pressupõe reciprocidade. No encontro de sábado à tarde, dia 9, no espaço do grupo Refinaria Teatral no Parque Peruche, bairro de Casa Verde, zona norte de São Paulo, artistas mexicanos do grupo Lagartijas Tiradas al Sol e uruguaios que não constituem um coletivo, na acepção corrente, mas criaram o espetáculo Murga madre, madre murga contavam de largada com uma condição comum além do abraço presumido à arte do teatro: ninguém ali jamais tinha visto a cena do outro. Esse paradoxo regeu a dinâmica que também caracterizou outras tentativas de trocas nas atividades paralelas às obras apresentadas durante a 9ª Mostra Latino-Americana de Teatro. Leia mais

Crítica

Radicada em Paris desde a década de 1980, onde foi estudar e depois virou professora da École Internationale de Théâtre Jacques Lecoq, a argentina Susana Lastreto Prieto escreve, dirige e atua em Noches lejos de los Andes… o diálogos con mi dentista (2003), espetáculo do coletivo GRRR (Grupo Risos, Raiva e Resistência) em que referenda a experiência no exílio. Leia mais

Crítica

A tarefa da crítica no teatro costuma ser empobrecida quando toma o texto em si como plataforma. A arte de nosso tempo é lida pelo texto da encenação, a totalidade da dança dos corpos e demais signos em cena. Na dramaturgia de Grace Passô, e particularmente em Congresso internacional do medo (2008), peça da safra colaborativa com o Grupo Espanca! e escalada para a 9ª Mostra Latino-Americana de Teatro de Grupo, a matéria da palavra converte-se ela mesma em fulcro. Impossível mergulhar no oceano simbólico sem ser capturado pelos estalos verbais ou pelas “correspondências sensíveis” de que falava Baudelaire. A natureza da tradução, ofício deveras literário, ganha status de forma e conteúdo nesse espetáculo de poderes encantatórios (a transubstanciação está lá) pelas ideias e imagens que instaura. Leia mais

Crítica

Escrita por Luís Alberto de Abreu, a peça Sacra folia, apresentada nesta edição da Mostra Latino-Americana de Teatro de Grupo, é tributária de muitas tradições e formas teatrais consagradas. Em sua composição, observamos a estrutura dos autos natalinos, o lugar do metateatro, os apelos farsecos. Além disso, talvez o mais forte vínculo que se possa perceber nessa peça lançada em 1996 é com a obra de outro grande dramaturgo brasileiro: Ariano Suassuna. Leia mais

Crítica

No Brasil, o carnaval já ensejou um sem-número de criações artísticas. Com sua imensa carga simbólica, a festa pagã foi dar frutos na música, na literatura, no cinema e no teatro. Orfeu da Conceição, a peça teatral escrita em 1954 por Vinicius de Moraes e depois transformada em filme pelo francês Marcel Camus, talvez seja o mais eloqüente exemplo desse trânsito. Leia mais

Crítica

O teatro político não cessa de reinventar. Para dar conta de situações cada vez mais complexas – nas quais não fazem mais sentido os papéis de heróis ou inimigos – as produções cênicas também precisaram recorrer a novas formas narrativas. É difícil encontrar fábulas que possam sumarizar, satisfatoriamente, macro-problemáticas. Mas o “real”, essa entidade indefinível, permanece como um manancial inesgotável para alguns criadores. Leia mais

Crítica

A concepção de La flor de la Chukirawa permite analogia com o Teatro Nô. Assim como a secular expressão japonesa expõe matrizes gestuais, espaciais e rítmicas rigorosamente apoiadas naquela cultura, o grupo equatoriano Contraelviento Teatro reafirma a ancestralidade andina por meio das partituras corporais e vocais da atuadora Verónica Falconi. A protagonista compõe com traços antropológicos a velha camponesa cuja pobreza ou ignorância autodeclaradas contrastam a sabedoria pontuada com aguda visão de mundo. Leia mais