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“Sergio Blanco"

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“Sergio Blanco"

Crítica

As peças do uruguaio Sergio Blanco costumam se concentrar em único objeto: ele mesmo. Ao contrário, porém, do que se poderia esperar, a escrita desse autor não utiliza a própria identidade como forma de criar um teatro egocêntrico ou autocentrado. Em El bramido de Düsseldorf, que integrou o Mirada 2018 – Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas, em Santos, e foi encenada também em São Paulo, Blanco consegue desdobrar a si mesmo como um espelho do mundo. Leia mais

Crítica

Em Curitiba

Artistas da montagem brasileira de A ira de narciso viram-se condicionados a inventar um nível de intimidade com o dramaturgo, o franco-uruguaio Sergio Blanco, sem jamais olhá-lo nos olhos nas etapas de pesquisa e ensaios – ele está radicado em Paris. Certa intimidade deveria ser atributo comum a qualquer meditação criativa a partir de dramaturgia alheia, seja o autor vivo ou morto, até para encorajar escolhas autônomas. Em dramaturgia própria cultiva-se o oposto, alguma margem de distanciamento. O ator Gilberto Gawronski e a diretora Yara de Novaes tourearam a trama Leia mais

Crítica Militante

É provável que todo espectador de teatro tenha, em algum momento, se perguntando como surgem e se desenvolvem as ideias que criam um espetáculo. O que preservar e o que descartar? Qual o momento em que a obra é declarada concluída e pronta para ser apresentada ao público?  O que é mais importante, o repertório do artista ou sua originalidade? Existe uma separação entre a realidade e a ficção? Ainda que não seja possível haver explicações conclusivas sobre os processos criativos, o debate sobre esse tema aparece de maneira muito instigante na produção uruguaia A ira de Narciso e na argentina As ideias, que estarão na quarta edição do Mirada – Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas de Santos, de 8 a 18 de setembro, uma realização do Sesc São Paulo. Leia mais

Crítica

O termo “casa de diversão adulta” parece um tanto quanto incomum quando o associamos à mitologia grega ou mesmo a um espetáculo teatral. Podemos, talvez, pensar que o concubinato forçado por que passaram as mulheres troianas ao serem consideradas espólio de guerra tenha algo de comércio sexual, mas está muito mais próximo a estupro institucionalizado. Se em As troianas, de Eurípedes,  Cassandra, a princesa vidente, filha de Hécuba, chora e prediz catástrofes como vingança por ter sido tomada como escrava junto com as mulheres de Tróia, em Kassandra, o espetáculo da Cia. La Vaca, com texto do franco-uruguaio Sergio Blanco, a personagem parece estar mais resignada à ideia de que seu corpo é uma mercadoria. Leia mais