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Reportagem

A companhia colombiana La Maldita Vanidad Teatro deve ser confirmada no início desta semana na programação da 2ª Mostra Internacional de Teatro de São Paulo, a MITsp, conforme apurou Teatrojornal [Atualização em 19/2: os organizadores acabam de anunciar a vinda da companhia, conforme serviço detalhado abaixo, com venda pelo site Ingresso Rápido a partir de 24/2, terça-feira]. Seria a primeira vez que o grupo formado há cinco anos e emergente do teatro de pesquisa em Bogotá se apresentaria na capital paulista. E em dose dupla com o projeto “Actos inevitables del hombre”, de 2013, que compreende as peças Morir de amor – Segundo acto inevitable: morir e Matando el tiempo – Primer acto inevitable: nacer, respectivamente quarta e quinta produções da companhia. Leia mais

Entrevista

Maria Della Costa

25.1.2015  |  por Valmir Santos

Reproduzimos entrevista com Maria Della Costa realizada em outubro de 2004, ocasião do lançamento da biografia Maria Della Costa: Seu teatro, sua vida, de Warde Marx (Imprensa Oficial do Estado e Fundação Padre Anchieta). Naquele mesmo ano, o teatro que leva seu nome, no bairro paulistano da Bela Vista, completava meio século.

A atriz morreu na tarde de sábado, 24/1, aos 89 anos, em consequência de edema pulmonar agudo. Estava internada havia dias em hospital no Rio de Janeiro. Seu corpo foi velado de sábado para domingo no Theatro Municipal carioca e será enterrado nesta segunda, 26/1, em Paraty, cidade onde passou boa parte da vida. Leia mais

Crítica

Os atores mais calejados do Grupo Tapa são reconhecidos pelo primado da fala. O espectador senta na última fila do teatro e não importa: a dicção traz o colorido firme da palavra para além do que ela imprime. Em As criadas, essa virtude desfila junto com uma acentuada expressão de matriz gestual que valoriza o subtexto. Não se trata do gesto consignado ao corpo – como na dança, no teatro-dança –, mas à atitude farejadora dos inconscientes culturais presentes no drama de Jean Genet (Les bonnes). Leia mais

Reportagem

A dramaturgia sueca é mais conhecida no Brasil sob a ótica masculina. Basta citar expoentes como August Strindberg (1849-1912), Ingmar Bergman (1918-2007) ou Lars Norén, frequentes nos palcos do país. Agora, uma voz feminina ecoa da paisagem nórdica vista dos trópicos: a de Sara Stridsberg, de 42 anos, cuja peça Dissecar uma nevasca (2012) está em cartaz em São Paulo. Leia mais

Reportagem

Filho bastardo e adotado na infância, o francês Jean Genet (1910-1986) passou a juventude em reformatórios e prisões. Tais espaços de exclusão e respectivos ocupantes involuntários são matéria-prima de seus romances, peças e roteiros de cinema. Uma existência crua e poeticamente orientada pela perspectiva das margens social, sexual, política e econômica. Leia mais

Crítica

Riscos e braços fraternos

20.12.2014  |  por Valmir Santos

Uma vez expressa com verdade, nascida da necessidade de dizer, não há como deter a voz humana. Quando censurada a boca, ela fala pelas mãos, pelos olhos, pelos poros ou por onde quer que seja. Essa percepção compõe uma das narrativas breves que o escritor Eduardo Galeano imprime em El libro de los abrazos (1989), cujas páginas e lampejos inspiram a dramaturgia do novo espetáculo do grupo Clowns de Shakespeare. Leia mais

Reportagem

Visualidade manifesta, sobretudo na interseção com vídeo e cinema. Zonas de conflitos étnico ou político nos conteúdos, sintomas israelenses e palestinos, russos e ucranianos. E releituras de clássicos, leia-se desconstrução. Esses elementos agrupam alguns dos dez espetáculos (oito inéditos no país) confirmados até agora para a segunda edição da Mostra Internacional de Teatro, a MITsp. Ausentes na programação de 2014, Rússia e Alemanha, de tradição secular nas artes cênicas, terão três obras no evento que acontece de 6 a 15 de março em São Paulo. Leia mais

Resenha

Inevitável a analogia da obra de Lenise Pinheiro com a de Fredi Kleemann (1927-1974). Ela está para o Teatro Oficina Uzyna Uzona, do reflorescimento do grupo no início da década de 1990 até os dias de hoje, assim como o ator e fotógrafo – nascido na Alemanha e chegado ao Brasil aos seis anos – está para a companhia Teatro Brasileiro de Comédia (1948-1964). Cada um a seu modo, contracenaram profissional e intimamente com as gerações de artistas que frequentaram, respectivamente, as ruas Major Diogo e Jaceguai, no Bexiga paulistano, em diferentes momentos históricos que as fotos de cena e dos bastidores testemunharam com as singularidades de seu tempo. Leia mais

Artigo

O expressivo crescimento da produção de teatro de grupo no país não se traduz apenas por meio de dados estatísticos. A propensão poética pode ser aferida tanto quanto a consciência crítica comumente associada a projetos artísticos dessa natureza. Na experiência do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, o fundamento da pesquisa talhado em lei salvaguarda o caráter da obra em processo. Um exemplo sui generis de quando os códigos jurídicos radicam a liberdade criativa nos desígnios da arte do tempo, contornando a fixação pelo resultado e abraçando riscos e responsabilidades de percurso. Leia mais

Crítica

Para aqueles que se dirigem ao ponto da Lagoa do Parque Sólon de Lucena, no centro da capital paraibana, previamente avisados, o acercamento territorial dos intérpretes-criadores da Cia. Domínio Público é um capítulo à parte. Lembra o ritual de acasalamento, como o das aves que dão sinais e posicionam-se elegantemente na hora de fazer a corte. O enamoramento espacial implica o espalhamento alhures do quarteto em si, ilhas flutuantes que circulam ou atravessam perpendicularmente o epicentro que avistam de longe, formado por bancos de praça, barracas de doces e salgados, ponto de ônibus, enfim, o fluxo mais intenso do pedaço. Aos poucos, o observador privilegiado já consegue enquadrar num mesmo campo de visão as duas moças e os dois rapazes de figurinos de cores terracota, azul, verde e amarelo. Eles harmonizam os passos dissonantes e agora já estão no vácuo da intervenção urbana, aquela que não manda bilhete e se insinua sem rede, pegando no pulo os companheiros anônimos de jornada, os pedestres de turno, em pleno meio de tarde em que o sol pega leve e os gestos e movimentos murmuram. Leia mais