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Publicações com a tag:

“Ferdinando Martins"

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Crítica

Na esteira das produções que homenageiam os grandes nomes da música brasileira, Gonzagão – A lenda destaca-se por remeter mais ao imaginário popular nordestino que aos conflitos pessoais ou às curiosidades da indústria de entretenimento. Talvez seja esse, justamente, o segredo da longevidade do espetáculo que estreou no Rio de Janeiro em 2012, ano do centenário do nascimento de Luiz Gonzaga, depois fez temporada em São Paulo e em Salvador, regressou para o Rio e agora se encontra em turnê por Ceará, Rio Grande do Norte, Bahia e Sergipe. Leia mais

Nota

Este Teatrojornal – Leituras de cena passa a constituir rede de colaboradores em sete estados do País. Pretende ser ponto de convergência de profissionais que vivem ou viveram o ambiente da redação e se lançam em busca de novo território de mediação crítica. Surge da constatação de uma crise dos meios impressos e da exiguidade do espaço dedicado às artes. Leia mais

Crítica

Para o bem e para o mal, Memória roubada é um espetáculo contemporâneo, híbrido e globalizado. Em cartaz na Sala Jardel Filho do Centro Cultural São Paulo, trata-se de uma coprodução que reúne os grupos brasileiros Linhas Aéreas e Solas de Vento com o diretor australiano Mark Bromilow e os atores canadenses Michel Robidoux e Yves Dubé (da Companhia Les Deux Mondes, de Montreal). A princípio, chama a atenção pelo impacto das imagens e pela forma singela que trata temas densos como a velhice e a perseguição política. Parte da trama se passa em Bali, outras em um quarto de hospital, um circo e uma sala de tortura da ditadura militar no Brasil (1964-1985). Leia mais

Crítica

O público desce a escada do Teatro Pequeno Ato, antigo Ivo 60, na região central de São Paulo, e Andrei (Jones de Abreu) recebe as pessoas como se fossem seus convidados. Nessa cena inicial da peça Eros impuro, de Sérgio Maggio, ele é um artista plástico esperando um garoto de programa que será modelo para sua pintura. No caso, a própria plateia faz as vezes de objeto a ser retratado. Esse procedimento lembra outros, de artistas que colocaram o espectador como parte da obra. É o caso do espanhol Diego Velázquez com o quadros Las meninas (1656),  do holandês Rembrant com O sindicato dos alfaiates (1662) ou do francês Claude Manet em Um bar no folies-Bergère (1882). Leia mais

Crítica

Grover’s Corners não existe, mas está bem ali perto de você. A cidade fictícia criada por Thornton Wilder é a representação imaginária de um paraíso onde a lua encanta, os filhos obedecem aos pais e os vizinhos se preocupam genuinamente uns com os outros. É a mesma imagem das famílias felizes dos anúncios publicitários e das revistas de celebridades. Os problemas, quando surgem, são facilmente resolvidos. O organista da igreja é alcoólatra, mas tudo bem, as pessoas entendem. “Sabemos as dificuldades por que passou”, diz a esposa do médico da cidade, “a única coisa que nos cabe é fazer de conta que não notamos”. Leia mais

Crítica

O teatro é feito da falta e sua correspondente melancolia. É o que costuma dizer o diretor argentino Daniel Veronese, como na entrevista ao site Alternativa Teatral em 2005. Talvez seja por conta dessa concepção que dois dos seus espetáculos atualmente em cartaz em Buenos Aires falem de perdas irreparáveis, ausências que a vida não dará conta de preencher. Leia mais

Crítica

Na Argentina, o trânsito de diretores entre os circuitos comercial e independente não causa espanto. As concessões de um artista em busca de dinheiro são entendidas como um mal necessário para manter vivas as propostas experimentais e de pesquisa. Em muitos casos, essa mão dupla leva a um resultado bem sucedido. Em outros, desastroso. Leia mais

Crítica

Buenos Aires é a cidade com a maior concentração de psicólogos e psicanalistas no mundo: um profissional para cada 120 habitantes. Uma região ao redor da Plaza Güemes, no bairro Palermo, é conhecida como “Villa Freud”, devido à grande concentração de consultórios por lá. Há livros entre os mais vendidos, revistas especializadas em bancas de jornal e programas de televisão totalmente voltados ao tema. E não é raro encontrar nas ruas gente usando termos como “histeria”, “paranoia” e “complexo de Édipo”. E, sim, há sempre alguma peça em cartaz tratando de neuroses e obsessões. Leia mais

Reportagem

Crise econômica, sujeira nas ruas, turismo em baixa. Buenos Aires já não está tão atraente como no passado. Mas no teatro, a cidade ainda pode se gabar da fama de capital europeia na América do Sul. A produção continua efervescente e dinâmica. Na Avenida Corrientes, reduto dos espetáculos comerciais, as filas e aglomerações são constantes nas portas dos teatros. Em Abasto e arredores, proliferam produções independentes. Leia mais

Crítica

Quando exibido na Suécia, em 1973, Cenas de um casamento foi considerado culpado pelo aumento do número de separações no país. O filme de Ingmar Bergman, dividido em seis capítulos, foi estrelado por Liv Ullmann e não pôde concorrer ao Oscar por ter sido transmitido integralmente na televisão. Quarenta anos depois, é difícil imaginar que algum dos 4.524 espectadores que semanalmente têm lotado o Teatro Maipo, em Buenos Aires, associem a peça aos índices de divórcio. Leia mais