2.12.2014 | por Michele Rolim
Uma mãe poderia não reconhecer seu filho? O franco-argelino Albert Camus (1913-1960) – ganhador do Prêmio Nobel de Literatura em 1957 – é o autor da peça O mal entendido, cuja primeira montagem ocorreu em 1944. Exatamente 70 anos depois, seu texto tem ressonância na vida contemporânea. Na história, um homem volta a seu país de origem, depois de viver mais de 20 anos em terras estrangeiras. Sua mãe e sua irmã, que trabalham em uma hospedaria, não o reconhecem. Ele aluga um quarto para passar uma noite na esperança de que elas possam vir a identificá-lo, e em consequência de um mal-entendido, uma tragédia ocorre. Leia mais
24.11.2014 | por Fábio Prikladnicki
Conhecida no cenário gaúcho por espetáculos com textos modernos que se valem de um humor sarcástico e também por suas montagens de Molière, a Cia. Teatro ao Quadrado dá um passo adiante com a peça Os homens do triângulo rosa, que estreou no Theatro São Pedro e depois cumpriu temporada no Teatro Renascença, em Porto Alegre. Desta vez, trata-se de um espetáculo seriíssimo, abordando a perseguição aos homossexuais na Alemanha nazista. Leia mais
20.11.2014 | por Michele Rolim
Vida e obra de Rainer Werner Fassbinder (1945-1982) se unem no palco na peça Fassbinder – o pior tirano é o amor, que estreia amanhã (13/11) na Sala Álvaro Moreyra, em Porto Alegre. Fassbinder, conhecido como um dos mais importantes representantes do Novo Cinema Alemão, tem peças e filmes, pode-se dizer, autobiográficos. “Para ele, era quase como se houvesse um borrão no que é arte e no que é vida, uma bebia muito da outra”, comenta o diretor e professor do Instituto de Artes da Ufrgs Clóvis Massa. Leia mais
14.10.2014 | por Michele Rolim
A frase é dita pelo personagem Max para seu companheiro Horst: “Eu te amo, e o que tem de errado nisso?”. Ambos são gays e estão em um campo de concentração nazista, mas isso poderia ser dito por qualquer homossexual nos dias de hoje, que ainda enfrenta preconceito e violência. Leia mais
23.7.2014 | por Michele Rolim
O espetáculo Hygiene, do grupo paulista XIX de Teatro, mostra a higienização urbana que avançou no Brasil, obrigando várias famílias a deixar as suas casas. A peça é ambientada no Brasil da virada do século XIX para o XX, época em que o país estava sendo construído numa velocidade acelerada e recebendo diariamente milhares de imigrantes. Formavam-se habitações, também chamados de cortiços. Assim como na obra do escritor Aluísio Azevedo, o grupo parte dessas habitações – nas quais pessoas diferentes convivem sob o mesmo teto – para discutir a formação da identidade brasileira. Estão presentes na trama o samba, o sincretismo religioso, as lutas operárias, entre outras manifestações socioculturais. Leia mais
20.7.2014 | por Michele Rolim
Bebidas, cigarros e um cenário que beira o caos (com direito a uma cama no meio da plateia) convidam o espectador a adentrar o universo bukowskiano. Trata-se do novo trabalho do Depósito de Teatro, que completa 18 anos, Bukowski – histórias da vida subterrânea. Em cartaz até 17 de agosto, de sexta-feira a domingo, às 20h, no Teatro de Arena, em Porto Alegre. Leia mais
20.7.2014 | por Fábio Prikladnicki
O velho safado voltará a dar as caras no palco. Autor adaptado recorrentemente no teatro, o norte-americano nascido na Alemanha Charles Bukowski (1920–1994) será vivido pelo experiente ator Roberto Oliveira, que também dirigirá a montagem. Leia mais
17.7.2014 | por Fábio Prikladnicki
Se você nunca ouviu falar do dramaturgo grego contemporâneo Dimítris Dimitriádis, não deve se sentir culpado. Ele é relativamente pouco conhecido fora do país natal e da França, onde teve sua primeira peça, O preço da revolta no mercado negro, encenada pelo então jovem Patrice Chéreau (1944 – 2013) em 1968. Em 1971, a obra foi montada em São Paulo pelo diretor Celso Nunes. Mais recentemente, em 2013, a Cia. Kiwi (SP) levou à cena seu texto Morro como um país, que valeu à atriz Fernanda Azevedo um Prêmio Shell. Leia mais
15.7.2014 | por Michele Rolim
Não é de hoje que artistas da cena teatral gaúcha reclamam da deficiência de espaços, das curtas temporadas, bem como da precariedade de estrutura de algumas salas. Não há como negar que a produção aumentou, mas os espaços não. Leia mais
3.7.2014 | por Michele Rolim
Ao assistir ao nohttps://teatrojornal.com.br/wp-admin/upload.phpvo espetáculo do diretor Luciano Alabarse, o espectador pode esperar encontrar uma tragédia moderna em cena. A vertigem dos animais antes do abate estreia amanhã [3/7], às 21h, no Theatro São Pedro, em Porto Alegre. O texto é assinado pelo autor grego Dimítris Dimitriádis (nascido em 1944), que bebe na fonte da tragédia grega clássica. “Essa mistura de um texto absolutamente contemporâneo, que usa elementos remissivos ao berço do teatro ocidental, é algo muito explosivo”, comenta Alabarse, que divide, mais uma vez, a direção com Margarida Peixoto. Leia mais