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Autoria

Jornalista, crítica e doutora em artes cênicas pela USP. Coeditora do site Teatrojornal - Leituras de Cena. Durante 15 anos, de 1995 a 2010, trabalhou como repórter especializada em teatro e crítica no Caderno 2, o suplemento cultural do jornal O Estado de S.Paulo. Entre 2003 e 2008, foi comentarista de teatro na Rádio Eldorado. Realizou a cobertura de edições de festivais em cidades como Porto Alegre, Recife, Belo Horizonte, Londrina, São José do Rio Preto e ainda de eventos internacionais como a Quadrienal de Praga: Espaço e Design Cênico (2007) e o Festival Internacional A. P. Tchéchov (Moscou, 2005). É autora do capítulo “Teatro da Vertigem e Grupo XIX” no livro Teatro paulistano século V: Encontros para um entendimento no século XXI (Ágora, 2006). Tem artigos publicados nas revistas Cult, Sala Preta, da ECA-USP, Subtexto, do Galpão Cine Horto e no livro Próximo ato: teatro de grupo, do Itaú Cultural. Foi jurada dos prêmios Governador do Estado de São Paulo, Shell e da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA). É membro da Associação Internacional de Críticos de Teatro, AICT-IACT (www.aict-iatc.org), filiada à Unesco.

Crítica

Foto: Leonardo Pastor/Fiac Bahia

Dois sujeitos em busca de autonomia

26 de março 2017 |
por Beth Néspoli • São Paulo

Todo ato de fala é alterado pelas reações de quem escuta. Se a interlocução é desatenta ou inquieta, se os que interagem estão mais empenhados em falar do que em ouvir, a tensão e a urgência afetam o autor do discurso que tende a eliminar da argumentação as sinuosidades da dúvida e a análise multifacetada. O problema do encurtamento da capacidade de atenção das plateias contemporâneas deixa de ser um fantasma a rondar o palco para se tornar matéria de trabalho no espetáculo Hamlet – processo de revelação, solo de Emanuel Aragão, que tem direção do Coletivo Guimarães (DF), formado pelos irmãos Adriano e Fernando, e dramaturgia de cena assinada pelo ator. Leia mais

Crítica

Foto: Sammi Landweer

Para escutar o som da floresta

22 de março 2017 |
por Beth Néspoli • São Paulo

Gestos, odor, movimentos, olhar, respiração, um corpo em tudo diferente daquele que habita o cotidiano urbano. São corpos assim os que vêm para a cena na mais recente criação da Lia Rodrigues Companhia de Danças, Para que o céu não caia, apresentada na 4ª MITsp e que segue em curta temporada no Sesc Belenzinho. Leia mais

Crítica

Foto: Guto Muniz/Foco in Cena

Um brincante em noite de política ativa

16 de março 2017 |
por Beth Néspoli • São Paulo

Criar beleza com matéria de escombros, investir-se das questões de seu tempo no ato criador, reverter destruição em forma vital – eis alguns dos atributos da arte presentes na abertura oficial da 4ª Mostra Internacional de Teatro de São Paulo (MITsp), no Theatro Municipal de São Paulo. Na cerimônia do dia 14 de março, perpassaram as palavras de apresentação da atriz Georgette Fadel e estavam no espetáculo belga Avante, marche! Neste, a morte era o elemento de investigação do lugar do indivíduo no coletivo, enquanto, inversamente, no campo simbólico dos embates da noite, entre as figuras da administração pública e aqueles que as vaiaram, importante era descolar das ações das primeiras, articuladas às relações de poder recentemente instauradas no país, qualquer ideia de inevitabilidade. Leia mais

Crítica

Foto: Juliana Vinagre

Utopia musical para a emancipação feminina

21 de novembro 2016 |
por Beth Néspoli • São Paulo

Se já existe razoável entendimento sobre a relevância do processo de criação em todos os campos da arte, e em especial em uma atividade coletiva e presencial como o teatro, no musical A cidade e as mulheres, criado de modo colaborativo pelos aprendizes da Fábrica de Cultura Jaçanã, na zona norte de São Paulo, o valor da construção do pensamento que funda o gesto criativo é perceptível na carne mesma do espetáculo. Leia mais

Crítica

Foto:

Cena polifônica para mirar e ver a guerra

30 de outubro 2016 |
por Beth Néspoli • São Paulo

Toda arte nasce de inquietações possíveis às mulheres e aos homens de determinada época e a ela se dirige. Desde as eras mais remotas, tenta-se driblar essa espécie de condenação à contemporaneidade – a imersão na cultura dificulta o corte crítico – por meio de narrativas deslocadas de seu território de origem, afastamento cujo objetivo, no fim das contas, é o retorno ao tempo vivido com algum elemento de dissenso. Salvo engano, tal movimento, tanto no ponto de partida quanto no de chegada, pode ser detectado no espetáculo Cabras – cabeças que rolam, cabeças que voam, criação da Cia. Teatro Balagan, baseada na tríade guerra-festa-fé, que tem direção de Maria Thaís e texto de Luís Alberto de Abreu.

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Crítica

Foto: Paulo Amaral/Festivale

Para não repetir a História

23 de setembro 2016 |
por Beth Néspoli • São Paulo

Em junho de 2013, centenas de cidadãos tomaram as ruas para protestar contra cortes no orçamento da saúde e da educação e ainda contra a alta taxa de desemprego que já obrigara 200 mil pessoas, 5% da população, a deixar o país em busca de trabalho. A forte recessão tinha origem nas medidas econômicas do governo que assumira o poder há dois anos, e cujo ato primeiro havia sido a extinção do Ministério da Cultura, antes mesmo de tomar posse, em 2011. Leia mais

Crítica

Foto: Priscila Bellotti

A cidade em primeira pessoa

02 de agosto 2016 |
por Beth Néspoli • São Paulo

Quando o hibridismo de linguagens já se naturaliza na cena contemporânea, chama atenção na peça Hotel Jasmim, de Claudia Barral, o forte enquadramento nas convenções do drama realista. Em especial por ter sido um dos textos selecionados por meio de edital público e premiado com publicação em livro e montagem apresentada na II Mostra Dramaturgia em Pequenos Formatos Cênicos, projeto de fomento e difusão teatral do Centro Cultural São Paulo. Leia mais

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