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Crítica

Em nome de Maria

2.2.2016  |  por Valmir Santos

No Brasil, a montagem de uma peça centrada em passagem da vida da Virgem Maria dificilmente escaparia aos traços barrocos da Igreja Católica, como o ornamento, a exuberância e a compaixão. Não é o que acontece em todas as frentes de O testamento de Maria, direção de Ron Daniels para o monólogo do irlandês Colm Tóibín, interpretado por Denise Weinberg. Leia mais

Crítica

Topografia da dor

25.1.2016  |  por Valmir Santos

O que deveria ser impensável, inimaginável – a mulher como saco de pancadas – ganha feição por meio de estatísticas, relatos, corpos e muita indignidade na performance Para aquelas que não mais estão, uma resposta à violência de gênero, chaga naturalizada na casa, no trabalho, na escola, na rua. Parceria da atriz mexicana Violeta Luna com as brasileiras Stela Fischer e Leticia Olivares, do Coletivo Rubro Obsceno, de São Paulo, o trabalho dá nome e rosto a algumas das milhares de vítimas assassinadas nos últimos anos. Leia mais

Artigo

São muitas as peculiaridades deste Repertório [em cartaz no Sesc Vila Mariana, São Paulo, de 5/11/2015 a 30/1/2016]. Ele combina um clássico constante nos palcos brasileiros a outro raramente montado entre nós. Atores de diferentes gerações e estilos desdobram-se em múltiplos papeis. Jogo de cintura que também é exigido do diretor Ron Daniels e seus colaboradores. Leia mais

Crítica

“O futuro dos museus está dentro de nossas próprias casas”, prognostica o escritor Orhan Pamuk, autor de O museu da inocência (2008). O romancista turco reivindica a escala humana para as instituições fixadas em narrativas nacionais, de Estado, em detrimento das experiências dos indivíduos que efetivamente a viveram. Ao escrever e dirigir o espetáculo Família museu (Familia museo, 2013), resultado de formação universitária em Buenos Aires, Ariel Zagarese fez uma delicada aproximação da premissa daquele Nobel de Literatura Leia mais

Crítica

Um grito parado no olhar

30.12.2015  |  por Valmir Santos

A dramaturga, atriz e pesquisadora Nina Caetano dispensa a função de porta-voz que fala pelo outro, em geral um sujeito institucionalizado, e transforma a mudez em ato ressonante. Misto de denúncia e metáfora, a performance O espaço do silêncio prioriza a leitura em vez da palavra falada. Não é ela quem lê, mas os outros Leia mais

Crítica

Como a atriz que alterna manifestações verbal e gestual dos personagens enfrentando o breu com luz de velas, o espectador também tenta se localizar a bordo dos primeiros minutos de La virgen triste, espetáculo que há três décadas faz parte do repertório da Compañía Galiano 108, de Cuba. A montagem de José González não dissimula ao gozar a maturidade artística da equipe, relativizando parâmetros do que é velho ou novo. Leia mais

Crítica

O amor é mais pra lá

10.11.2015  |  por Valmir Santos

As relações afetivas e sexuais entre indivíduos urbanos ganham um voluptuoso e incisivo ponto de vista masculino em Aquilo que me arrancaram foi a única coisa que me restou. O título é auto-expositivo dos meandros épicos e íntimos da criação do coletivo A Motosserra Perfumada. Leia mais

Crítica

Choque de civilizações

8.11.2015  |  por Valmir Santos

O choque de civilizações é uma teoria segundo a qual os conflitos deste século 21 seriam pautados por identidades culturais e religiosas. Foi o que o economista norte-americano Samuel P. Huntington (1927-2008) projetou em meados da década de 1990. Há quem lhe dê razão, por exemplo, considerando as ações terroristas pelo mundo. Como as reivindicadas por radicais islâmicos e respondidas com a mesma moeda por adversários islamófobos. Em alguma medida, a Companhia Nova de Teatro, de São Paulo também proporciona sua visão de choque de civilizações em Caminos invisibles… La partida (2011). Leia mais

Reportagem

José Possi Neto e Christiane Torloni escrevem um capítulo à parte na produção cênica que transita entre Rio de Janeiro e São Paulo. “Nossa relação está se tornando cada vez mais onírica, clássica”, afirma a atriz sobre os 27 anos de palco com o diretor. Leia mais

Crítica

Em Brasília

O encontro do Teatro do Instante com a dramaturgia de Esteve Soler é uma pororoca de deslocamentos. Há uma experiência radical mediando o autor catalão e a cena brasileira que ainda não o conhecia, despontado na Europa, sete anos atrás. Leia mais