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Reportagem

Os grupos Ser Tão Teatro, de João Pessoa, e Cia. Les Commediens Tropicales, de São Paulo, cobram cachês que o Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto teria se comprometido a pagar por apresentações, ajuda de custo e atividade reflexiva durante a edição de 2012. A soma das duas dívidas é de R$ 9.300,00, desconsiderando-se correções. Leia mais

Crítica

Em seus intentos artísticos, políticos e reflexivos, a Mostra Internacional de Teatro, a MITsp, honrou os marcos lançados em sua primeira jornada de 11 dias e 11 espetáculos encerrada ontem. Restabeleceu o lugar de um evento desse porte na agenda cultural da cidade, fora da escala da indústria do entretenimento (em analogia ao Festival Internacional de Artes Cênicas, de Ruth Escobar, que cumpriu nove edições entre 1974 e 1999). Incitou o interesse do espectador pelo teatro de pesquisa. Sublinhou a mediação crítica em todos os quadrantes, por um espectador ativo. E abriu-se aos estudantes e docentes de artes cênicas na graduação e na pós, inclusive vindos de outras praças. Leia mais

Crítica

Os procedimentos dramatúrgicos e cênicos de Guillermo Calderón em Escola combinam elementos épicos e dramáticos que potencializam uma teatralidade feita de sutilezas e impurezas nas angulações crítica e política em que se anuncia. Seu mote é um achado, e explosivo. Ao circunscrever o treinamento dos integrantes de uma guerrilha em tempos de ditadura militar, o espetáculo dá margem para pensar noções de ideologia e de engajamento à luz dos dias que correm, quando o espaço público retoma vocação para a ágora em que manifestantes se fazem escutar. Leia mais

Nota

Quando a performer espanhola Angélica Liddell ergueu o cartaz em cena de Eu não sou bonita, em que estampa “Quem quer comer Angélica Liddell”, ela e o público mal sabiam que estava dada a ”senha” para que pelo menos cinco manifestantes subissem ao palco segurando cartolinas em que se liam frases contra o “especismo”, o preconceito de espécie que viam na presença de um cavalo contracenando à direita do tablado do Teatro Cacilda Becker, no bairro paulistano da Lapa, convertido numa espécie de estábulo cenográfico. Leia mais

Crítica

A criação da companhia uruguaia Pequeño Teatro de Morondanga resplandece o todo em cada uma de suas partes. Somos convidados a acionar o espírito lúdico e cotejar os mínimos detalhes com a disponibilidade de um ourives. Há um engenhoso paroxismo de unidade nos sujeitos, cenas, objetos e espaços descentrados de Bem-vindo à casa (2012), composição de dois espetáculos umbilicais que pedem para ser vistos em sequência, episódios um e dois, por plateias e em horários distintos, ainda que plantados no mesmo lugar. Unidade porque impressiona como tudo funciona, até os tempos mortos pulsam na gangorra entre o que é e o que assim nos parece ser. Leia mais

Nota

Para um encontro que se quer arrojado em seu formato e conteúdo, a Mostra Internacional de São Paulo, a MITsp, revelou-se bastante convencional em sua cerimônia de abertura ocorrida na noite de sábado no Auditório Ibirapuera. Leia mais

Crítica

A fisionomia do olhar

9.3.2014  |  por Valmir Santos

A face onisciente de Cristo no pé-direito do palco, do queixo aos fios de cabelo, justapõe as escalas do sagrado, do humano e do espaço cênico em Sobre o conceito de rosto no filho de Deus. A imagem de forte carga simbólica e de construção histórica evidente redundaria o título da obra não fosse ela mesma convertida em dispositivo seminal da companhia Socìetas Raffaello Sanzio. Seu diretor, Romeo Castellucci, enquadra apenas a cabeça em vez do gesto e parte do torso da pintura do renascentista Antonello da Messina que o inspira. O enigma dessa fisionomia estabelece um campo autônomo ao observador que para ela desviará em muitas passagens do espetáculo em busca de significações ou ressignificações talvez menos exasperantes do que aquela que enreda pai e filho. Em vão. Leia mais

Artigo

Faz 40 anos que a cidade de São Paulo abriga, com intermitência, encontros internacionais de teatro na acepção moderna que esses certames adquiriram no mapa-múndi após a Segunda Guerra (1939-1945). Vide os dois festivais estabelecidos em 1947 e tão paradigmáticos como diversos em seus formatos: o de Avignon, na França, e o de Edimburgo, na Escócia. Popularizar a arte teatral, interagir com outras manifestações-irmãs como a dança, a ópera, a música e as artes plásticas e abrir-se à cultura de outros países e continentes são algumas das premissas instigadoras. As mesmas que, em certa medida, moveram a atriz e empresária Ruth Escobar a promover, em 1974, o pioneiro Festival Internacional de Teatro em São Paulo, dois anos após Paris fixar o seu no calendário cultural, o Festival de Outono. Eram incomensuráveis os desafios de Escobar no país subdesenvolvido, de “terceiro mundo” e às voltas com o décimo aniversário da ditadura militar. Leia mais

Reportagem

O Feverestival – Festival Internacional de Teatro de Campinas chega à 10ª edição com disposição para recuperar fôlego após intervalo de dois anos em que o evento foi inviabilizado por falta de recursos. Seu núcleo organizador rearticulou-se para não deixá-lo morrer. Leia mais

Crítica

Em Tribos (2010), sua terceira peça, a inglesa Nina Raine correlaciona linguagem e pensamento com solidez digna das narrativas do conterrâneo Oliver Sacks, biólogo e neurologista conhecido pelo talento literário aplicado aos relatos clínicos. A dramaturga, que surgiu na cena londrina há oito anos, transforma a surdez congênita ou adquirida em epicentro semântico dos conflitos de uma família em que o filho caçula cresce alfabetizado pela leitura labial em detrimento da língua de sinais. O resultado é um drama de excertos cômicos que combina arte, ciência e cidadania sem moralizar ou soar piegas. No que a montagem brasileira capta bem nas formas e ideias do diretor Ulysses Cruz e dos produtores e atores Antonio Fagundes e Bruno Fagundes. Leia mais