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Publicações com a tag:

“Festival de Curitiba"

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Artigo

Lenise por Elenize

29.4.2022  |  por Elenize Dezgeniski

O texto a seguir foi apresentado durante a mesa ‘Viva! 30 anos por Lenise Pinheiro’, que aconteceu em 29 de março de 2022, na Alfaiataria Espaço de Artes, extensiva à exposição de mesmo nome dentro da programação do circuito Interlocuções do Festival de Curitiba.

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Quero começar dizendo que é uma honra fazer parte desta mesa em celebração ao trabalho da fotógrafa de palco Lenise Pinheiro, que por sua vez celebra os 30 anos do Festival de Curitiba. Cumprimento os meus colegas Daniel Sorrentino e Maringas Maciel, companheiros do mesmo ofício nesta terra das Araucárias. E também o produtor cultural Celso Curi, mediador do encontro. Bem como agradeço à atriz Giovana Soar e à equipe do Interlocuções pelo convite.

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Crítica

O mundo como palco ou moinho, posto que a vida é sonho. Shakespeare, Cartola e Calderón de La Barca são divisados em Derrota, espetáculo com artistas de Porto Alegre visto no Festival de Curitiba. No texto em prosa de Dimítris Dimitriádis (Grécia, 1944), sono e vigília perfazem a voz investida em se fazer escutar, eixo da linguagem na transposição ao monólogo teatral. A atuação de Liane Venturella, sob tradução e direção de Camila Bauer, veicula a palavra como organismo extensivo ao olhar, para além dos sentidos da escuta.

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Biocritica Satisfeita, Yolanda? conta...

Biocritica - Uma questão de conta...

Queridos editores do Teatrojornal,

Foi com um livro de ética nas mãos que esbarramos pela primeira vez. Ivana e Valmir. André Comte-Sponville forneceu a chave de uma amizade, depois multiplicada por outros corpos. Pequeno tratado das grandes virtudes, uma análise das virtudes, de nossos valores. Esse curto farol nos iluminou. Da polidez, passando pela temperança, coragem, justiça, generosidade, compaixão, até chegar ao amor, tudo era possível de ser aprendido, como preparar um bolo ou exercitar uma crítica.

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Artigo

Maria Coragem

4.6.2020  |  por Valmir Santos

Na sessão de estreia de Mãe coragem e seus filhos no 11º Festival de Curitiba, em 22 de março de 2002, Maria Alice Vergueiro tropeçou no tablado e caiu na cena final. Era o momento em que a personagem puxa a carroça cenográfica, dessa vez sozinha, pois perdeu os três filhos para a guerra, sendo a caçula morta havia poucos minutos. Pragmática, Anna Fierling segue no encalço do próximo regimento para exercer o seu comércio ambulante de comida e bebida junto aos soldados. Assim que as cortinas do Teatro Guairinha se fecharam, a atriz foi acolhida por pessoas do elenco e da equipe que a acompanharam a um hospital. “Até que ficou bem a Coragem caída naquele momento”, brincou no trajeto. Ela deslocou o ombro direito, sentiu dores, mas não recuou do compromisso da apresentação na noite seguinte.

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Crítica

Curitiba – Na pesquisa continuada em torno da autoficção, em que engendra camadas de fatos ao que é invenção, ou em sentido inverso, o dramaturgo e diretor Sergio Blanco avança para o campo do realismo social em Tráfico. Falar de prostituição masculina e de matador de aluguel a partir da periferia de uma cidade latino-americana torna o intento mais complexo e terrificante, como se viu no Festival de Curitiba e pode ser conferido em sessões programadas para os dias 10 e 11 de abril no Sesc Vila Mariana, em São Paulo. Leia mais

Crítica

Guerra dentro da gente

7.4.2019  |  por Valmir Santos

Curitiba – A Armadilha Cia. de Teatro captou o sinal dos tempos ao estrear Dezembro (Diciembre, 2008) no festival nacional que acontece nesta época do ano em sua cidade. As questões traumáticas discutidas no texto do chileno Guillermo Calderón, traduzido e dirigido por Diego Fortes, são mais familiares ao público brasileiro do que em 2015, na montagem de Diego Moschkovich em São Paulo. Leia mais

Crítica

Curitiba – Apontar e falar, ou shisa kanko, é a técnica japonesa para melhorar o desempenho em atividades que exigem atenção. Ela surgiu no início do século XX para disciplinar funcionários de estações de trem. Com o passar dos anos, acabou adotada na área de segurança e saúde ocupacional. Gesticular, apontar e falar sozinho serviria para checar se tudo está em ordem com a sinalização. Ana Kfouri nos faz lembrar desse procedimento rudimentar no solo Uma frase para minha mãe (Une phrase pour ma mère, 1996). Em vez de concentrar-se na direção do dedo, porém, ela prioriza a elocução. O pensamento vem do ato da fala que a orienta no caminhar compassado por entre a plateia sentada em estrados da sala multiuso. Leia mais