Menu

Publicações com a tag:

“Grupo XIX de Teatro"

Publicações com a tag:

“Grupo XIX de Teatro"

Artigo

A liberdade de criação e a memória das artes do corpo estão sendo ameaçadas pelo puritanismo que domina as plataformas digitais e as redes sociais.

De 2006 a 2018, fiz uma imersão profunda nos processos de criação colaborativa de diversos grupos de teatro de São Paulo, que gerou mais de 20 documentários, dezenas de registros de espetáculos, uma série televisiva com oito programas de 26 minutos cada um, para o Canal Brasil, intitulada Teatro sem fronteiras; a curadoria e a mediação de um ciclo de debates e uma mostra de filmes no Itaú Cultural sobre a efervescência e a vitalidade da cena paulistana contemporânea; e ainda uma tese de doutorado na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP) acerca das novas dramaturgias das companhias teatrais, criadas em processo colaborativo e que eu chamo de “dramáticas fraturadas”, fissuradas por estratégias de linguagem engendradas como uma espécie de travessia a irrupções do inesperado que costumamos chamar de “real”.

Leia mais

Reportagem

Para além da pandemia, conjecturou a atriz e dramaturga, existe uma situação extremamente instável na maneira como os artistas sobrevivem ao longo da história do Brasil. Grace Passô falou durante a mesa virtual que abordou as “Novas teatralidades e estratégias para a existência do teatro”. Afinal, a quem as artes vivas se destinam e quem detém os meios para fazê-las, seguiu problematizando. Ato contínuo, lançou a pergunta-ensaio que pode ser considerada determinante para um balanço do que foi dito e pensado durante o Seminário CPT 2020, realizado nas manhãs dos três primeiros dias de setembro, no marco das atividades de relançamento do Centro de Pesquisa Teatral do Sesc SP. Grace indagou: “Os legados são delegados a quem?”.

Leia mais

Encontro com Espectadores

O espetáculo Stabat Mater (2019) concentra avanços entre teoria e prática elaboradas pela artista Janaina Leite desde Festa de separação: Um documentário cênico (2009), passando por Conversas com meu pai (2014), ambos gestados em paralelo às atividades do Grupo XIX de Teatro, do qual é cofundadora em São Paulo, em 2001, além de se desdobrar em núcleos de estudo com os quais montou o díptico Feminino abjeto 1 [2017] e Feminino abjeto 2 – O vórtice do masculino [2019]. Convém contextualizar ainda a condição de mãe de dois filhos e a perseverança da também performer e doutoranda em não abdicar do trabalho continuado, rejeitando o que considera o violento lugar da mulher abnegada na sociedade patriarcal.

Leia mais

Reportagem

Quem iria imaginar que “os prediozinhos do Lutzenberger” – até então, assim chamados pela vizinhança – viriam a se tornar um centro de arte. Listado como patrimônio histórico de Porto Alegre, o lugar, agora denominado Vila Flores (que também abriga projetos voltados à educação e à economia criativa) vem se tornando um novo espaço para a cultura. Leia mais

Reportagem

No norte do estado do Paraná, uma cidade é guardiã do mais antigo festival de artes cênicas na América Latina. Trata-se do Festival Internacional de Teatro de Londrina, conhecido como Filo, que ocorre há 46 anos de forma ininterrupta – mais da metade da existência da cidade, que comemora 80 anos em 2014.
A 46ª edição do Filo começou na sexta-feira passada (22) e, durante 17 dias de programação, devem passar pela cidade mais de 40 espetáculos de várias vertentes das artes cênicas e da música. Ao todo, serão 91 apresentações por vários pontos da cidade, sendo que 30 delas poderão ser acompanhadas gratuitamente pelo público. Leia mais

Nota

Na sequência do manifesto em defesa de território artístico-cultural (A Arte de sediar existência), que expõe a pressão da especulação imobiliiária sobre os espaços teatrais, o Núcleo Bartolomeu de Depoimentos realiza nesta quarta-feira, 27, em sua sede no bairro da Pompeia, também ameaçada, o debate
“A cidade que queremos”, que intenta expor reflexões sobre o projeto urbano e os territórios culturais da cidade.

“O que está em jogo é uma cidade”, afirma documento do grupo enviado aos jornalistas.

Artistas do núcleo em frente a sua sede na Pompeia

“No pleno exercício dos direitos culturais e artísticos (e suas formas de expressão), considerando sua natureza material e imaterial, que são garantias constitucionais, nós, do Núcleo Bartolomeu de Depoimentos, gostaríamos de convidar a todos e todas para um debate público. Quais são os modelos possíveis de convivência, entre empreendimentos e o território cultural? Como a destruição inerente as edificações pode conviver com a memória do entorno? O que a cidade recebe em troca de tal iniciativa? De que forma podemos proteger a memória e as formas de criação estética materializadas no território cultural dos espaços–sedes dos coletivos artísticos da cidade de São Paulo? Como lidar com os impasses do processo?”.

Mesa
Mediador: Eugênio Lima
Com: Paulo Celestino (Cooperativa Paulista de Teatro, membro do grupo XIX de Teatro), Vicente Cândido (deputado estadual pelo Partido dos Trabalhadores); Silvia Carmesini (arquiteta); e Maurício Antônio Ribeiro Lopez (promotor chefe da 5ª Promotoria de Habitação e Urbanismo do Ministério Público de São Paulo).

Estrutura do debate:
Cada debatedor terá 15 minutos para expor seu ponto de vista sobre o assunto. Após será aberto para a comunidade/plateia se manifestar. O debate terá a mediação do Núcleo Bartolomeu de Depoimentos. O encontro será registrado (áudio e vídeo) e disponibilizado na internet.

Serviço:
Quando: dia 27/8, quarta-feira, das 20h às 22h30
Onde: Núcleo Bartolomeu de Depoimentos (Rua Dr. Augusto de Miranda, 786, Vila Pompeia, São Paulo, tel. 11 3803-9396 ou email: nucleobartolomeu@gmail.com)

Crítica

O espetáculo Hygiene, do grupo paulista XIX de Teatro, mostra a higienização urbana que avançou no Brasil, obrigando várias famílias a deixar as suas casas. A peça é ambientada no Brasil da virada do século XIX para o XX, época em que o país estava sendo construído numa velocidade acelerada e recebendo diariamente milhares de imigrantes. Formavam-se habitações, também chamados de cortiços. Assim como na obra do escritor Aluísio Azevedo, o grupo parte dessas habitações – nas quais pessoas diferentes convivem sob o mesmo teto – para discutir a formação da identidade brasileira. Estão presentes na trama o samba, o sincretismo religioso, as lutas operárias, entre outras manifestações socioculturais. Leia mais