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Publicações com a tag:

“Valmir Santos"

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Crítica

O amor é mais pra lá

10.11.2015  |  por Valmir Santos

As relações afetivas e sexuais entre indivíduos urbanos ganham um voluptuoso e incisivo ponto de vista masculino em Aquilo que me arrancaram foi a única coisa que me restou. O título é auto-expositivo dos meandros épicos e íntimos da criação do coletivo A Motosserra Perfumada. Leia mais

Crítica

Choque de civilizações

8.11.2015  |  por Valmir Santos

O choque de civilizações é uma teoria segundo a qual os conflitos deste século 21 seriam pautados por identidades culturais e religiosas. Foi o que o economista norte-americano Samuel P. Huntington (1927-2008) projetou em meados da década de 1990. Há quem lhe dê razão, por exemplo, considerando as ações terroristas pelo mundo. Como as reivindicadas por radicais islâmicos e respondidas com a mesma moeda por adversários islamófobos. Em alguma medida, a Companhia Nova de Teatro, de São Paulo também proporciona sua visão de choque de civilizações em Caminos invisibles… La partida (2011). Leia mais

Reportagem

José Possi Neto e Christiane Torloni escrevem um capítulo à parte na produção cênica que transita entre Rio de Janeiro e São Paulo. “Nossa relação está se tornando cada vez mais onírica, clássica”, afirma a atriz sobre os 27 anos de palco com o diretor. Leia mais

Crítica

Em Brasília

O artista cênico carrega consigo filigranas das mutações entre o início e o fim da sessão, ou da apresentação de ontem para a de hoje. Sequelas física e d’alma segredadas por quem vive de construir presenças provisórias e, num estalar de dedos, põe-se alerta à beira do precipício da realidade. Como a de sustentar companhias e utopias autônomas. Leia mais

Crítica

Em Brasília

O espectador brasileiro que conheceu a arte do malinês Sotigui Koyuaté ao longo da década passada, integrado aos espetáculos do inglês Peter Brook (Le costume, Hamlet, Tierno Bokar), notou como a oralidade é primordial aos caminhos do ator e da cena. Leia mais

Crítica

Em Brasília

Craque nos jogos de linguagem que não destronam a palavra, sempre coronária, Heiner Müller aplica em Quarteto diálogos mais próximos da conversação solta, de modo não convencional, do que a estrutura dramática pode sugerir. Nesses diálogos as falas têm efeito cortante e seus enunciadores principais, amantes, transmitem uma consciência de si e do poder manipulador de suas presenças no mundo, reflexos de classe, sem dúvida, e do caráter ambíguo. Leia mais

Crítica

Em Brasília

Em Lírios d’água (1987), coreografia inspirada na série em óleo sobre tela de Claude Monet (Les nymphéas), o dançarino Kazuo Ohno flutuava com seu corpo, então octogenário, parar dar a ver as paisagens d’água que capturaram o pintor expressionista no jardim de sua casa. Leia mais

Crítica

Em Itajaí

Um dos paradigmas do texto dramático é a capacidade de expor pontos de vistas. Ao constatar ambiguidades e pluralidades, o observador pode fruir sua leitura, afetar-se. Quando os fios não estão dados, a aventura do espectador resulta, em si, a fricção intertextual que o criador contemporâneo deseja obter, suspendendo os significados e plasmando os significantes. São estes que dão as cartas no espetáculo da Cia. Bruta de Arte Leia mais

Crítica

Zooteatralidade

20.8.2015  |  por Valmir Santos

Em Itajaí

De Esopo a Charles Darwin, estendendo a Franz Kafka e George Orwell, a condição humana encontra na animalidade espelhamentos e contrastes que muito interessam aos campos da investigação e da criação em arte, filosofia e ciência. O espetáculo do coletivo mineiro Pigmalião Escultura Que Mexe explora esse terreno de maneira exasperante. Leia mais

Crítica

Em Itajaí

Quando escreveu a peça A voz humana (1929), o francês Jean Cocteau rebatia quem o acusasse de instrumentalizar seus textos com “estruturas maquinais”. Pois acabara de testar uma pegada mais essencial com um monólogo. Num quarto desarrumado, uma mulher aguarda a ligação telefônica do amante que recém a abandonou. Coube ao dispositivo mediar a oralidade, a escuta, os silêncios e o sentimento amoroso em pedaços. Virou sua obra mais montada ao redor do planeta. Leia mais