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Publicações com a tag:

“Valmir Santos"

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“Valmir Santos"

Crítica

A atriz Ana Kfouri tem se dedicado, desde 2007, a projeto artístico singular de exposição da fala com suas lógicas musical e espacial inscritas na carne. Após dois solos com textos do francês Valère Novarina (Animal do tempo e Discurso aos animais), é a vez de radicar cenicamente a prosa do irlandês Samuel Beckett nos espetáculos Primeiro amor, do conto homônimo, e Moi lui, livremente inspirada no romance Molloy. Leia mais

Crítica

As virtudes técnicas, no campo da atuação, e as corrupções morais, seu eixo temático, colidem a favor da arte em Árvores abatidas ou para Luis Melo. Rosana Stavis carrega o piano com recursos vocais e presença radiosa no trânsito muitas vezes frenético entre a narradora e suas figuras. O pensamento crítico tem como fonte o ensaio de Thomas Bernhard, Árvores abatidas: uma provação, sorvido na mesma moeda pelo diretor e adaptador Marcos Damaceno, neste que é possivelmente a sua produção mais solar se levarmos em conta as montagens de peças de Sarah Kane, Jon Fosse e Gabriela Mellão. Leia mais

Crítica

No sertão mítico sugerido como pano de fundo da obra, a intérprete se permite escavar a arqueologia pessoal e estreitar o vínculo com a dolência da personagem octogenária que abraça firmemente em A árvore seca. Como atriz, idealizadora e produtora do projeto, Ester Laccava provocou o mote do texto de Alexandre Sansão, de inspiração cordelista, e confiou a direção à dupla Antonio Vanfill e Leandro Goddinho. Este jovem trio equilibra, substancialmente, as profundezas arcaicas e contemporâneas também conjugadas na atuação que comove e colhe os frutos de três décadas de tablado. Leia mais

Reportagem

Franz foi o filho fora da curva de Hermann Kafka, o comerciante judeu de origem pobre que começou a trabalhar como ambulante, depois abriu uma mercearia e de fato vingou como um comerciante bem-sucedido no centro de Praga, então uma cidade desimportante naquele final de século 18, sob a monarquia austro-húngara. Leia mais

Reportagem

Um dos encontros mais afetivos e efetivos em que colaborei, escrevendo críticas ou mediando rodas de reflexão junto a criadores de várias paragens do país, teve sua nona edição adiada por falta de recursos, indiferença dos gestores públicos da cultura, insensibilidade da iniciativa privada e, quem sabe, pelo alheamento da própria categoria e dos estudantes de artes cênicas se não empreenderem alguma forma de reação. Leia mais

Reportagem

No festival da crise de representatividade que sacode o país, o que os corações e mentes da construção simbólica têm a dizer, a conectar com os protestos? Ou subverter em termos da própria representação, como o fazem em arte? O segundo ato do encontro Cultura Atravessa projetou polissemia esperançoso de encontrar os grãos de pólen de sua primavera num efetivo despertar de significância desse campo para a sociedade e a cidadania. Um lugar entre o levante e a relevância. Leia mais

Crítica

Quando a historiografia oficial encontra ou impõe dificuldades para ler as letras sulcadas na folha de papel, o que dirá de imagens, pensamentos e atitudes inscritos na memória ancestral da fala e do corpo do indivíduo e da coletividade? O Teatro Popular de Ilhéus percebe o silogismo em 1789, uma lupa sobre os registros de sua cidade-certidão a desvelar uma daquelas tomadas de consciência pública das quais se faz vistas grossas no retrovisor: a sublevação de centenas de escravos do Engenho de Santana no século XVIII, atual distrito Rio do Engenho, na mesma zona rural. Leia mais

Artigo

Os projetos colaborativos do Teatro da Vertigem são recorrentemente marcados por atuações corais. Há sempre muita gente em cena sobre ou sob o espaço real em que a memória é transpassada pelo tecido ficcional: a igreja, o hospital, o presídio, o rio, a rua. Quando as dramaturgias enfeixam uma figura catalisadora, como em O livro de Jó, de 1995, ou naquela rara criação “intimista” para três atores (e às vezes palco), História de amor (últimos capítulos), de 2006, fica mais evidente divisar o trabalho dos atuadores. Um exemplo. Foi por conta da pungente presença no papel-título do personagem bíblico que Matheus Nachtergaele foi abduzido pela TV e pelo cinema. Coube a Roberto Audio substituí-lo em seu primeiro ano de grupo, em 1998, portanto o princípio do vínculo permanente, até quando escrevemos, com as obras dirigidas ou concebidas desde então por Antônio Araújo, Eliana Monteiro ou Guilherme Bonfanti em procedimentos colaborativos. Leia mais

Crítica

Eis quando o título já diz tudo: Corinthians, meu amor – Segundo Brava Companhia, uma homenagem ao Teatro Popular União e Olho Vivo. Mas há muito mais por trás do enunciado. O espetáculo do núcleo artístico da zona sul paulistana revisita o texto que nasceu como roteiro em 1966, jamais foi filmado e terminou convertido em peça publicada em livro no ano seguinte, sempre sob autoria do então estudante de direito César Vieira, que ainda teve o tema musical gravado pela cantora Inezita Barroso em disco de vinil compacto de 1970. Leia mais

Reportagem

Encontro que tem demonstrado vocação para discutir, refutar ou inovar o estatuto da representação nas artes cênicas, o Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto expôs na última edição, encerrada no fim de semana, a sua própria crise de representatividade. Leia mais