Crítico e repórter no site Teatrojornal – Leituras de Cena, que edita desde 2010. Publicou acerca de arte e cultura em periódicos como Folha de S.Paulo, Valor Econômico, Bravo! e O Diário, de Mogi das Cruzes (SP). Autor de livros ou capítulos afeitos à memória e à história no campo do teatro. Formado em Comunicação Social, habilitação jornalismo. Cursou doutorado e mestrado pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da Escola de Comunicações e Artes da USP, com pesquisas em crítica e teatro de grupo. E especialização em jornalismo cultural pela PUC-SP. Colabora em curadorias, consultorias ou comissões para mostras e festivais em iniciativas públicas e privadas, bem como elabora textos para enciclopédias e catálogos. Fez parte da fase amadora do Grupo Pombas Urbanas, no bairro de São Miguel Paulista.
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textos
dessa ação >
15.4.2018 | por Valmir Santos
O mito grego de Antígona orienta a criação do oitavo espetáculo do grupo Teatro Máquina com dez anos de atuação em Fortaleza. Com estreia e curta temporada no Sesc Pompeia, em São Paulo, Nossos mortos modula a tragédia de Sófocles, escrita no século V, com dados históricos de um dos massacres ordenados pelo Estado brasileiro contra movimentos populares sociorreligiosos que despontaram no Nordeste, entre os séculos XIX e XX. Leia mais
13.4.2018 | por Valmir Santos
O Grupo Redimunho de Investigação Teatral dedicou boa parte dos seus 14 anos a erguer espetáculos em casarões antigos da região central de São Paulo, sempre com um pé no sertão de João Guimarães Rosa. O escrutínio da obra literária e a pesquisa pelo interior mineiro nortearam as encenações realizadas entre cômodos ou quintais, tendo uma delas alcançado o espaço público por excelência, a rua. Leia mais
15.3.2018 | por Valmir Santos
Parece haver uma inclinação expedicionária nas etapas de produção, pesquisa e criação do espetáculo País clandestino, participante da 5ª MITsp. Seu ponto de partida foi um laboratório para diretores emergentes realizado em 2014 no Lincoln Center Theater, em Nova Iorque. Cinco desses, também dramaturgos e vindos de cinco países e dois continentes, encontraram afinidades para atuar e falar de suas diferenças pontilhando trajetória pessoal e instantâneos da conjuntura de Argentina, Brasil, Espanha, França e Uruguai. Leia mais
3.3.2018 | por Valmir Santos
O branco é a cor predominante no espaço cênico das versões dos ex-combatentes do conflito entre argentinos e britânicos que Campo minado acolhe. Branco da página ou da tela preenchíveis pelas memórias impressas ou projetadas. Território no qual seis homens outrora beligerantes no front agora convivem, elaboram e recriam mutuamente suas histórias. O branco é também a acepção para o esquecimento súbito Leia mais
1.3.2018 | por Valmir Santos
“É preciso que a gente se diga na peça”. Foi com essa máxima que Cacá Carvalho estimulou os atores do Grupo Galpão ao trabalho de pesquisa nos primeiros ensaios de Partido (1999), convidado a dirigir a livre adaptação do romance O visconde partido ao meio, do cubano naturalizado italiano Ítalo Calvino (1923-1985). Leia mais
15.1.2018 | por Valmir Santos
A crítica e ensaísta Mariangela Alves de Lima nasceu em São Paulo há 70 anos, no bairro central da Bela Vista. Por volta dos 5 anos os pais se mudaram para Piracicaba, no noroeste paulista, onde frequentou escola pública fundada em 1897 e então denominada Instituto de Educação Sud Mennucci, homenagem ao professor, jornalista e crítico literário formado no mesmo estabelecimento. Aos 17, ela fez o trajeto de volta para cursar jornalismo na Escola de Comunicações e Artes, a ECA, da Universidade de São Paulo, também pública. Na metade do caminho migrou para a graduação em teatro com foco em teoria e margem para a prática da crítica – equivalente hoje ao Departamento de Artes Cênicas, o CAC. Leia mais
27.10.2017 | por Valmir Santos
Narrador de 12 anos sai de casa para comprar pão, na periferia leste da cidade, sofre abordagem abusiva de um policial e empreende fuga com fortes tintas de realismo fantástico. No centro, travestis e prostitutas são igualmente vítimas de perseguição durante a ditadura civil-militar em entrecho documental que não desbotou. Vide o que se passa noutra geografia mais difusa, onde homens e mulheres soam exasperados nos lugares de fala e discursos intolerantes.
As três peças selecionadas no edital da IV Mostra de Dramaturgia em Pequenos Formatos Cênicos, iniciativa do Centro Cultural São Paulo, pintam uma realidade cortante por meio das formas de violência – as dores físicas e morais – que traumatizam as relações interpessoais e sociopolíticas nos dias de hoje. Leia mais
17.10.2017 | por Valmir Santos
Diante da remontagem de Bispo (2001), solo do ator João Miguel, é possível raciocinar segundo o artista e pensador francês Antonin Artaud (1896-1948): “Tenho uma única preocupação: refazer-me!”.
A “refazenda” do também diretor baiano com a criação que o projetou nacionalmente mostra-se relevante por causa do percurso que esse artista inscreve nas entranhas da obra exibida pela primeira vez no início deste século, sob codramaturgia e codireção de Edgard Navarro, o inventivo cineasta conterrâneo (Eu me lembro, 2005). Leia mais
1.9.2017 | por Valmir Santos
Certos espetáculos permitem exercitar a livre associação com obras de outros tempos, mesmo se não as presenciamos. Sutil violento, da Companhia de Teatro Heliópolis (SP), por exemplo, reverbera inversamente Um grito parado no ar, de Gianfrancesco Guarnieri, encenada pela primeira vez em 1973, por Fernando Peixoto.
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26.6.2017 | por Valmir Santos
O ascensorista de Refluxo, Dário, pode ser lido como uma síntese do camponês e do guarda da parábola Diante da lei, que Franz Kafka escreve na forma de conto e depois incorpora ao romance O processo. Ao transcrever a obra ao cinema, Orson Wells transformou a parábola em prólogo. Leia mais