Menu

grupos

Histórico do Grupo XIX de Teatro, de São Paulo, integrado ao livro “Hysteria/Hyiene”, publicação independente lançada em 2007.

 

contracena

ruido_cascascontracenaCrítica de O ruído branco da palavra noite
Formada em 2000, a Companhia Auto-Retrato, de São Paulo, concebe um espetáculo devotado ao espírito de formação da modernidade russa, no início do século XX, com reverberações fundamentais para o artista do mundo atual. O resultado é uma experiência marcante da encenação entrelaçada a trechos de peças de Tchekhov ao cotidiano de ensaios, afetos e idiossincrasias de Stanislavski, Dantchenko, Meierhold e outros mestres.  

 

Leia mais

contracena

Reportagem especial para a Revista Cavalo Louco, publicação dos gaúchos do Ói Nóis Aqui Traveiz, edição do final de 2009. Um recorte da produção de teatro de rua no Brasil dos anos 2000, nem tanto à rima e nem tanto ao ruído. Foram entrevistados o diretor André Carreira, pesquisador da Universidade do Estado de Santa Catarina; a atriz Tânia Farias, integerante da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, grupo com mais de três décadas de atuação em Porto Alegre; e o ator Eduardo Moreira, do Grupo Gapão, cujo berço foram as praças do centro de Belo Horizonte, em 1982.

Prefácio

Para o livro “Borandá – auto do migrante”, organizado em 2004 pela Fraternal Companhia de Artes e Malas-Artes. Trata-se de iniciativa independente, um dos primeiros frutos editoriais ancorados pelo Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo. Reúne o processo de pesquisa e criação do espetáculo homônimo e a íntegra do texto de Luís Alberto de Abreu, obra com a qual venceu a categoria autor do Prêmio Shell de Teatro – São Paulo, edição de 2003.

revistas

Um recorte da temporada de 2009 sob a perspectiva de integrante da comissão do Prêmio da Cooperativa Paulista de Teatro naquele ano. De como o espectro de Heiner Müller ronda a cena de Frank Castorf, Companhia Teatro de Narradores e Companhia São Jorge de Variedades.

Clique no link abaixo para ler as páginas em PDF.

Prefácio

Para o livro  “A interatividade, o controle da cena e o público como agente compositor”, organizado em 2009 pela pesquisadora Margarida Gandara Rauen (Margie), um lançamento da Editora da Universidade Federal da Bahia (Edufba). A professora da Unicentro, no Paraná, contou com a colaboração de colegas da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Artes Cênicas (Abrace). Os nove capítulos abrangem a estética relacional ou tratam da participação do público em performances e outros tipos de eventos cênicos em galerias e espaços urbanos. Os co-autores são os artistas pesquisadores Ciane Fernandes e Wagner Lacerda, Cristiane Bouger, Henrique Saidel, Ismael Scheffler, Lígia Losada Tourinho, Luana Raiter e Pedro Diniz Bennaton (Erro Grupo), Margie Rauen, Maria Beatriz de Medeiros, Stela Regina Fischer e Manuela Afonso (Opovoempe). O livro inclui ainda textos dos pesquisadores Christine Greiner (PUC-SP) e Stephan Baumgärtel (Udesc).

Para ler  o texto completo, faça dowload do arquivo abaixo.

O Diário de Mogi

O Diário de Mogi, sem data. Caderno A – capa

 

VALMIR SANTOS

 

O espírito da brincadeira em “Nas Trilhas da Transilvânia”, o esboço, um ano atrás, está presente no primeiro ato de “Drácula e Outros Vampiros”, título da montagem agora em cartaz em São Paulo. Antunes Filho, aos 67 anos, libera sua verve juvenil no novo espetáculo.

Com um elenco repleto de adolescentes, a sensação é de que estamos acompanhando um bando de estudantes aprontando das suas num playground de horror e riso.

De fato, na primeira parte, com exceção do transe efêmero provocado pela vibração dos movimentos dos atores, adaptado de uma dança de Bali (kecak), não há indícios de um trabalho do qual o público assimile imediatamente se tratar da assinatura do diretor, um mestre da cena brasileira.

Um Antunes surpreendente e aventureiro é o que desponta nesta montagem do Centro de Pesquisa Teatral (CPT). A começar pelo peso do tratamento visual em cena. Parênteses para a equipe de J.C. Serroni, com um cenário entranhado no mito do vampiro, sobretudo nas texturas. Idem para o tratamento de sombra na iluminação de Davi de Brito.

No início, muito gelo seco ao som de Black Sabbath. A competente trilha sonora de Raul Teixeira é crucial nas passagens em que a atmosfera, a instalação do clima (gótico ou passional, com direito a tango), importa mais do que propriamente o jogo interpretativo.

Sim, o ator que Antunes sempre colocou em primeiro plano, surge aqui diluído. O álibi talvez fique por conta da safra de novatos, a maioria com “bagagem” de apenas quatro meses de CPT.

Resta a investida no coletivo, na “coreografia” de palco que o diretor domina muito bem. O deslocamento dos coros (Mortos-Vivos, Comitê de Recepção e Dracula’s Club, por exemplo) se dá harmoniosamente no espaço cênico.

Antunes inverte a expectativa para trazer à tona o “trash” que assume em sua formação. Permite-se revelar um outro lado criador – mais anárquico, por que não? É escancarado o ar patético com o qual constrói o Drácula interpretado por Eduardo Cordobhess. Um Drácula palhaço.

No segundo ato, volta o encenador-cabeça. E “Drácula e Outros Vampiros” diz a que veio. Entra em cena a metáfora da burguesia sanguessuga e da direita extremista que avança à beira do próximo milênio. A síntese do espetáculo demora, mas aparece: a cena em que Drácula é convertido em Hitler, emoldurado no esquife, discursando raivosamente. A intolerância está na ordem do dia.

Mas não é o arremate antuniano que se esperava. Apesar das várias citações (o coreógrafo Kurt Jooss, a cineasta Leni Riefenstahl, o escritor Baudelaire), a peça resulta uma metáfora pálida. Nem Sepultura, ao final, dissimula a frustração. A concepção da montagem que fruía na cabeça de Antunes quando da conversa com os jornalistas, na véspera da estréia, prometia mais encantamento e fúria.

 

DRÁCULA E OUTROS VAMPIROS – Concepção e direção: Antunes Filho. Com Grupo Macunaíma (Lulu Pavarin, Geraldo Mário. Ludmila Rosa e outros). Quarta a sábado, 21h; domingo, 19h. TEATRO SESC ANCHIETA  (rua Doutor Vila Nova, 245, Vila Buarque, tel. 256-2281). R$ 16,00 e R$ 20,00 (sábado). 75 minutos

Quem assistiu ao espetáculo “Brincante”, que fez temporada em São Paulo ano passado e agora está em cartaz no Rio de Janeiro, conferiu um dos trabalhos mais bonitos do teatro nacional contemporâneo. O pernambucano Antônio Nóbrega encantou com a brasilidade mostrada no palco: um cadinho do folclore nordestino em meio à dura realidade de um povo, acostumado a sobreviver combatendo principalmente a fome.
“Brincante” já se mostrava com potencial religioso. O personagem de Nóbrega, o funâmbulo Tonheta, antes de mais nada, tinha fé na alegria de viver. O amor lhe movia montanhas. Um dos responsáveis pelo sucesso de “Brincante”, o artista plástico Romero de Andrade Lima, autor do belo cenário, agora brinda o público com uma montagem própria, “Auto da Paixão”, onde mistura teatro, artes plásticas e canto.
A idéia de “Auto da Paixão” surgiu quando Lima teve de criar uma encenação para a vernissage de uma exposição sua, realizada em maio. As três noites de apresentação se transformaram em sete, por causa da grande procura. Limam, então, decidiu montar uma companhia com As Pastorinhas, um coro formado por 12 meninas.
Elas percorrem 12 retábulos/esculturas de lima que representam a Paixão de Cristo, com narração (feita pelo próprio autor) e cânticos sobre a vida de Jesus. O espetáculo recria procissões, reisados e pastoris, resgatando o espírito da festa popular nordestina, combinando sagrado e profano.
“Auto da Paixão” é como uma procissão. O público acompanha o coro que percorre as obras de Lima, instaladas em pontos diferentes do galpão Brincante, uma cria de Nóbrega, em plena Capital. Guardadas as devidas proporções, a polêmica peça encenada na Igreja Santa Ifigênia.
O espetáculo de Romero de Andrade Lima só é prejudicado pelo excesso de espectadores. As cem pessoas tornam a movimentação das pastorinhas um tanto tensa. A cada cena, elas são obrigadas a se espremer entre o público para se deslocar.
Ademais, “Auto da Paixão” é um deleite para olhos e alma. O repertório é composto de toadas populares que Lima escutava na casa do tio Ariano Suassuna, mentor do movimento Armorial na década de 70. O clima barroco (cenários, iluminação, figurino) transporta a um estado delicado do ser, a uma contemplação do divino de perto. Um espetáculo imperdível.
Auto da Paixão – De Romero de Andrade Lima. Com As Pastorinhas. De quinta a sábado, 21h; domingo, 20h. Cr$ 200 mil (quinta a sábado) e Cr$ 250 mil (domingo). Teatro Brincante (rua Purpurina, 428, tel. 816-0575). Até dia 15 de agosto.

sobre

sobre

4.3.2010  |  por Valmir Santos

Esta casa saúda e inverte um pouco a premissa do Teatro Jornal, o conjunto de técnicas que Augusto Boal e atores do Teatro de Arena “editaram” na São Paulo de 1970.


Os artistas escolhiam uma informação do jornal do dia para lê-la em cena e despertar o senso crítico do espectador. Era mais ou menos isso, sob ditadura.

Espectador da vez, Valmir Santos, repórter de teatro desde 1990, deseja ler a cena nos tempos que correm e compartilhar reflexão, prazer e informação.
 

Boas-vindas.

outono de 2010

valmirsantosostronconenses 

Prefácio

[Prefácio ao livro Esumbaú, Pombas Urbanas! – 20 anos de uma prática de teatro e vida, da jornalista Neomisia Silvestre. São Paulo: Instituto Pombas Urbanas, 2009, p. 9-13; projeto gráfico Sato > casa da lapa; revisão Dórica Krajan; 144 p.]

 

Voar? Mas eu não sei voar. O que eu faço é brincar com o vento. (…)

Onde quer que eu caia,uma outra criança irá me colocar no céu,

porque aqui é o meu lugar. Solta a linha!

A personagem Pipa em Ventre de lona, de Lino Rojas

 

Num piscar de séculos, a aldeia indígena, uma terra boa para a agricultura nas várzeas do Rio Tietê, transformou-se em chão para milhares de migrantes nordestinos que viram o céu coberto pela fumaça amarela do enxofre da fábrica. Crescido às custas da industrialização, o bairro de São Miguel Paulista contava 367 anos de história oficial, pós-colonização e catequese pelos brancos, quando o Grupo Pombas Urbanas bateu asas ali, em 1989, como fruto da perseverança do ator, diretor e dramaturgo Lino Rojas. Filho de mãe descende justamente de índios do planalto peruano, ele vivia no Brasil havia 14 anos quando fora cativado pela disponibilidade nata de jovens da região em seus primeiros passos para jogar com essa arte. De fato, certa ancestralidade atravessa a formação do coletivo e serve de base às abordagens conceituais e temáticas dos seus espetáculos, além de orientar a lida e a vida em comunidade. Trata-se de um projeto artístico singular firmado na pororoca do Teatro de Grupo na cidade, a partir dos anos 1990, em paralelo a outros pares que descentralizaram a geografia cênica e redimensionaram a face social do Teatro em São Paulo e em outras partes do Brasil.

Leia mais

especialização

Esta monografia configura-se como um estudo de caso sobre as críticas publicadas em torno do espetáculo Apocalipse 1,11, criação do Núcleo de Pesquisa Teatro da Vertigem, encenado em São Paulo entre 1999 e 2000. São analisados artigos veiculados pela imprensa escrita (jornais e revistas) ou pela rede mundial de computadores, a Internet, com o objetivo de encontrar bases para um recorte das dificuldades do exercício da crítica no Jornalismo Cultural praticado nas capitas de São Paulo e Rio de Janeiro, entre o final dos anos 90 e este início de nova década e milênio. O documento constata um distanciamento do crítico contemporâneo diante de montagens que se utilizam de linguagens à margem da convenção do espaço ou da dramaturgia, por exemplo. O crítico precisa ler o seu próprio corpo antes de interpretar aquilo que lhe é expressado em cena. Do contrário, sobrepõem-se ruídos ao diálogo.

Abaixo, disponível para download, o estudo completo.