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Crítica Militante

Parte I – Esboço histórico

A contemplação da perda de uma força civilizatória não deixa de ser civilizatória a seu modo. Durante muito tempo tendemos a ver a inorganicidade, e a hipótese de sua superação, como um destino particular do Brasil. Agora ela e o naufrágio da hipótese superadora aparecem como o destino da maior parte da humanidade contemporânea, não sendo, nesse sentido, uma experiência secundária.[1]

Um fenômeno interessante e recorrente na história da crítica teatral no Brasil é a ideia de um esperado ou renovado surgimento do “verdadeiro” teatro brasileiro[2]. De José de Alencar a Décio de Almeida Prado, passando pelo projeto iniciado por Alcântara Machado nos anos 20 e 30, a crítica esteve sempre a atestar, de acordo com a visão em voga em cada época, o nascimento de um caminho novo e promissor Leia mais

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Entre as muitas atividades do catarinense, radicado no Paraná, Manoel Carlos Karam (1947-2007), estão as de autor e de diretor teatral. Como dramaturgo, escreveu mais de vinte peças ao longo dos anos 1970. É sobre essa atividade que pretendo me deter neste breve ensaio, debruçando-me mais especificamente sobre a peça Duas criaturas gritando no palco, uma vez que ela contém muitos elementos que ressurgem em outros textos dramatúrgicos do escritor. Leia mais

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A lista de escritores e artistas cubanos reconhecidos internacionalmente por seus trabalhos é grande e contempla desde escritores como José Lezama Lima, Guillermo Cabrera Infante e Severo Sarduy a perfomers ousadas como Ana Mendieta e Tania Bruguera. Com a retomada das relações diplomáticas entre Cuba e Estados Unidos, imagina-se que outros artistas de grande importância, mas que foram de certa forma obscurecidos pelo regime castrista, virão à tona.

Esse, parece-me, será o caso do romancista, dramaturgo e poeta Virgilio Piñera (1912 -1979), um dos escritores mais originais de Cuba Leia mais

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As relações entre o dramaturgo inglês William Shakespeare (1564-1616) e o pensador francês Michel de Montaigne (1533-1592), autor dos Ensaios, evidenciam-se em passagem breve, mas significativa, da comédia A tempestade, uma das últimas obras de Shakespeare, datada de 1611.[i] Os dois escritores prefiguram uma consciência política moderna, com os valores éticos a ela associados. Leia mais

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Em 2014, o espetáculo A velha, uma adaptação do conto de mesmo nome do escritor russo Daniil Kharms (1905-1942), dirigido por Robert Wilson, chegou ao Brasil [1] e ajudou a dar visibilidade a um dos principais nomes da vanguarda russa dos anos 1930. Leia mais

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No ambiente nacional de declínio público, os problemas dos festivais de teatro vêm sistematicamente à tona. Para terminar com os enigmas insolúveis e quebra-cabeças mágicos que envolvem mostras de caráter continuado é necessária uma reflexão Leia mais

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Uma narrativa sobre o Teatro de Grupo na América Latina, como convida a presente edição da Cavalo Louco [ver nota de rodapé], talvez pudesse ser traçada por meio da memória dos espetáculos vivenciados por este espectador, à maneira de acenos de um panorama transcorrido desde o final da década de 1980 até os dias de hoje. Leia mais

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Em 1968, o norte-americano Richard Foreman (1937), um dos mais importantes dramaturgos contemporâneos, fundou o Teatro Ontológico-Histérico (Ontological-Hysteric Theater) e pôs em prática as suas ideias sobre o teatro, que, para ele, não deveria ser um espaço de confrontação, de emoção e de ideias, mas sim um local de experiências, ou melhor, de suas próprias experiências mentais. Leia mais

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São muitas as peculiaridades deste Repertório [em cartaz no Sesc Vila Mariana, São Paulo, de 5/11/2015 a 30/1/2016]. Ele combina um clássico constante nos palcos brasileiros a outro raramente montado entre nós. Atores de diferentes gerações e estilos desdobram-se em múltiplos papeis. Jogo de cintura que também é exigido do diretor Ron Daniels e seus colaboradores. Leia mais

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Em Nova York

Em outubro deste ano, na Brooklyn Academy of Music (BAM), tive a oportunidade de assistir a Umusuna: memories before history, espetáculo de uma das maiores companhias de dança butoh do Japão, Sankai Juku, fundada pelo coreógrafo Ushio Amagatsu, em 1975. Leia mais