3.4.2015 | por Rafael Duarte
Proibido para menores de 16 anos, o mais novo espetáculo do Clowns de Shakespeare deveria estender sua restrição a todo e qualquer representante da tradicional família brasileira. A menos que estejam todos dispostos a enfrentar um necessário debate sobre os valores humanos, sociais e políticos levados diariamente de casa para o meio da rua ou fazendo o caminho inverso. Leia mais
Com espaço de relevo na grade do Festival de Curitiba, os espetáculos internacionais selecionados desdobram-se para mirar diversas manifestações de poder. No caso do espanhol A house in Asia, a abordagem é mais direta, observando a caçada norte-americana ao terrorista Bin Laden. As situações de demonstração de força e opressão, contudo, podem adquirir formas muito mais veladas. E complicadas de serem debatidas às claras, como demonstra a criação Double rite, apresentada no Teatro Guairinha no fim de semana. Leia mais
Uma das sete estreias nacionais previstas para o Festival de Teatro de Curitiba deste ano, Post scriptum é o novo espetáculo do dramaturgo e diretor Samir Yazbek. Atualmente em cartaz em São Paulo com uma remontagem de O fingidor – título que o revelou em 1999 e permanece como seu maior sucesso -, Yazbek trouxe à mostra paranaense um texto em que volta a explorar um tema que pontua seu percurso: sua origem de imigrante árabe. Leia mais
31.3.2015 | por Helena Carnieri
O Festival de Teatro entra na segunda semana com experimentalismo. Na mostra principal, os monólogos Oe, Surfacing e Meu Saba prometem trazer visões artísticas únicas numa roupagem inovadora. A paralela Fringe, tradicionalmente um espaço dedicado a novas abordagens cênicas, traz sucessos da cena alternativa de 2014 e estreias. Há muitas peças vindo de fora e a Gazeta do Povo falará delas nos próximos dias. Leia mais
28.3.2015 | por Kil Abreu
O VII Festac – Festival Nacional de Teatro do Acre apresentou em uma mesma sequência dois espetáculos de mamulengo que além de deliciosas horas de gargalhadas renderam exemplos de como a cena popular pode ser/é exemplar quando se pensa em formas para a teatralidade viva (o que supõe que haja um teatro morto, e há mesmo). Enraizado no mundo ordinário para saltar para além dele, o mamulengo não tem – e não quer ter – outra saída senão essa mesma, a de explorar por meio da animação de bonecos o acidente e o burlesco da vida através de uma filosofia chã, absolutamente material, em que os objetos postos à reflexão são reconhecidos imediatamente porque inspirados nos tipos humanos e nas formas da sociabilidade que conhecemos bem. Como dizia Hermilo Borba Filho no seu fundamental Fisionomia e espírito do mamulengo, “é a nossa exclusiva forma de espetáculo total, onde o boneco é o personagem integral e o público um elemento atuante”. Leia mais
26.3.2015 | por Helena Carnieri
Os dois espetáculos da Espanha que serão apresentados durante o Festival de Teatro carregam um forte teor político, tanto no conteúdo quanto na forma de trabalhar. Leia mais
26.3.2015 | por Afonso Nilson
Em segurança, mas com acesso restrito ao público, as obras do artista e pesquisador Franklin Cascaes (1908-1983) descansam em museus e institutos que mantêm a guarda do acervo. Quanto à memória deste que foi o maior pesquisador da cultura açoriana em Santa Catarina, seu nome permanece limitado a especialistas, historiadores e talvez a curiosos que se perguntem quem foi o homem que dá nome à fundação de cultura de Florianópolis. Nesse contexto, é louvável a iniciativa da Cia. Aérea de Teatro que, com recursos do prêmio Elisabete Anderle 2013, conseguiu abordar em um espetáculo teatral a extensa obra de Cascaes de maneira abrangente e concisa. Leia mais
O maior evento teatral do Brasil começa hoje e segue até o dia 5 de abril. Em sua 24ª edição, o Festival de Curitiba continua a manter a proposta e os números superlativos que o caracterizam desde sua criação. Serão 29 espetáculos, entre eles sete estreias nacionais. E a mostra oficial permanece como uma vitrine do que se passa nos palcos do País – especialmente no eixo Rio-São Paulo. Leia mais
24.3.2015 | por Helena Carnieri
Quando um escritor estimado deixa algum texto inacabado, pode ter certeza de que muita gente irá se concentrar nele. A curiosidade em torno do que aquilo poderia ter sido estimula adaptações, como acontece com a peça sem desfecho conhecida como Material Fatzer, escrita em fragmentos entre 1926 e 1931 por Bertolt Brecht. Entre outros, o conceituado dramaturgo Heiner Müeller fez uma versão que completa a obra, que ele chamou de O declínio do egoísta Johann Fatzer. Leia mais
23.3.2015 | por Valmir Santos
Na Marcha Republicana que levou cerca de quatro milhões às ruas de Paris em 11 de janeiro passado, um domingo, a companhia Théâtre du Soleil participou com sua conhecida intervenção artística ancorada na figura de uma marionete enorme. A boneca costuma representar a Justiça em evoluções manipuladas por atuadores através de hastes que a mantêm nas alturas, como se viu em 2011 na Praça Syntagma, em Atenas, em frente ao Parlamento grego, quando o povo reagiu ao pacote de austeridades do governo. Leia mais