1.6.2014 | por Beth Néspoli
Ao contrário do que pode sugerir o título – Dizer o que você não pensa em línguas que você não fala – a encenação dirigida por Antônio Araújo na Bélgica ultrapassa a questão da babel de idiomas e do atrito entre culturas. Com atores brasileiros, belgas e franceses integrando o elenco, trata-se de uma coprodução entre o Festival de Avignon, da França, e o Teatro Nacional de Bruxelas, cidade onde o espetáculo estreou há seis dias para curta temporada. Se, em cena, diferentes línguas efetivamente se fazem ouvir – francês, inglês, flamengo, português e suaíli (falado por povos da costa leste africana) –, o que está em jogo de fato são os discursos historicamente construídos. Desde os ideológicos aos religiosos, passando pelos amorosos. Os territórios culturais instáveis que propiciam o surgimento de vozes desencontradas, assim como seu emudecimento ou amplificação, estão no cerne da obra multissensorial e deambulatória – marca de identidade da linguagem do Teatro da Vertigem e cujo ponto de partida temático é a crise financeira europeia e sua interferência no modo como a vida das pessoas se organiza. Leia mais
1.6.2014 | por Michele Rolim
Vida e obra de compositores são temas inspiradores para a criação de musicais. Tim Maia, Cazuza, Elis Regina e Cássia Eller são alguns dos nomes cujas trajetórias passaram ou estão no palco. No ano do centenário de nascimento de Lupicínio Rodrigues (1914-1974), chegou a vez de o compositor gaúcho ganhar uma montagem na Capital. A peça Lupi, o musical – Uma vida em estado de paixão, com direção e texto de Artur José Pinto, estreia neste sábado (31) no Theatro São Pedro, em Porto Alegre. Leia mais
1.6.2014 | por Daniel Schenker
O público carioca está tendo a oportunidade de entrar em contato com a dramaturgia do inglês Mike Bartlett por meio de duas montagens, Cock – Briga de galo, em cartaz no Teatro Poeira, e Contrações, em temporada no Teatro III do Centro Cultural Banco do Brasil. A partir desses dois textos, dados gerais, tanto no âmbito estrutural quanto no temático, sobressaem logo de início: na primeira esfera, a tendência a priorizar frases curtas e poucos personagens; na segunda, o destaque ao aumento da pressão sobre um personagem, que faz com que a ação evolua rumo a um clímax. Leia mais
30.5.2014 | por Fernando Marques
Ultrapassei algumas dificuldades para chegar ao Teatro II, no Centro Cultural Banco do Brasil, em Brasília, dia desses, uma sexta-feira. Minha culpa, minha máxima culpa. Naquela sala está em cartaz, até o próximo domingo, o espetáculo Extraordinário, com o qual o Teatro do Concreto comemora seus dez anos de atividades. O texto é de Vinícius Souza e a direção, de Francis Wilker. Leia mais
30.5.2014 | por Fábio Prikladnicki
O 9º Festival Palco Giratório Sesc/POA encerrou no domingo (25/5), após três semanas de programação. As leituras dos espectadores sobre as tendências que apareceram no evento dependem da grade que cada um programou para si. Os espetáculos a que assisti mostraram uma renovação do teatro político com a busca de dramaturgias brasileiras – ou estrangeiras bastante adaptadas. No esforço de dialogar com a realidade social, o particular se sobressai ao universal, o que é uma boa notícia, já que a categoria do universal sempre foi uma construção ideológica. Seria equivocado atribuir esse fenômeno às manifestações de junho de 2013, já que diversas peças foram criadas anos antes. É mais provável se tratar de uma feliz coincidência. Leia mais
28.5.2014 | por Maria Eugênia de Menezes
O teatro norte-americano do século 20 é pródigo em exemplos de autores que transmutaram suas experiências biográficas em material para o palco. Em Longa jornada noite adentro, Eugene O’Neill abordou questões cruciais de sua vida familiar, recriando seus pais nas figuras de James e Mary Tirone. Tennessee Williams também revisitou o passado. Tanto em À margem da vida quanto em Um bonde chamado desejo encontramos delineada a figura da irmã do escritor, Rose. Com Edward Albee não foi diferente. Leia mais
28.5.2014 | por Miguel Anunciação
Talvez não proceda a afirmação que a nova equipe de curadoria do FIT-BH (Cássio Pinheiro, Jefferson da Fonseca e Geraldo Peninha) não possua experiência, qualificações e boas intenções o bastante para encabeçar um evento de tal magnitude. Tudo na vida começa em algum lugar, em algum estágio. Mas parece não restar dúvidas que a edição do festival de maior relevância na cidade – em se tratando das artes cênicas – frustrou expectativas em demasia. Comparada às edições anteriores, gerou bem mais desagrados que satisfações. Leia mais
27.5.2014 | por Beth Néspoli
São cerca de 15h aqui em Bruxelas, cinco à frente do horário de Brasília. Na sala central do prédio da Bolsa de Valores o diretor Antônio Araújo e o ator Roberto Audio conversam sobre o espetáculo Dire ce qu’on ne pense pas dans des langues qu’on ne parle pas (Dizer o que você não pensa em línguas que você não fala), criação do Teatro da Vertigem que estreia logo mais, às 20h15 daqui (15h15 aí), tendo os espaços internos e externos desse edifício como palco. Leia mais
27.5.2014 | por Maria Eugênia de Menezes
Uma máscara não é só uma máscara. Para Enrico Bonavera, cada uma delas pode trazer em si a porta que dá acesso a um outro mundo. Algum lugar onde as palavras podem ser suprimidas, onde o rosto do ator se apaga para que todo o seu corpo possa falar. Leia mais
A partir de hoje, o Grupo Teatro Invertido apresenta seu trabalho mais recente, Os ancestrais, em temporada de duas semanas na Caixa Cultural São Paulo. Em abril de 2013, dois meses após a estreia na sede do núcleo, em Belo Horizonte, a peça escrita e dirigida por Grace Passô (ex-grupo Espanca!) teve sessão única na cidade dentro da programação da 8ª Mostra Latino-Americana de Teatro de Grupo, organizada pela Cooperativa Paulista de Teatro. Leia mais