Menu

Publicações com a tag:

“Fernanda Maia"

Assine nossa newsletter

Publicações com a tag:

“Fernanda Maia"

Crítica

Árido e real é o território em que o dramaturgo pernambucano Newton Moreno colheu os fios com os quais tramou as asas das mulheres rebeladas na fábula As cangaceiras, guerreiras do sertão, dirigida por Sergio Módena. Nesse musical que subverte o papel do feminino no cangaço, o rigor da pesquisa documental constrói uma plataforma segura para que a ficção voe alto sem descuidar do arsenal pesado de contradições sociais e humanas envolvido no fenômeno do surgimento de agrupamentos nômades de sertanejos armados, em parte da região Nordeste do país, em fins do século XIX e início do XX.

Leia mais

Crítica

A alegria crítica

12.7.2018  |  por Kil Abreu

O rei da vela é, como as pessoas do teatro costumam tratá-la, uma peça avançada para os anos 30 do século passado, se o ponto de vista for o da invenção estética. Nela Oswald de Andrade costura de maneira inusual para os modelos dramatúrgicos da época, em traços grossos e em dialética carnavalesca, o momento de passagem dos lugares de poder, da tradicional família rural brasileira, já falida, para as dinâmicas do capital financeiro então nascente, em termos de hegemonia econômica. É o teatro politico e experimental de um autor atento à necessidade de traduzir em forma nova uma realidade em profundo processo de mudança.  Leia mais

Nota

O musical Judas em sábado de aleluia vai na contramão das superproduções do gênero importadas e se propõe a levar à cena uma brasilidade genuína unindo a dramaturgia do primeiro comediógrafo do país, o diplomata carioca Luís Carlos Martins Pena, cujo bicentenário de nascimento será lembrado em 2015, e as músicas da compositora e maestrina também carioca Francisca Edwiges Neves Gonzaga, a Chiquinha Gonzaga (1847-1935). Leia mais

Reportagem

Ou você poderia me beijar vem contar uma história cada vez mais rara, mas não incomum. Poderia ter acontecido com seus avós. Ou seus pais. Depois de 60 anos de união, um casal precisa aprender a se separar. Um deles está doente. Não demora muito a morrer. E a presença do Mal de Alzheimer, que mina as memórias desse que vai embora, só torna a despedida mais penosa. Leia mais