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“Fernanda Maia"

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“Fernanda Maia"

Encontro com Espectadores

A atriz Denise Fraga e o diretor Luiz Villaça participaram do 35º Encontro com Espectadores, sob mediação da jornalista Beth Néspoli. Um público diversificado lotou a Sala Vermelha do Instituto Itaú Cultural, apoiador da ação realizada por este site de crítica Teatrojornal – Leituras de Cena. O espetáculo em foco, Eu de você, finalizava sua primeira temporada no Teatro Vivo e, na ocasião, nenhum dos presentes poderia imaginar que seria uma das últimas edições do EE, em 24 de novembro de 2019. Ou seja, antes de um longo e até hoje indeterminado período de suspensão devido à pandemia provocada pelo novo coronavírus. O teor da conversa derivada do solo, em especial no que diz respeito à valorização da arte, ganhou ainda mais pertinência nesses tempos de isolamento social.

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Encontro com Espectadores

Quarenta anos após a estreia da primeira montagem de Vem buscar-me que ainda sou teu (1979), tragicomédia musical em quatro partes e 21 cenas, como a definiu Carlos Alberto Soffredini (1939-2001), novas gerações entraram em contato com o texto por meio de sua filha, Renata Soffredini, que dirigiu o espetáculo em 2019. Ela e a atriz protagonista Bete Dorgam conversaram com a jornalista e crítica Maria Eugênia de Menezes e com a plateia do Encontro com Espectadores acerca da obra centrada na arte do circo-teatro.

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Crítica

Arte em tempos de cólera

23.11.2019  |  por Beth Néspoli

“O que a poeta valorizava sobremaneira era a vida comum, na qual sempre encontrava motivo para assombro”, escreve Regina Przybycien no prefácio do livro Amor sem fim que reúne poemas da polonesa Wislawa Szymborska (1923-2012). O comentário dá uma pista sobre o que motiva a escolha de alguns dos versos dessa escritora, premiada com o Nobel de Literatura em 1996, para integrar a dramaturgia do solo Eu de você, da atriz Denise Fraga, dirigido por Luiz Villaça. A coleta de histórias reais a partir de uma convocação em diferentes mídias está na gênese desse espetáculo no qual elas surgem fragmentadas, editadas e entrelaçadas a poesias, trechos de romances e canções.

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Crítica

O santista Carlos Alberto Soffredini (1939-2001) parecia bastante consciente ao confrontar a matéria da desilusão na tragicomédia Vem buscar-me que ainda sou teu. Ele já antecipava: “Este trabalho é o resultado de um contato sincero com o artista ambulante. Fui lá procurando a essência da linguagem teatral brasileira. E encontrei pessoas. Procurando as ideias, encontrei a vida. Não dedico esta peça a eles porque eles jamais a lerão. E, se a lessem, não se interessariam por montá-la. E eles sabem o que fazem”.

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Crítica

Árido e real é o território em que o dramaturgo pernambucano Newton Moreno colheu os fios com os quais tramou as asas das mulheres rebeladas na fábula As cangaceiras, guerreiras do sertão, dirigida por Sergio Módena. Nesse musical que subverte o papel do feminino no cangaço, o rigor da pesquisa documental constrói uma plataforma segura para que a ficção voe alto sem descuidar do arsenal pesado de contradições sociais e humanas envolvido no fenômeno do surgimento de agrupamentos nômades de sertanejos armados, em parte da região Nordeste do país, em fins do século XIX e início do XX.

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Crítica

A alegria crítica

12.7.2018  |  por Kil Abreu

O rei da vela é, como as pessoas do teatro costumam tratá-la, uma peça avançada para os anos 30 do século passado, se o ponto de vista for o da invenção estética. Nela Oswald de Andrade costura de maneira inusual para os modelos dramatúrgicos da época, em traços grossos e em dialética carnavalesca, o momento de passagem dos lugares de poder, da tradicional família rural brasileira, já falida, para as dinâmicas do capital financeiro então nascente, em termos de hegemonia econômica. É o teatro politico e experimental de um autor atento à necessidade de traduzir em forma nova uma realidade em profundo processo de mudança.  Leia mais

Nota

O musical Judas em sábado de aleluia vai na contramão das superproduções do gênero importadas e se propõe a levar à cena uma brasilidade genuína unindo a dramaturgia do primeiro comediógrafo do país, o diplomata carioca Luís Carlos Martins Pena, cujo bicentenário de nascimento será lembrado em 2015, e as músicas da compositora e maestrina também carioca Francisca Edwiges Neves Gonzaga, a Chiquinha Gonzaga (1847-1935). Leia mais