2.2.2018 | por Teatrojornal
Todos os integrantes da Companhia do Feijão estiveram presentes no Ágora Teatro na noite da 9ª edição do Encontro com o Espectador, no dia 24 de abril de 2017, para uma conversa em torno do espetáculo DaTchau – Rumo à estação GrandeAvenida, por meio do qual o grupo aborda as manifestações de 2013 no Brasil e seus desdobramentos políticos. O debate, porém, abarcou também outras montagens, como Mire veja, Nonada e Manuela, dessa trupe paulistana que, neste ano de 2018, celebra 20 anos de fundação. Leia mais
26.1.2018 | por Teatrojornal
No texto que se segue, o leitor pode acompanhar o diálogo entre os críticos Valmir Santos e Beth Néspoli com o ator Emanuel Aragão sobre o solo Hamlet – Processo de revelação, espetáculo escolhido para participar do 8º Encontro com o Espectador, ação do site Teatrojornal – Leituras de Cena, realizado no Ágora Teatro, em março de 2017. Leia mais
20.1.2018 | por Teatrojornal
Acompanhe o diálogo editado da 7ª edição do Encontro com o Espectador ocorrida em 30 de janeiro de 2017, no Ágora Teatro, em São Paulo, com o ator Cacá Carvalho e o cenógrafo, figurinista e aqui coordenador artístico Márcio Medina. Eles conversaram com o público e os críticos Welington Andrade, da revista Cult, e Valmir Santos, deste Teatrojornal, em torno do solo A próxima estação – um espetáculo para ler, que cumpriu temporada no Sesc Pinheiros de 10 de novembro a 17 de dezembro de 2016. Leia mais
15.1.2018 | por Valmir Santos
A crítica e ensaísta Mariangela Alves de Lima nasceu em São Paulo há 70 anos, no bairro central da Bela Vista. Por volta dos 5 anos os pais se mudaram para Piracicaba, no noroeste paulista, onde frequentou escola pública fundada em 1897 e então denominada Instituto de Educação Sud Mennucci, homenagem ao professor, jornalista e crítico literário formado no mesmo estabelecimento. Aos 17, ela fez o trajeto de volta para cursar jornalismo na Escola de Comunicações e Artes, a ECA, da Universidade de São Paulo, também pública. Na metade do caminho migrou para a graduação em teatro com foco em teoria e margem para a prática da crítica – equivalente hoje ao Departamento de Artes Cênicas, o CAC. Leia mais
8.11.2017 | por Kil Abreu
Vau da Sarapalha é espetáculo do Piollin Grupo de Teatro. Estreou em 1992 em João Pessoa (PB), fez carreira internacional e foi apresentado em mais de 40 cidades. É considerada ainda hoje uma das montagens mais importantes quanto a uma aproximação possível do universo de Guimarães Rosa no contexto da cena contemporânea. Esta aproximação, no entanto, tem menos a ver com o respeito aos termos da literatura enquanto tal e mais com a transfiguração, em ato artístico autônomo, da narrativa roseana. Leia mais
30.10.2017 | por Kil Abreu
Ó doce irmã, o que você quer mais?
Eu já arranhei minha garganta toda
Atrás de alguma paz.
Agora, nada de machado e sândalo.
Você que traz o escândalo,
Irmã-luz
(Caetano Veloso, Escândalo)
Em Belo Horizonte
É sem dúvida um tempo novo. E é do olho do furacão, em uma época de notável violência contra o humano, que o palco brasileiro vai comportando as novas representações que os sujeitos sociais afirmam. A criação coletiva do grupo Rainha Kong para O bebê de tarlatana rosa, conto homônimo do carioca João do Rio (1881-1921), confirma esse raciocínio. Leia mais
27.10.2017 | por Valmir Santos
Narrador de 12 anos sai de casa para comprar pão, na periferia leste da cidade, sofre abordagem abusiva de um policial e empreende fuga com fortes tintas de realismo fantástico. No centro, travestis e prostitutas são igualmente vítimas de perseguição durante a ditadura civil-militar em entrecho documental que não desbotou. Vide o que se passa noutra geografia mais difusa, onde homens e mulheres soam exasperados nos lugares de fala e discursos intolerantes.
As três peças selecionadas no edital da IV Mostra de Dramaturgia em Pequenos Formatos Cênicos, iniciativa do Centro Cultural São Paulo, pintam uma realidade cortante por meio das formas de violência – as dores físicas e morais – que traumatizam as relações interpessoais e sociopolíticas nos dias de hoje. Leia mais
18.10.2017 | por Bob Sousa
No espaço teatral vazio, ainda sem público, atriz, diretora e equipe técnica iniciam os preparativos para mais um mergulho cênico. É nessa ambientação que chego, numa tarde de quinta-feira, empenhado em registrar o ensaio de Enquanto ela dormia, texto de Carol Pitzer, atuação de Lucienne Guedes e direção de Eliana Monteiro. O espetáculo abarca o universo feminino, seus traumas e memórias. E é a partir desse jogo entre atriz e fotógrafo que a caixa cênica – instalação vazada e claustrofóbica – dialoga com a caixa preta fotográfica. Quem irá capturar o outro primeiro? Em cartaz no Mezanino do Centro Cultural Fiesp até dia 22/10.
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17.10.2017 | por Valmir Santos
Diante da remontagem de Bispo (2001), solo do ator João Miguel, é possível raciocinar segundo o artista e pensador francês Antonin Artaud (1896-1948): “Tenho uma única preocupação: refazer-me!”.
A “refazenda” do também diretor baiano com a criação que o projetou nacionalmente mostra-se relevante por causa do percurso que esse artista inscreve nas entranhas da obra exibida pela primeira vez no início deste século, sob codramaturgia e codireção de Edgard Navarro, o inventivo cineasta conterrâneo (Eu me lembro, 2005). Leia mais
25.9.2017 | por Beth Néspoli
Numa mesa de bar conversam Peixoto e Edgard: “Você está alto, eu estou alto, hora de rasgar o jogo, de tirar todas as máscaras: você é o que se chama de mau caráter?” São essas as primeiras palavras da peça Bonitinha, mas ordinária, de Nelson Rodrigues. Ao longo do diálogo a pergunta se desdobra: “Você quer subir na vida? É ambicioso? O que você faria para ficar rico?
É possível dizer que as mesmas indagações, em outros termos, detonam a ação da peça A visita da velha senhora, do suíço Friedrich Dürrenmatt (1921-1990), em cartaz no Teatro do Sesi-SP. Leia mais