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Crítica

Foto: Bob Sousa

Tempos gritantes

01 de setembro 2017 |
por Valmir Santos • São Paulo

Certos espetáculos permitem exercitar a livre associação com obras de outros tempos, mesmo se não as presenciamos. Sutil violento, da Companhia de Teatro Heliópolis (SP), por exemplo, reverbera inversamente Um grito parado no ar, de Gianfrancesco Guarnieri, encenada pela primeira vez em 1973, por Fernando Peixoto.
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Crítica

Foto: Danilo Vieira

O corpo manifesto

26 de julho 2017 |
por Daniel Schenker • Rio de Janeiro

Em São José do Rio Preto

Espetáculo aberto a múltiplas possibilidades de interpretação, And so you see… – assinado pela coreógrafa sul-africana Robyn Orlin e mostrado na última edição do Festival Internacional de São José do Rio Preto – é um trabalho de natureza política. Leia mais

Crítica

Foto: Danilo Vieira

No terreno das emergências

24 de julho 2017 |
por Daniel Schenker • Rio de Janeiro

Em São José do Rio Preto

A necessidade de abordar a realidade inflamada de maneira direta parece nortear duas montagens de rua apresentadas na recém-encerrada edição do Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto: Tekoha – Ritual de vida e morte do Deus Pequeno, do Teatro Imaginário Maracangalha, de Campo Grande (MS), e Terra abaixo, rio acima, da Cia. Cênica, de Rio Preto (SP). Leia mais

Crítica

Foto: Leekyung Kim

O desencanto regurgitado

26 de junho 2017 |
por Valmir Santos • São Paulo

O ascensorista de Refluxo, Dário, pode ser lido como uma síntese do camponês e do guarda da parábola Diante da lei, que Franz Kafka escreve na forma de conto e depois incorpora ao romance O processo. Ao transcrever a obra ao cinema, Orson Wells transformou a parábola em prólogo. Leia mais

Crítica

Foto: Alê Mandu

“Nós sobrevivemos, Copi”

07 de junho 2017 |
por Mateus Araújo • Recife/São Paulo

Trinta anos separam a morte do argentino Copi e a revisita do Teatro Kunyn à sua vida e obra com a peça Desmesura, que estreou em São Paulo em maio. O ator, diretor, dramaturgo e ilustrador morreu na França, em dezembro de 1987, em decorrência de complicações da Aids, não sem antes transformar a própria doença — àquela época, inevitável caminho da morte — em uma das particularidades e um dos eixos de sua escrita. Leia mais

Crítica

Foto: Claudinei Nakasone

Humor cáustico e linguagem em xeque

28 de maio 2017 |
por Beth Néspoli • São Paulo

Toda arte performática se constitui como processo dinâmico entre entretenimento e eficácia. O argumento é de um dos mais reconhecidos teóricos contemporâneos da performance, o norte-americano Richard Schechner. De acordo com ele, essas duas forças impulsionam desde o rito tribal realizado em torno da colheita ou da guerra, passando pela cena engajada ou pela experimentação radical de linguagem até os musicais da Broadway.

Evidentemente o que se considera eficácia muda ao longo dos tempos e das vertentes. No entanto, ainda na visão de Schechner, em qualquer época, a arte teatral floresce quando essas forças estão presentes em igual medida. Pois é possível dizer que se deve ao equilíbrio entre tais polos a fruição prazerosa proporcionada pelo espetáculo Uma peça por outra, de Jean Tardieu (1903-1995), na montagem do Grupo DasDores de Teatro. Leia mais

Crítica

Foto: Filipe Ferreira

A arte é neta de Deus?

23 de maio 2017 |
por Fernando Marques • Brasília

Em Lisboa

As imagens em preto e branco projetadas ao fundo da cena misturam, à esquerda, pessoas em trajes comuns a outras portando chapéus extravagantes, como os que serão usados no espetáculo. À direita, prédios assinalam a cidade. Estacas de metal, verticais, tomam grande parte do palco para compor o ambiente de Inferno, uma das três seções do poema épico A divina comédia, de Dante Alighieri (1265-1321). A primeira jornada do poema transforma-se em montagem da companhia portuguesa O Bando, sob a direção de João Brites. Leia mais

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