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Entrevista

“Você vê os gregos: o Pégaso, o cavalo que voa, é o símbolo da poesia. Nós deveríamos botar antes, como símbolo da poesia, a galinha ou o peru – que não voam. Ora, para o poeta, o difícil é não voar, e o esforço que ele deve fazer é esse”, declarou João Cabral de Melo Neto em 1966, mesmo ano da publicação de A educação pela pedra. Numa das passagens da alentada entrevista a seguir, a encenadora Maria Thais cita o escritor pernambucano para elucidar o caráter sertanejo que mora em si, natural de Piritiba, na região da Chapada Diamantina, sertão baiano.

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Biocritica Questão de Crítica conta...

Biocritica - Uma questão de conta...

A Questão de Crítica, revista eletrônica de críticas e estudos teatrais, foi inaugurada no final de março de 2008. Ela é de Áries, eu sou de Leão. As atividades da revista são indissociáveis da minha trajetória pessoal. Por onde eu vou, levo ela comigo, de uma maneira ou de outra. E ela já me levou a muitos lugares. Mas, melhor que isso, a Questão de Crítica sempre foi um projeto para conectar pessoas a partir da circulação de ideias.

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Biocritica Dossiê conta...

Biocritica - Uma questão de conta...

Rever raízes

4.1.2021  |  por Valmir Santos

Este Teatrojornal – Leituras de Cena completou dez anos em 20 de março de 2020, na esteira da chegada da pandemia e, com ela, tudo que se sabe. Diante do presente que dilata a qualidade ou estado do que é temporal, provisório e efêmero, assumimos o delay e criamos uma ação comemorativa da década de trabalho continuado do site. O dossiê Biocrítica vai reunir artigos acerca de nossa trajetória e de outros dez espaços empenhados na crítica de teatro na internet.

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Artigo

Artista acostumado a eviscerar a realidade por meio da ficção, nas escalas da pujança, da ousadia formal e do estranhamento, o dramaturgo e encenador Francisco Carlos construiu imagem à altura em um de seus textos mais recentes, Cosmos amazônico, definido por ele como “fotografias-verbais” e cujos preparativos para a montagem estava em curso em meio à restrição social, abrindo flancos para a transposição ao ambiente virtual/audiovisual. Caminho promissor para uma escrita de inclinação cinematográfica.

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Artigo

A obra de Nelson Rodrigues (1912-1980) está incorporada, há algum tempo, ao patrimônio cultural brasileiro – e vem sendo assimilada ao acervo internacional, com traduções e encenações que ampliam o seu alcance para além da língua portuguesa ou no próprio campo da lusofonia. Um livro com sete de suas peças, lançado em 2019 na Inglaterra, parece ser o episódio mais recente de uma série que inclui espetáculos feitos na França, baseados em seus textos, já nos anos 1990. 

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Reportagem

Cena de imersão

1.12.2020  |  por Teatrojornal

O Cena Contemporânea – Festival Internacional de Teatro de Brasília, que abre hoje, e o Brasil Cena Aberta, festival em São Paulo convertido em ato, a partir de amanhã, vêm à luz no nono mês da pandemia com edições especiais. Acontecem online e emanam a mesma atitude que os moviam em tempos presenciais nas respectivas gerações, o primeiro na casa dos 25 anos e o segundo em seu ano 2.

Afinal, qual a extensão de um ato? Setenta e duas horas? Onze dias? Um átimo?

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Artigo

No momento em que o globo terrestre fixa atenção em quem vai ocupar a Casa Branca nos próximos quatro anos, a cinebiografia do dramaturgo tcheco Václav Havel (1936-2011) produz efeito luminoso similar àquele de quando se conhece a trajetória e as atitudes do florista e “chacareiro” uruguaio José Mujica: de como a ascensão de civis ao cargo máximo de uma nação pode, sim, transformar significativamente a face do poder a partir de suas presenças carregadas de passados humanistas. Uma fala do ator Viktor Dvořák no papel-título de Havel, atribuída a um dos professores do escritor, sintetiza o legado de pessoas como essas: “O mais importante da consciência é que sempre a carregamos conosco. Não podemos nos livrar dela mesmo que queiramos”.

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