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Encontro com o Espectador

O espetáculo Navalha na carne negra alia a dramaturgia de Plínio Marcos (1935-1999) – sua alteridade sociopolítica de largada, sua potência de linguagem a quem se dispõe a ir fundo na teatralidade – com a recente geração de artistas acostumada a trabalhar em coletivos e a bordo da relevante e atual produção do teatro negro ou teatro preto em cidades como Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo. Leia mais

Artigo

[Artigo publicado originalmente na Conjunto – revista de teatro latinoamericano, editada pela Casa de las Américas, de Cuba, nº 187, abril-junho 2018, pp. 19-23, traduzido para o castelhano por Vivian Martínez Tabares]

Arte por natureza efêmera, o teatro vive subvertendo os próprios desígnios ao não perecer graças à memória das mulheres e dos homens que lhe dão vida. Quando os pilares humanos de um espetáculo de meio século atrás são os mesmos a alicerçá-lo nos dias de hoje, esses artistas elevam sua criação à quinta-essência. A coragem reacendida no presente, em 2017, é feita da matéria dos sonhos de 1967, e vice-versa. É desse ponto de vista que observamos os entrelaçamentos do tempo histórico e do tempo cênico na remontagem da peça O rei da vela, de Oswald de Andrade (1890-1954), pela Companhia Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona. Leia mais

Encontro com o Espectador

O espetáculo Love, love, love (2017), do Grupo 3 de Teatro, motivou a 23ª edição do Encontro com o Espectador em 26 de agosto passado. As atrizes convidadas Débora Falabella e Yara de Novaes ressaltaram aspectos do processo criativo deste que é o segundo texto consecutivo em que atuam sob a assinatura do inglês Mike Bartlett, dessa vez ao lado de mais três atores: Augusto Madeira, Alexandre Cioletti e Mateus Monteiro. Leia mais

Crítica

Estrangeiros às dores do povo chileno durante a ditadura militar, saímos pungidos da experiência de Villa, a peça de Guillermo Calderón montada por Diego Moschkovich. A empatia do espectador não decorre apenas da abordagem artística do material em torno do terrorismo de Estado. As entrelinhas gritam o avançado grau de discussão daquela sociedade sobre as sequelas do governo do general Pinochet (1973-1990). Leia mais

Encontro com o Espectador

O espetáculo Pi – Panorâmica insana ficou em cartaz em junho e julho deste ano em São Paulo. Ocupou o Teatro Novo que abriu as portas sob arquitetura cênica inacabada, no mesmo endereço onde funcionou o Teatro Dias Gomes, na Vila Mariana. O porvir e o presente estão mesmo no centro das inquietudes da diretora Bia Lessa em processo artístico junto aos atores-criadores Cláudia Abreu, Leandra Leal, Luiz Henrique Nogueira e Rodrigo Pandolfo.

No diálogo transcrito abaixo, Bia e Cláudia conversam com a jornalista e crítica Maria Eugênica de Menezes sobre as motivações e pulsações da obra Leia mais

Crítica

Os espetáculos AI-5: a peça, concebido e dirigido por Paulo Maeda; Comum, com o Grupo Pandora de Teatro; e Roda morta, com a Cia. Teatro do Perverto conectam suas dramaturgias a episódios do período da ditadura civil-militar no Brasil. As variações de como os direitos foram sequestrados, assim como as delineações estéticas dos trabalhos, permitem constatar os perigos que rondam a democracia vigente e sabidamente imperfeita. Não custa lembrar que o restabelecimento desse sistema político aconteceu há 33 anos. Cada peça transmite a medida do tempo histórico e suas reverberações no presente. Leia mais

Encontro com o Espectador

Epidemia prata é o quinto espetáculo da Cia. Mungunzá de Teatro, estreado em maio e razão do 21º Encontro com o Espectador, ação mensal que envolve o público, a crítica e os criadores. Em atividade há dez, desde 2017 seus integrantes cumprem o que entendem por residência artística no Teatro de Contêiner, erguido com os próprios braços e recursos no bairro da Luz. Ali, na região central, contracenam diuturnamente com pessoas em situação de vulnerabilidade, a maioria decorrente da dependência do crack Leia mais