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Artigo

Foto: Adalberto Lima

Transfigurações em ‘Vau da Sarapalha’

08 de novembro 2017 |
por Kil Abreu • São Paulo

Vau da Sarapalha é espetáculo do Piollin Grupo de Teatro. Estreou em 1992 em João Pessoa (PB), fez carreira internacional e foi apresentado em mais de 40 cidades.  É considerada ainda hoje uma das montagens mais importantes quanto a uma aproximação possível do universo de Guimarães Rosa no contexto da cena contemporânea. Esta aproximação, no entanto, tem menos a ver com o respeito aos termos da literatura enquanto tal e mais com a transfiguração, em ato artístico autônomo, da narrativa roseana. Leia mais

Crítica

Foto: Karen Mezza

O Rainha Kong e os novos estandartes

30 de outubro 2017 |
por Kil Abreu • São Paulo

Ó doce irmã, o que você quer mais?
Eu já arranhei minha garganta toda
Atrás de alguma paz.
Agora, nada de machado e sândalo.
Você que traz o escândalo,
Irmã-luz
(Caetano Veloso, Escândalo)

 

Em Belo Horizonte

É sem dúvida um tempo novo. E é do olho do furacão, em uma época de notável violência contra o humano, que o palco brasileiro vai comportando as novas representações que os sujeitos sociais afirmam. A criação coletiva do grupo Rainha Kong para O bebê de tarlatana rosa, conto homônimo do carioca João do Rio (1881-1921), confirma esse raciocínio. Leia mais

Reportagem

Foto: Otávio Cardoso

Uma dor assim pungente

27 de outubro 2017 |
por Valmir Santos • São Paulo

Narrador de 12 anos sai de casa para comprar pão, na periferia leste da cidade, sofre abordagem abusiva de um policial e empreende fuga com fortes tintas de realismo fantástico.  No centro, travestis e prostitutas são igualmente vítimas de perseguição durante a ditadura civil-militar em entrecho documental que não desbotou. Vide o que se passa noutra geografia mais difusa, onde homens e mulheres soam exasperados nos lugares de fala e discursos intolerantes.

As três peças selecionadas no edital da IV Mostra de Dramaturgia em Pequenos Formatos Cênicos, iniciativa do Centro Cultural São Paulo, pintam uma realidade cortante por meio das formas de violência – as dores físicas e morais – que traumatizam as relações interpessoais e sociopolíticas nos dias de hoje. Leia mais

Galeria

Foto: Bob Sousa

Enquanto ela dormia

18 de outubro 2017 |
por Bob Sousa • São Paulo

No espaço teatral vazio, ainda sem público, atriz, diretora e equipe técnica iniciam os preparativos para mais um mergulho cênico. É nessa ambientação que chego, numa tarde de quinta-feira, empenhado em registrar o ensaio de Enquanto ela dormia, texto de Carol Pitzer, atuação de Lucienne Guedes e direção de Eliana Monteiro. O espetáculo abarca o universo feminino, seus traumas e memórias. E é a partir desse jogo entre atriz e fotógrafo que a caixa cênica – instalação vazada e claustrofóbica – dialoga com a caixa preta fotográfica. Quem irá capturar o outro primeiro? Em cartaz no Mezanino do Centro Cultural Fiesp até dia 22/10.
Leia mais

Crítica

Foto: Victor Balde

A ‘refazenda’ de João Miguel

17 de outubro 2017 |
por Valmir Santos • São Paulo

Diante da remontagem de Bispo (2001), solo do ator João Miguel, é possível raciocinar segundo o artista e pensador francês Antonin Artaud (1896-1948): “Tenho uma única preocupação: refazer-me!”.

A “refazenda” do também diretor baiano com a criação que o projetou nacionalmente mostra-se relevante por causa do percurso que esse artista inscreve nas entranhas da obra exibida pela primeira vez no início deste século, sob codramaturgia e codireção de Edgard Navarro, o inventivo cineasta conterrâneo (Eu me lembro, 2005). Leia mais

Crítica

Foto: Cacá Bernardes

Recepção ambígua para Dürrenmatt

25 de setembro 2017 |
por Beth Néspoli • São Paulo

Numa mesa de bar conversam Peixoto e Edgard: “Você está alto, eu estou alto, hora de rasgar o jogo, de tirar todas as máscaras: você é o que se chama de mau caráter?” São essas as primeiras palavras da peça Bonitinha, mas ordinária, de Nelson Rodrigues. Ao longo do diálogo a pergunta se desdobra: “Você quer subir na vida? É ambicioso? O que você faria para ficar rico?

É possível dizer que as mesmas indagações, em outros termos, detonam a ação da peça A visita da velha senhora, do suíço Friedrich Dürrenmatt (1921-1990), em cartaz no Teatro do Sesi-SP. Leia mais

Galeria

Foto: Bob Sousa

A domadora

13 de setembro 2017 |
por Bob Sousa • São Paulo

Fotografia e memória sempre caminharam lado a lado, desde a invenção da “máquina de capturar realidade”, na primeira metade do século XIX. Nesse embate entre realidade e reminiscência, vida e representação, a atriz Paula Picarelli nos revela uma mulher que está chegando aos 40 anos, reconhecendo com dificuldade a velhice, a decadência de seu corpo e o contato com suas memórias. Leia mais

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