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Crítica

Foto: Guto Muniz/Foco in Cena

Prefiro não

21 de março 2017 |
por Mateus Araújo • Recife/São Paulo

Durante esta semana, em cartaz no Itaú Cultural como parte da programação da Mostra Internacional de Teatro de São Paulo (MITsp), a atriz sul-africana Ntando Cele, mulher negra, nos traz vários símbolos ligados ao racismo em seu espetáculo Black off. Mas entre eles prevalece na memória a fala pragmática: “Estou aqui, e sou negra. Mas não estou aqui para ser negra”. Leia mais

Crítica

Foto: Guto Muniz/Foco in Cena

Estética da existência

20 de março 2017 |
por Ferdinando Martins • São Paulo

Já se tornou banal falar sobre a crise da representação e o esfacelamento dos limites entre o real e a ficção no teatro contemporâneo. São muitos os experimentos artísticos que problematizam essas questões, acompanhados de reflexões críticas que colocam em xeque as convicções do pensamento ocidental que estabeleceram fronteiras rígidas sobre o que existiria de fato e o que seria invenção. No entanto, a curadoria da 4ª Mostra Internacional de Teatro de São Paulo, ao escolher o documentário como um de seus eixos estruturantes, trouxe obras que alçaram esta discussão a um patamar mais elevado.

Nesse sentido, a mostra especial do libanês Rabih Mroué permite refletir sobre as maneiras que o teatro contemporâneo, ao embaralhar os registros real/ficcional, recupera a relação com a pólis, expandindo o espetáculo para além da sala de espetáculos. Leia mais

Crítica

Foto: Guo Muniz/Foco in Cena

No artificial, o real

19 de março 2017 |
por Maria Eugênia de Menezes • São Paulo

Os atores parecem manequins. E se portam como tal, com seus gestos endurecidos e artificiais. Na peça de Susanne Kennedy, Por que o Sr. R. enlouqueceu?, nada soa natural. É o estranhamento em grau máximo o que se ambiciona nesse trabalho da companhia alemã Münchner Kammerspiele. Um estranhamento que se dá a partir da banalidade da vida humana. Assistimos a diálogos desse protagonista, o Sr. R, com a família e os colegas de trabalho – falas desprovidas de significado, destinadas apenas a ocupar o vazio. Leia mais

Crítica

Foto: Guto Muniz/Foco in Cena

A perpetuação da ausência

19 de março 2017 |
por Daniel Schenker • Rio de Janeiro

Na encenação de Branco: o cheiro do lírio e do formol, apresentada dentro da programação da 4ª Mostra Internacional de Teatro de São Paulo (MITsp), Alexandre Dal Farra propõe uma conjugação aparentemente imprevisível entre o tortuoso processo de criação dramatúrgica e a intrincada relação pai/filho. Leia mais

Crítica

Foto: Guto Muniz

Na dimensão desencantada do real

18 de março 2017 |
por Gabriela Mellão • São Paulo

Não há espaço para ilusão teatral ou emoção na arte do libanês Rabin Mroué, artista plural que ganha destaque na Mostra Internacional de Teatro de São Paulo (MITsp) deste ano por sua maneira singular de entrelaçar ficção, teatro político e documental. Denominada ‘mostra especial’, é composta por Tão pouco tempo, Revolução em pixels e Cavalgando nuvens. Leia mais

Crítica

Foto: Guto Muniz/Foco in Cena

Um brincante em noite de política ativa

16 de março 2017 |
por Beth Néspoli • São Paulo

Criar beleza com matéria de escombros, investir-se das questões de seu tempo no ato criador, reverter destruição em forma vital – eis alguns dos atributos da arte presentes na abertura oficial da 4ª Mostra Internacional de Teatro de São Paulo (MITsp), no Theatro Municipal de São Paulo. Na cerimônia do dia 14 de março, perpassaram as palavras de apresentação da atriz Georgette Fadel e estavam no espetáculo belga Avante, marche! Neste, a morte era o elemento de investigação do lugar do indivíduo no coletivo, enquanto, inversamente, no campo simbólico dos embates da noite, entre as figuras da administração pública e aqueles que as vaiaram, importante era descolar das ações das primeiras, articuladas às relações de poder recentemente instauradas no país, qualquer ideia de inevitabilidade. Leia mais

Encontro com o espectador

Foto: Valmir Santos

Dramaturgias sintéticas

07 de março 2017 |
por Teatrojornal

A dramaturgia contemporânea brasileira foi objeto de debate no 2º Encontro com o Espectador que reuniu, no Ágora Teatro, na noite de 25 de julho de 2016, Cláudia Barral, autora da peça Hotel Jasmim, Paulo Santoro, autor de O teste de Turing e Kil Abreu, curador do projeto Dramaturgia em Pequenos Formatos Cênicos, realização do Centro Cultural São Paulo, que premia peças teatrais com montagem e publicação de texto. Leia mais

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