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Crítica

Foto: Lenise Pinheiro

Solidão, direção de Marco Antonio Rodrigues, com Grupo Folias d'Arte

Estranho fruto

01 de dezembro 2016 |
por Patricia Freitas • Santos/São Paulo

Solidão, novo espetáculo do grupo paulistano Folias d’Arte, parece desnortear o espectador em suas inúmeras e intensas fragmentações e deslocamentos, tornando inclusive o exercício de síntese da obra algo quase que impossível. Curiosamente, é nessa esteira do impossível tornado possível – caracterizado por muitos como “realismo mágico” – que se move a materialidade cênica do espetáculo, impelida a desafiar e transpor ao palco a forma amorfa do maior romance do colombiano Gabriel García Márquez, Cem anos de solidão. Leia mais

Crítica

Foto: Juliana Vinagre

A cidade e as mulheres, direção de Antônia Matos e Éder Lopes, com texto final de Alessandro Toller (atriz aprendiz Iara Ilária Perri Martins)

Utopia musical para a emancipação feminina

21 de novembro 2016 |
por Beth Néspoli • São Paulo

Se já existe razoável entendimento sobre a relevância do processo de criação em todos os campos da arte, e em especial em uma atividade coletiva e presencial como o teatro, no musical A cidade e as mulheres, criado de modo colaborativo pelos aprendizes da Fábrica de Cultura Jaçanã, na zona norte de São Paulo, o valor da construção do pensamento que funda o gesto criativo é perceptível na carne mesma do espetáculo. Leia mais

Reportagem

Foto: Gilson Camargo

Ilíada – Canto XIII, direção de Octavio Camargo (atriz Katia Horn)

A crítica em movimento

12 de novembro 2016 |
por Valmir Santos • São Paulo

Na contracorrente da desvalorização do pensamento crítico em boa parte das sociedades, o “Idiomas – Fórum Ibero-Americano de Crítica de Teatro” marca importante tento. Em plena Curitiba, epicentro das tramas judiciais da Lava Jato , mas também um dos corações da resistência de estudantes e professores ante as truculências estaduais e federais. Leia mais

Crítica

Foto: Marcos Frutig

Um berço de pedra, direção de William Pereira (atriz Luciana Lyra)

A dor e a delícia

08 de novembro 2016 |
por Maria Eugênia de Menezes • São Paulo

A história costuma ser contada a partir do ponto de vista masculino. A história da civilização, do pensamento, das guerras. Esquecemos, muitas vezes, que as macro narrativas que nos acompanham não são neutras, sem gênero. Há um enunciador masculino, branco, vencedor por trás da maior parte dos discursos que reproduzimos. Nesse sentido, Um berço de pedra, obra de Newton Moreno, pode ser lida como uma tentativa de dar voz ao que costumamos alijar do mundo, de ir contra a preponderância do masculino na fabulação. Leia mais

Crítica

Foto: Daniel Zimmermann/FITUB

19h45!
Miúda Cia – CEFART – Belo Horizonte – MG
Uma família; um casamento; um acidente; um aceno ou uma dúvida... Às vezes, dos fatos mais simples aos mais surpreendentes, nos perguntamos: afinal, foi por acaso? Se aquela moça não tivesse passado por ali, justo naquela hora, não teria deixado cair a sacola, não teria encontrado aquele senhor que lhe ofereceu ajuda para recolher as laranjas e não teria sido surpreendida pelo garoto do violino que passava de bicicleta e, que,  para desvencilhar-se de um possível choque com ela precipitou-se ao encontro de um automóvel, em conformidade total com a fatalidade. E agora, pensando assim, parece que não passou de um encontro. Autoria e Direção: Rita Clemente.

Acaso e construção

04 de novembro 2016 |
por Kil Abreu • São Paulo

É na armadilha de uma estrutura artificial que a realidade do tema será aprisionada

 (Francis Bacon, em entrevista a David Sylvester)

 

Em Belo Horizonte

O espetáculo 19:45!, apresentado no Festival Estudantil de Teatro (FETO) é trabalho dos formandos do curso profissionalizante do Centro de Formação Artística e Tecnológica (Cefart) da Fundação Clóvis Salgado. A montagem tem dramaturgia e direção de Rita Clemente, que cumpre a função de artista convidada. Leia mais

Crítica

Foto: Lenise Pinheiro

Homens nas cidades, direção de Francisco Medeiros (ator Larte Mello)

Força e fragilidades do masculino

02 de novembro 2016 |
por Maria Eugênia de Menezes • São Paulo

Assistir a Homens nas cidades é deparar-se com um mundo em que o feminino não existe. Não são apenas as mulheres que estão de fora dessa peça escrita pelo britânico Chris Goode. É todo um modo de existir no mundo – e de ser – masculino que se descortina quando o espetáculo se inicia. Sob a direção de Francisco Medeiros, Laerte Mello interpreta o monólogo no qual toma o papel de um narrador e passeia por situações diversas. Leia mais

Artigo

Foto: Fernando Pires

Performance im[penetrável], de Carina Sehn (RS), no âmbito do 8º Festival Internacional de Teatro de Rua de Porto Alegre

Observatório do chão para cenas de rua

01 de novembro 2016 |
por Kil Abreu • São Paulo

Em Porto Alegre

Uma crítica específica para o teatro de rua/na rua/na cidade faz sentido? Em que medida as variadas formas do teatro e, neste caso, as diferentes maneiras de habitar espaços pede olhares e atitudes críticas diferenciadas? Que importância teriam estes repertórios e estes discursos específicos em um país no qual o Ministério da Cultura identifica os espaços do teatro contabilizando apenas as salas fechadas e desprezando os lugares públicos abertos em que ele acontece?

Estas, entre outras questões, foram colocadas em movimento durante a oitava edição do Festival Internacional de Teatro de Rua de Porto Alegre Leia mais