Menu

Artigo

Foto: Virginia Benevenuto

A cidade sem mar (2016), projeto da curitibana companhia brasileira de teatro a partir de textos de Manoel Carlos Karam

Manoel Carlos Karam e o jogo da fala

10 de maio 2016 |
por Dirce Waltrick do Amarante • Florianópolis

Entre as muitas atividades do catarinense, radicado no Paraná, Manoel Carlos Karam (1947-2007), estão as de autor e de diretor teatral. Como dramaturgo, escreveu mais de vinte peças ao longo dos anos 1970. É sobre essa atividade que pretendo me deter neste breve ensaio, debruçando-me mais especificamente sobre a peça Duas criaturas gritando no palco, uma vez que ela contém muitos elementos que ressurgem em outros textos dramatúrgicos do escritor. Leia mais

Artigo

Foto: Reprodução

O escritor cubano Virgilio Piñera (1912 -1979)

A caixa de sapatos vazia de Virgilio Piñera

09 de maio 2016 |
por Dirce Waltrick do Amarante • Florianópolis

A lista de escritores e artistas cubanos reconhecidos internacionalmente por seus trabalhos é grande e contempla desde escritores como José Lezama Lima, Guillermo Cabrera Infante e Severo Sarduy a perfomers ousadas como Ana Mendieta e Tania Bruguera. Com a retomada das relações diplomáticas entre Cuba e Estados Unidos, imagina-se que outros artistas de grande importância, mas que foram de certa forma obscurecidos pelo regime castrista, virão à tona.

Esse, parece-me, será o caso do romancista, dramaturgo e poeta Virgilio Piñera (1912 -1979), um dos escritores mais originais de Cuba Leia mais

Crítica

Foto: Andre Stefafno

Pessoas sublimes, direção de Rodolfo García Vázquez, com Cia. de Teatro Os Satyros (atriz Fernanda D'Umbra)

Sublimes e sórdidas pessoas

28 de abril 2016 |
por Ferdinando Martins • São Paulo

Dotados de energia esfuziante, os atores enchem a sala preta do Espaço dos Satyros Um com roupas e cabelos coloridos. Nos rostos, próteses e (muita) maquiagem. Apesar de estarem ali para representar personagens extraídas de situações reais, nada os aproxima de uma encenação naturalista. Ao contrário, a atmosfera de Pessoas sublimes é etérea, nebulosa, lusco-fusco. Aos poucos, o espectador  Leia mais

Crítica

Foto: Andre Stefafno

Pessoas sublimes, direção de Rodolfo García Vázquez, com Cia. de Teatro Os Satyros

Banalidades espetaculares

28 de abril 2016 |
por Gabriela Mellão • São Paulo

A realidade é o pilar estrutural de Pessoas sublimes, segundo espetáculo da Trilogia das Pessoas realizado pela Cia. de Teatro Os Satyros. Como em Pessoas perfeitas – primeira montagem, que venceu o Shell de melhor texto e o APCA de melhor espetáculo de 2014 –, a peça escrita pelos fundadores Rodolfo García Vázquez, diretor, e Ivam Cabral, ator chave do grupo, é fruto de Leia mais

Crítica

Foto: Andre Stefafno

Pessoas sublimes, direção de Rodolfo García Vázquez, com Cia. de Teatro Os Satyros (ator Felipe Moretti)

Imagens tangíveis

28 de abril 2016 |
por Valmir Santos • São Paulo

Em suas pedras angulares para uma filosofia da fotografia, o tcheco Vilém Flusser (1920-1991), que viveu mais de três décadas no Brasil, compreende imagem como superfície sobre a qual circula o olhar. O espetáculo Pessoas sublimes, da Companhia de Teatro Os Satyros, faz da mediação imagética o seu “chão de circularidade”, abertura flusseriana para o eterno retorno. Leia mais

Crítica

Foto: Cristiano Prim

Récita – tudo aquilo que chama a atenção, atrai e prende olhar, direção de Barbara Biscaro (atores Fernando Bresolin e Barbara Biscaro)

Brecht, entre o recital e a bufonaria

16 de abril 2016 |
por Afonso Nilson • Florianópolis

Em tempos onde o fascismo se disfarça mais uma vez de legalidade arbitrária, lembrar Brecht e a força política de sua poesia é, no mínimo, oportuno. O espetáculo Récita – tudo aquilo que chama a atenção, atrai e prende olhar, com atuação e direção de Bárbara Biscaro, transita entre o recital (como o próprio nome pressupõe) e a bufonaria. Canções de Kurt Weill (1900-1950) e Bertolt Brecht (1898-1956) recebem um tratamento revestido de comicidade burlesca, jogos vocais e interpretação clownesca. Leia mais

Artigo

Foto: Miramax Films

O personagem Gonzalo interpretado por Tom Conti no filme 'A tempestade' (EUA, 2010), dirigido por Julie Taymor

A Guanabara de Gonzalo

14 de abril 2016 |
por Fernando Marques • Brasília

As relações entre o dramaturgo inglês William Shakespeare (1564-1616) e o pensador francês Michel de Montaigne (1533-1592), autor dos Ensaios, evidenciam-se em passagem breve, mas significativa, da comédia A tempestade, uma das últimas obras de Shakespeare, datada de 1611.[i] Os dois escritores prefiguram uma consciência política moderna, com os valores éticos a ela associados. Leia mais