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Encontro com Espectadores

Quarenta anos após a estreia da primeira montagem de Vem buscar-me que ainda sou teu (1979), tragicomédia musical em quatro partes e 21 cenas, como a definiu Carlos Alberto Soffredini (1939-2001), novas gerações entraram em contato com o texto por meio de sua filha, Renata Soffredini, que dirigiu o espetáculo em 2019. Ela e a atriz protagonista Bete Dorgam conversaram com a jornalista e crítica Maria Eugênia de Menezes e com a plateia do Encontro com Espectadores acerca da obra centrada na arte do circo-teatro.

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Crítica

Logo na primeira linha, o narrador de Elizabeth Costello pontua sobre “como nos levar de onde estamos, que é, por enquanto, lugar nenhum, para a margem de lá”. Aludir à imagem da construção de pontes serve como poderoso instrumento de navegação pelo romance de J.M. Coetzee, em que pesem as saborosas e por vezes mal-humoradas contendas da protagonista com familiares, intelectuais ou admiradores. A personagem-título, uma prestigiada escritora veterana, lida com ideias morais, filosóficas e estéticas sem perder de vista o substrato da vida. Sua inquietude figura nos traços de personalidade e de linguagem, como bem cultiva o monólogo de mesmo nome idealizado e atuado por Lavínia Pannunzio com adaptação e direção de Leonardo Ventura.

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Encontro com Espectadores

O espetáculo As cangaceiras, guerreiras do sertão tinha reestreia marcada para 4 de abril, sábado passado, no Tuca, em São Paulo. A segunda temporada foi suspensa por causa da pandemia. A primeira aconteceu de abril a agosto de 2019, no Teatro do Sesi-SP, do Centro Cultural Fiesp, que também produziu o musical envolvendo 13 atores e outras 12 pessoas na equipe de criação sob texto e letras de Newton Moreno, direção de Sergio Módena e direção musical de Fernanda Maia.

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Artigo

Espetáculos internacionais da sétima edição da MITsp permitiram examinar sentimentos contraditórios da sociedade global diante do imponderável ditado pela pandemia. A curadoria soou premonitória ao circunscrever trabalhos que expuseram nuances da vulnerabilidade humana nesta hora da História e formas de distanciamento social a que agora os brasileiros estamos enquadrados não como metáfora, mas sob a concreção da medida sanitária preventiva que um terço das nações adotou com vistas a não sobrecarregar os sistemas de saúde e minimizar o número de mortes.

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Resenha

Era para acontecer hoje a 37ª edição do Encontro com Espectadores – ação do Teatrojornal que se configura como uma conversa entre artistas, críticos e público sobre um espetáculo previamente escolhido. O solo Uma frase para minha mãe, da atriz Ana Kfouri estaria em foco inaugurando um novo calendário: neste ano os encontros voltam a se dar nas noites segunda-feira, sempre a última do mês, em lugar das tardes de domingo, como vinha ocorrendo desde 2018, quando o evento passou a ser apoiado pelo Itaú Cultural.

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Artigo

Da sala de ensaio que coabito há décadas à experiência da escrita ensaística aqui ensejada, este artigo comparte angústias, lutas e belezas de quem ama as artes da cena e a partir delas aprendeu a cultivar o discernimento crítico da realidade.

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Crítica

Não matarás e Não cometerás adultério (este desdobrou no longa-metragem Não amarás) estão entre os filmes para a televisão que Krzysztof Kieslowski dirigiu na juventude a partir dos dez mandamentos bíblicos do Antigo Testamento. Considerada obra-prima do polonês, a série Decálogo foi rodada no final da década de 1980 em plena agonia do regime comunista no país do leste europeu. Os episódios tinham como pano de fundo um conjunto habitacional, microcosmo do esgarçamento do tecido social. A lembrança de Kieslowski é motivada pelo encontro com o espetáculo Tu amarás, que o grupo chileno Bonobo apresentou durante a 7ª MITsp.

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